Protestos contra bloqueio de verbas na educação tem apoio e participação de representantes do Sindjus-MA

16/05/2019 | 15:28 - matéria visualizada 315 vezes
Em São Luís, cerca de 20 mil pessoas se reuniram na tarde de ontem (15) em protesto em defesa da educação brasileiraEm todo Brasil, milhões de profissionais de educação, estudantes, integrantes de movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais foram às ruas em centenas de cidades para protestar contra os cortes de verbas que afetam a educação superior, ensino técnico e ensino básico.

Membros do Conselho Fiscal do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus-MA) representaram o Sindicato em protestos em defesa da educação brasileira nas cidades de São Luís e Teresina.

Em São Luís, cerca de 20 mil pessoas, entre estudantes, professores e representantes de entidades sindicais se reuniram na tarde de ontem (15), em protesto contra o contingenciamento de recursos para instituições de ensino federais anunciado pelo Ministério da Educação. A manifestação iniciou por volta das 15h na Praça Deodoro, Centro de São Luís. Logo depois, os manifestantes caminharam pela Praça Maria Aragão e chegaram na Praça dos Catraieiros, onde se concentraram até as 18h.

O conselheiro fiscal do Sindjus-MA, Ednesio de Sousa Silva, técnico judiciário lotado na Coordenadoria da Biblioteca e Arquivo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), esteve presente no protesto em solidariedade aos estudantes e professores.


Ednesio Silva na manifestação em São Luís“Como aconteceu com a Reforma Trabalhista que retirou direitos dos trabalhadores com a desculpa de que geraria mais emprego, e nada disso aconteceu, está ocorrendo agora com a Reforma da Previdência, dificultando a aposentadoria e os ganhos reais dos trabalhadores. O Governo Federal agora vai mais além afetando a educação a partir desses cortes, que a princípio são de 30% nas universidades públicas. Então, a importância do movimento é lutar contra a perda dos nossos direitos, enquanto estudantes e trabalhadores. A nossa educação já é sucateada. Não podemos permitir a falência total da educação pública, que aliada ao enfraquecimento da classe trabalhista, é um absurdo que está acontecendo. Temos que fazer valer a nossa força de protestar democraticamente, de forma organizada, e não permitir essas atrocidades patrocinadas contra a população em geral”, disse Ednesio Silva.

O protesto contou com o apoio de diversos sindicatos, associações e movimentos sociais como Sinproesemma, Sintrajufe, Sindeducação, Fetaema, Sintema, Apruma, Sintsprev-MA, Sindicato dos Bancários, Sindsep-MA, UJS, Sinasefe, além de participações das federações e centrais sindicais.

Protesto em Teresina

Leonice Medeiros (1ª à esquerda)Lotada na comarca de Timon, a conselheira fiscal do Sindjus-MA, Leonice Barros de Medeiros, auxiliar judiciária na Vara da Infância e Juventude daquela cidade, participou da manifestação realizada em Teresina, capital do Piauí, onde estudantes universitários e secundaristas de escolas públicas e particulares saíram em passeata pelas ruas do Centro, em protesto contra o bloqueio no orçamento da educação.

Depois de se concentrar na Praça Rio Branco, os manifestantes se dirigiram até a Rua Coelho Rodrigues e continuaram o protesto diante da Prefeitura de Teresina. A manifestação continuou percorrendo ruas do Centro de Teresina e passou ainda pelo Palácio do Karnak, sede do governo estadual.

Para Leonice Medeiros a concentração de pessoas de varios setores da sociedade demonstra o desejo dos cidadãos pela manutenção de seus direitos. “Estamos nessa luta não só pela Educação, que é com certeza um importante alicerce da sociedade, e que vem sendo prejudicada, mas também lutamos por todos os brasileiros e brasileiras que vêm tendo seus direitos cada vez mais ameaçados. Somos servidores, professores, estudantes, pais, mães e famílias inteiras em busca de um futuro melhor ”, destacou a conselheira fiscal do Sindjus-MA.

Além de defender a preservação dos investimentos na Educação, as manifestações serviram como preparação para a greve geral contra a Reforma da Previdência, marcada para 14 de junho com o apoio da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) e das Centrais Sindicais: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSP-Conlutas, CSB, NCST, Intersindical Instrumento de Luta e Intersindical Central.
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