Nota ISP Brasil pelo Dia Internacional de Combate à Homofobia

17/05/2019 | 14:30 - matéria visualizada 67 vezes
17 de maio - A Homofobia dizima milhares de vidas no Brasil e no mundo, não são mortes comuns, são crimes homofóbicos com requintes de ódio e crueldade que deixam no corpo das vítimas, pessoas LGBT, provas inequívocas da aversão à orientação sexual. No Brasil não há lei específica que tipifique essa forma de crime e isso engrossa a lista da impunidade aos assassinos.

Na última campanha presidencial, o Brasil viveu um clima de acirramento dessa temática, quando o então candidato Jair Bolsonaro deixou explícito em suas falas, o fomento ao preconceito, elevando o número de agressões contra LGBTs em todo o país, conforme a pesquisa Gênero e Número “Percepção de Violência LGBT+ no contexto eleitoral e pós-eleitoral”. http://violencialgbt.com.br/

Nos últimos meses de 2018, inúmeros casais homoafetivos se apressaram para concretizar o casamento nos cartórios do Brasil, por medo de represália do governo Bolsonaro em mexer na garantia dada pelo STJ – Supremo Tribunal Federal de equiparar as uniões homoafetivas às heterossexuais, permitindo o casamento.

Pesquisas e trabalhos científicos em várias universidades do país, mostram que a evasão escolar de LGBTs é alta e a escola é um ambiente inóspito para essas pessoas. Isso tem impacto negativo no acesso ao emprego, pois soma-se preconceito por parte de empregadores à menor escolaridade.

Vivemos dias difíceis, sobretudo quando está à frente do governo em nosso país um Presidente e uma Ministra dos Direitos Humanos que frequentemente usam a voz para depreciar e achincalhar LGBTs em vez de fazer sua defesa, como seria esperado diante dos altos cargos que ocupam.

O caminho para enfrentar essa situação é resistir e lutar. Nesse contexto as entidades LGBTs, os sindicatos e as instituições jurídicas devem ser aliadas, no sentido de fortalecer parcerias e a unidade.

A ISP Brasil, confederação sindical internacional que atua em 163 países, por meio de seu Comitê LGBT vem promovendo campanhas de igualdade de oportunidades e abordando a pauta nas negociações, objetivando tornar a vida e as relações de trabalho mais democráticas. O empoderamento é também resistência, ser diferente é um direito, exigimos respeito.

Comitê LGBT da ISP- Internacional de Serviços Públicos - Brasil
Versão para Impressão