Sindjus-MA irá sediar Seminário sobre Desenvolvimento e Sociedade CivilComitê da Sociedade Civil auditará uso da internet em eleições e consultas internas do SINDJUS-MA
As Centrais Sindicais vão compor o Comitê de Entidades Observadoras da Sociedade Civil, que auditará a implantação do uso da internet nas eleições e consultas internas do SINDJUS-MA.

A convite da direção do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão – SINDJUS/MA , reúnem-se na próxima quinta-feira, 10/09, às 18:30 horas, no auditório da entidade, representantes da Associação dos Magistrados do Maranhão, da Associação dos Membros do Ministério Público do Maranhão, da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação dos Analistas Judiciários, das Centrais Sindicais, da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e da Assembleia Legislativa, para apresentação do projeto de adoção pelo sindicato do uso da internet em seus processos eleitorais e de consultas internas aos servidores sindicalizados do Poder Judiciário do Estado do Maranhão.

A iniciativa é um compromisso programático da atual diretoria do SINDJUS/MA, no intuito de facilitar, modernizar e estimular a mais ampla e democrática participação de todos os seus filiados nos processos decisórios internos da entidade. “O modelo que defendemos e vimos estudando, desde o final do ano passado, já vem sendo adotado com sucesso pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), pelo Conselho Regional de Economia do Maranhão (CORECON-MA) e pelo Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Maranhão – SINDSEMP/MA. Atualmente, uma comissão formada por cinco servidores eleitos em assembleia geral da categoria está a cargo de implantar essa reforma no SINDJUS/MA, em bases tecnologicamente seguras”, declarou Anibal Lins, Presidente do SINDJUS-MA.
A comissão do SINDJUS/MA eleita em assembleia geral para conduzir esse processo de reforma do sistema eleitoral e de consultas internas do sindicato é composta pelos servidores Pedro Davi (coordenador), Fagner Damasceno, Ivo Desidério, José Wilson e George de Jesus Ferreira. Os estudos iniciais já foram concluídos pela comissão e serão apresentados agora para uma comissão de entidades observadoras da sociedade civil, que está sendo convidada a acompanhar a próxima fase do projeto, que é a realização de uma experiência piloto, que consistirá num plebiscito para aferir a concordância, ou não, dos servidores sindicalizados com adoção da quota mínima de 30% dos cargos de direção do SINDJUS/MA para mulheres. “O plebiscito tem caráter meramente consultivo. Ele servirá como teste para constatarmos a preservação do sigilo do voto e a inviolabilidade do processo eleitoral por hackers, garantindo assim a idoneidade do resultado final da votação. Se, após ser auditado pelas entidades observadoras, esse sistema for considerado seguro e aprovado por todos, passaremos então para a fase seguinte do projeto que é submeter à deliberação dos servidores filiados a introdução desse sistema de votação e consultas internas como estando expressamente previsto no Estatuto Social do SINDJUS-MA”, completou Anibal Lins.
DINAMISMO E INTERATIVIDADE
Segundo Pedro Davi Silva, Secretário Geral Adjunto SINDJUS-MA e Coordenador da Comissão do Plebiscito ON LINE, o uso da internet nos processos de votação e consultas internas do sindicato permitirá um maior dinamismo e interatividade na participação de todos os associados na vida da entidade, além de reduzir custos operacionalizara e imprimir mais velocidade aos processos decisórios de uma entidade de base estadual. “A entrada do SINDJUS-MA na era digital permitirá que decisões da mais absoluta relevância para a vida da entidade e de todos os seus associados possam ser tomadas, facilitando-se da melhor maneira possível a participação de todos, como é o caso das decisões sobre as negociações com o Tribunal de Justiça para uma eventual deflagração, ou suspensão, do estado de greve”, esclarece o analista judiciário.
Pedro Davi ressalta, no entanto, que alguns legais deverão ser observados para a validação do resultado final das votações que venham a ser realizadas no futuro pelo SINDJUS-MA, através da internet. “Por tudo isso é que estamos tendo a preocupação de nos cercar em todas as fases desse processo das entidades vinculadas ao movimento sindical, mas também das entidades também do mundo jurídico. Pois, além das questões tecnológicas, há questões políticas e jurídicas importantes a ser observadas, como a adequação desse processo ao código civil e a legislação vigente, dando a todos os servidores que compõem a família SINDJUS-MA segurança de que continuam participando de uma entidade democrática, idônea, e com o olhar voltado sempre para a modernidade e o futuro”, disse o sindicalista.
