Mesmo com greve de servidores, TJMA agenda mais de 13 mil audiências para a Semana Nacional de Conciliação

Justiça boa começa em casa! Que o TJMA dê exemplo e se reconcilie com os seus servidores! Paguem nossos 6,3% já! A greve continua!…

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Justiça boa começa em casa! Que o TJMA dê exemplo e se reconcilie com os seus servidores! Paguem nossos 6,3% já! A greve continua!…
Os tribunais brasileiros, em parceria com o Conselho Nacional da Justiça (CNJ), promovem a partir da próxima semana, no período de 23 e 27 de novembro, a 10ª Semana Nacional da Conciliação. Para o período, o Judiciário do Maranhão agendou o total de 13.193 (treze mil cento e noventa e três) audiências, espalhadas pelas varas e juizados de São Luís e do interior do estado, somando 117 unidades.

Além de cobrar do Desembargador Jamil Gedeon que agende em caráter de urgência a audiência de conciliação entre o SINDJUS-MA e a Presidência do TJMA, os servidores, através do sindicato, também impetraram duas reclamações junto aos Tribunais Superiores, em Brasília – DF, contra o corte arbitrário de ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento grevista pelo pagamento das perdas inflacionárias da categoria.
Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) também vão promover audiências, um total de 1.211 (mil duzentos e onze).No ano passado, no Judiciário do Maranhão, foram programadas 10.726 audiências. Destas, 9.746 ocorreram, alcançando um índice de mais de 90%.

Com a greve dos servidores do TJMA, a Semana Nacional de Conciliação está prejudicada no Maranhão, em face da intransigência da administração Cleonice Freire que não quer garantir um direito constitucional dos servidores: a reposição anual das perdas inflacionárias da categoria, no índice de 6,3%.
A solenidade de abertura da semana vai ocorrer no Salão de Conciliação do Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, em São Luís, às nove da manhã. Nessa oportunidade serão apresentadas as estratégias desenvolvidas pelo Comitê Gestor da Semana Nacional de Conciliação do Tribunal de Justiça do Maranhão para busca de melhor resultados e de modelo de trabalho para aplicação com a vigência do Código de Processo Civil de 2015.

Os servidores vão boicotar todas as audiências de conciliação marcadas pelo TJMA, enquanto a instituição não se reconciliar primeiro com os próprios membros da categoria.
“A conciliação é o caminho mais curto e sensato para que as partes resolvam um conflito. Ano passado, conseguimos um alto índice de realização da pauta. Cada processo que termina em acordo é uma vitória, não apenas para as partes, mas também para o Judiciário”, destaca Márcia Chaves, juíza coordenadora do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais e integrante do Comitê Gestor da Semana da Conciliação.

Os servidores estarão todos concentrados nesta segunda-feira, 23, no Fórum de São Luis para denunciar a intolerância da administração do TJMA e exigir a realização da audiência de conciliação com os trabalahadores, de modo a se chegar a um entendimento que ponha fim à greve geral e respeite os direitos constitucionais da categoria.
Segundo informou a corregedora da Justiça, desembargadora Nelma Sarney, a expectativa é que o Maranhão supere os números de conciliações de anos anteriores. “Estamos sensibilizando nosso quadro de pessoal para que possam se organizar com antecedência, atendendo a solicitações dos próprios magistrados. Como o CNJ já havia nos informado a data deste ano, nós antecipamos os trabalhos, a fim de termos maior efetividade na ação”, afirmou.

Os servidores planejam se concentrar nesta segunda-feira, 23, em frente ao Fórum de São Luis para denunciar a atitude incoerente do TJMA de querer promover “conciliação” na sociedade civil, mas se recusar a dialogar com os servidores em greve pelo respeito aos seus direitos constitucionais.
Entre as unidades do interior que mais agendaram audiências para a semana, destaque para os Juizados Especiais Cíveis de Bacabal (257), Pedreiras (198), e Timon (192), e as comarcas de Cururupu (500), Turiaçu (480), e 1ª Vara de Brejo, que agendou 344 audiências. Em São Luís, destaque para o 11º Juizado Especial Cível (249), 2º Juizado Especial Cível (220), e 3º Juizado Especial Cível, com 193 audiências marcadas. A 15ª Vara Cível de São Luís programou 90 audiências, a 7ª Vara de Família agendou 92 e a 1ª Vara Cível de São Luís marcou 79 audiências para o período.

Justiça boa começa em casa: esta é a mensagem dos servidores do Judiciário maranhense à Presidente Cleonice Freire, que se recusa a dialogar com os trabalhadores em greve pelo respeito aos seus direitos constitucionais.
COMITÊ
– Um comitê gestor permanente foi criado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para conduzir, acompanhar, preparar e coordenar os trabalhos da 10ª edição da Semana Nacional da Conciliação, que acontecerá no período de 23 a 27 de novembro.

Em assembleia geral na última sexta-feira, 20, os servidores decidiram por unanimidade continuar em greve geral até que a administração do TJMA garanta o pagamento da reposição constitucional das perdas inflacionárias da categoria.
O comitê é dirigido pelo presidente do Núcleo de Conciliação do TJMA, desembargador José Luiz Almeida, e coordenado pelos juízes Márcia Chaves (Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais) e Alexandre Abreu (Núcleo de Conciliação). “Os trabalhos de apoio, incentivo e preparação para a semana tiveram início há quatro meses, por meio de reuniões com secretários e assessores judiciais do Fórum de São Luís, além de instituições e empresas parceiras do grupo”, observou Alexandre Abreu.

Conciliação já, é a palavra de ordem dos servidores diante da intransigência da administração Cleonice Freire. Duas reclamações foram ajuizadas nos Tribunais Superiores, em Brasília – DF, objetivando garantir o direito de greve e impedir o corte arbitrário do ponto do servidores que aderiram à greve geral em defesa das perdas inflacionárias da categoria.
Dentre outras atribuições, compete ao comitê: buscar a cooperação de entidades públicas e privadas com alto índice de litigiosidade (ações judiciais), para que identifiquem aquelas passíveis de conciliação; estabelecer interlocução com a OAB-MA, Defensoria Pública, Procuradorias e Ministério Público, estimulando a participação nas audiências; promover parcerias com instituições de ensino superior, com o objetivo de disponibilizarem estudantes, para devidamente instruídos, auxiliarem nas sessões; incentivar a participação da sociedade no evento, por meio de campanhas, promovidas pelas equipes de Comunicação do TJ e da CGJ.

A palavra de ordem do movimento é BOICOTE GERAL às conciliações agendadas pelo Tribunal de Justiça, enquanto a instituição de forma coerente não se reconciliar com os seus próprios servidores.
De acordo com a resolução do TJMA, os membros do comitê deverão ser nomeados mediante portaria da Presidência, a ser divulgada anualmente, e cuja vigência será encerrada ao término do ano em que foi editada. Também integrarão o grupo, representantes do Núcleo de Solução de Conflitos (Nupemec), da Secretaria do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, da Coordenação de Sistemas de Informação do TJMA, do Telejudiciário e das Assessorias de Comunicação do TJMA e da Corregedoria.

Os servidores pretendem ainda marchar até a Assembleia Legislativa e exigir o compromisso dos deputados maranhenses em auxiliar na mediação do impasse entre o sindicato e a administração do TJMA.
A SEMANA
– Criada pelo CNJ para disseminar a cultura da paz e do diálogo, a Semana Nacional é um esforço concentrado da Justiça para resolver o maior número possível de ações judiciais por meio da conciliação. Realizadas desde 2006, as semanas nacionais já resultaram em 1,25 milhão de acordos, superando R$ 7 bilhões em valores homologados.

Todos os servidores estão engajados na luta pela defesa dos seus direitos constitucionais. Um belo testemunho disso é a participação ativa dos servidores portadores de necessidades especiais, que permanecem na greve apesar das ameaças truculentas da administração do TJMA de retaliar os grevistas.
Quem tiver processos na Justiça e quiser tentar solucionar o conflito por meio de acordo entre as partes deve entrar em contato com o tribunal de seu estado para saber se já é possível fazer a solicitação da audiência. Praticamente toda disputa tem chance de acordo, entre elas: divórcio, partilha de bens, pensão alimentícia, ações trabalhistas, dívidas em bancos, pendências financeiras, problemas de condomínio ou com empresas de telefonia.