Servidores de Caxias relatam mais um possível caso de constrangimento envolvendo o presidente do TJMA

Mais um possível caso de constrangimento por parte do presidente do Tribunal de Justiça (TJMA), desembargador Cleones Cunha, foi denunciado por servidores da Comarca de Caxias.

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Mais um possível caso de constrangimento por parte do presidente do Tribunal de Justiça (TJMA), desembargador Cleones Cunha, foi denunciado por servidores da Comarca de Caxias. O caso teria acontecido de forma similar ao que ocorreu na última sexta-feira (7), na Comarca de Buriticupu, envolvendo uma auxiliar da comarca. Cleones Cunha não tem sabido lidar com demandas da categoria e isso vem gerando grande insatisfação entre os servidores em razão de direitos não garantidos durante sua gestão.

Segundo relatos dos servidores de Caxias, o desembargador esteve na cidade em 30 de março para vistoriar obras de reforma no prédio do Fórum. Após a vistoria o presidente do Judiciário teve um momento de diálogo com os servidores, quando foi interpelado sobre a possibilidade de o TJMA conceder ajuda de custo para servidores que fossem defender trabalhos acadêmicos em Congressos ou em formação acadêmica.

Na ocasião, o desembargador teria dito para os presentes que o TJMA no momento não possui orçamento para esse tipo de despesa e teria aproveitado, sem indagações, para explicitar o seu posicionamento quanto a situação dos auxiliares judiciários, cargo cujas atribuições são realizadas com desvio de função há mais de uma década.

“O desembargador disse de forma até um tanto ríspida que a equiparação salarial dos auxiliares judiciários com os técnicos é inconstitucional e que por isso não acha viável. E que por isso também não é vantajoso para o TJMA investir na formação dos mesmos, por exemplo, concedendo o auxílio pós-graduação. O presidente Cleones só esqueceu que assim como a equiparação salarial é inconstitucional, o desvio de função também", disse Antônio Coutinho, auxiliar judiciário lotado em Caxias.

Ele vê a postura como lamentável, pois é uma posição de quem deveria justamente buscar uma solução para o problema. "E nós como ficamos? E como fica esses anos que realizamos as funções dos colegas técnicos ganhando bem menos que eles? Acredito que a postura do desembargador deveria ser mais respeitosa conosco que contribuímos, diariamente, para o pleno funcionamento da Justiça estadual”, lamentou.

A Diretoria de Imprensa do SindjusMA solicitou esclarecimento dessa situação na Comarca de Caxias, mas até o fechamento desta matéria a Assessoria de Comunicação da Presidência do TJMA não havia se manifestado.

CASO DE BURITICUPU

Nesta terça-feira (11) a servidora Jaqueline Sousa, que passou pela mesma situação na Comarca de Buriticupu, entrou em contato com o SindjusMA e manifestou seus agradecimentos pelo apoio e solidariedade recebidos da entidade. Ela disse se sentir segura e confiante no trabalho desenvolvido pelo sindicato.