Presidente do Conselho de Ética do Sindjus-MA é destaque do Jornal Pequeno por sua atuação como ambientalista

O presidente do Conselho de Ética do Sindjus-MA, o técnico judiciário da Comarca de Viana, Nonato Moraes, geógrafo graduado pela UEMA, especialista em gestão ambiental e pública pelo IESF e UFMA, respectivamente, e representante da sociedade civil (ONG Arariba) na Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA-MA), teve seu trabalho como ambientalista destacado na edição desta quinta-feira (27) do Jornal Pequeno, pela atuação em defesa do Rio Pindaré.

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Ambientalista Nonato Moraes (Por Gilson Ferreira)O presidente do Conselho de Ética do Sindjus-MA, o técnico judiciário da Comarca de Viana, Nonato Moraes, geógrafo graduado pela UEMA, especialista em gestão ambiental e pública pelo IESF e UFMA, respectivamente, e representante da sociedade civil (ONG Arariba) na Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA-MA), teve seu trabalho como ambientalista destacado na edição desta quinta-feira (27) do Jornal Pequeno, pela atuação em defesa do Rio Pindaré.
 
Confira a matéria:
 
Ambientalistas criam movimento em defesa da bacia do Rio Pindaré
 
Pesquisadores querem ampliar ação de comitês para proteção e preservação das bacias hidrográficas do Maranhão

Pesquisadores participam de reunião com o deputado Rafael Leitoa, na Comissão de Meio AmbienteBiólogos, geógrafos e ativistas ecológicos iniciaram nesta semana uma ampla mobilização com o propósito de criar um comitê para a preservação do Rio Pindaré. Para estes ambientalistas, o Pindaré – um dos rios mais importantes do Maranhão – está ameaçado por um crescente processo de assoreamento e degradação.
 
O geógrafo Nonato Moraes, idealizador e fundador do Movimento Arariba, e outros ambientalistas participaram recentemente de uma reunião, realizada na Assembleia Legislativa, com vistas à articulação de um pré-comitê em defesa do Rio Pindaré.  durante a reunião, Nonato Moraes, que também é integrante da Comissão de Educação Ambiental do Governo do Estado, apresentou um trabalho que mostra o nível de degradação de toda a bacia do Rio Pindaré.
 
“Há mais de dois anos, realizamos um trabalho voltado para a pesquisa sobre este rio, a partir de suas nascentes, nos municípios de Montes Altos e Amarante, de modo que temos muita preocupação sobre o estado em que se encontra o Rio Pindaré, considerando a importância que ele tem para todo o nosso Estado”, afirmou Nonato Moraes.

Ele elogiou o trabalho realizado pela Assembleia Legislativa, em favor da defesa dos recursos hídricos, desde a época do projeto “Itapecuru Águas Perenes”, idealizado pelo então deputado João Evangelista.
 
“Agora sabemos da sensibilidade e do empenho do deputado Rafael Leitoa em dar prosseguimento a este trabalho em defesa de nossos recursos naturais”, acrescentou o ambientalista Francisco das Chagas Sousa, o Chaguinha, membro da Comissão do Rio Preguiça e integrante do Comitê da Bacia do Rio Parnaíba. Também participaram da reunião o ambientalista Ivo Gonçalves e os biólogos Ricardo Barbieri e Helen Nebias Barreto, professores da Universidade Federal do Maranhão.
 
Eles sugeriram rapidez na mobilização para a criação do pré-comitê da bacia do Rio Pindaré e audiências públicas em São Luís e municípios do interior do Estado, entre os quais Santa Inês, Montes Altos e Buriticupu. Ao final da reunião, o deputado Rafael Leitoa, vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, disse que, logo após o recesso parlamentar do mês de julho, poderão ser iniciadas as audiências públicas.
 
Expedição nas Nascentes do Rio


 
Ambientalistas realizam expedição às nascentes do Rio Pindaré, em municípios do interior do Estado No mês de agosto de 2017, equipes do Movimento Arariba realizaram expedição a partir da principal nascente do Rio Pindaré, localizada na aldeia São José, na reserva Krikati, no município de Montes Altos. A equipe, formada também pelos biólogos Ricardo Barbieri e Walter Muedas, professores do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFMA, visitou também trecho do Rio Pindaré, na localidade Regalo, e depois reuniu-se com a comunidade nos municípios de Buriticupu, Pindaré-Mirim e Viana.
 
Para estes pesquisadores, é importante frisar que as cidades mais antigas do Brasil, e no Maranhão não é diferente, estão localizadas às margens de rios ou orlas marítimas. Pode-se exemplificar, em ordem cronológica: São Luís, Alcântara, Icatu, Viana e Guimarães. Estas características ocupacionais deram aos mares e rios uma importância muito grande para o desenvolvimento dos territórios.
 
O Rio Pindaré, em importância para o Maranhão, foi e é de grande importância. No Século XIX com a construção do Engenho Central de São Pedro, às margens do baixo curso do Rio, onde hoje fica a cidade de Pindaré-Mirim, surgiu a via de escoação da produção de açúcar, após o declínio da produção de algodão e arroz naquela região em meados também do século XIX, e ainda no Rio Pindaré a partir do Porto de Santa Filomena.
 
Fora isto, ressalta-se a importância para a economia no aspecto da sobrevivência dos ribeirinhos espalhados em pequenas povoações ao longo de suas margens durante todo o seu curso e de seus afluentes como Zutia, Caru, Buriticupu, Maracu e outros de menor destaque.
 
A utilização do Rio Pindaré como via de transporte e deslocamento de pessoas dentro do próprio território da bacia ou para a capital do estado; e ai talvez a mais importante, porque embora com o declínio dos grandes investimentos para aquela época na produção de arroz, algodão e a cana de açúcar, anteriormente ressaltada, que utilizavam o rio para escoamento; perdurou por todo o século XX, vindo a desaparecer quase que totalmente com a construção de rodovias federais, estaduais e estradas vicinais por todo território do estado.
 
Nos dias de hoje deve-se considerar que a importância do Rio Pindaré para o Maranhão, talvez represente muito mais do que naquele período. Para as pessoas que estão alocadas dentro do território desta bacia hidrográfica, o Rio Pindaré é de fundamental importância para a sobrevivência destas populações.
 
As pesquisas apontam que a devastação da floresta natural, preservada em fragmentos apenas nos territórios indígenas, com a retirada da mata ciliar, provoca um acelerado assoreamento do leito do rio. Há ainda as queimadas, com a quebra de meandros em intervalos de pouco mais de uma década entre um e outro, e isto se constitui em um dos fatores que contribuem para a penetração da cunha salina em parte de sua extensão, fato este registrado desde a metade do Século XX pelo escritor Ózimo de Carvalho em seu livro “Retrato de Um Município”.

O geógrafo Nonato Moraes lembra que o Maranhão possui 10 bacias, destas sete são estaduais (Mearim, Munim, Itapecuru, Preguiça, Periá, Maracaçumé e Pindaré) e três federais (Parnaíba, Tocantins e Gurupi) e dois sistemas hidrográficos, o oriental e o ocidental que incluem a costa maranhense e as Ilhas, e que a esse conjunto somam-se ainda os marcos regulatórios como as APAS, UCs, os manguezais, os Sítios RAMSAR Baixada Maranhense, Falésias e Parcel Manoel Luís, estes de interesse internacional, tratado do qual o Brasil é signatário.
 
“Não só para o Pindaré, mas para toda a malha hídrica do Maranhão, faz-se necessário um olhar institucional mais responsável e de uma atenção especial, levando em consideração que ao longo de todos os governos, não é do nosso conhecimento e nem temos a informação registrada de que tenha havido alguma iniciativa voltada para a conservação e preservação do potencial hídrico do Maranhão dada a sua importância para o desenvolvimento e a qualidade de vida da população do nosso Estado”, ressaltou Nonato Moraes.

 
Fonte: Manoel Santos Neto / Jornal Pequeno