Sindjus-MA lamenta o falecimento do oficial de justiça aposentado Pedro Pereira da SilvaOficial de Justiça aposentado faz homenagem ao Sindjus-MA após conseguir revisão da aposentadoria
O oficial de justiça aposentado Manoel Neris da Silva, juntamente com a esposa dele, a professora aposentada Joana de Araújo Silva, prestaram uma homenagem à Diretoria do Sindjus-MA e também aos funcionários do Sindicato nesta terça-feira (2). No último dia 25 de abril, foi concluído o processo administrativo no qual o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) reconheceu os direitos do servidor aposentado e corrigiu os valores de sua aposentadoria. Foram mais de cinco anos de luta processual com assistência continua do Sindicato, principalmente, do secretário-geral, Márcio Luís Andrade, do advogado Alcebíades Dantas e de Raimunda Pimentel, representante regional do Sindicato na Comarca de Codó, onde Manoel Neris vive e era lotado como oficial de justiça.
O oficial de justiça aposentado Manoel Neris da Silva, juntamente com a esposa dele, a professora aposentada Joana de Araújo Silva, prestaram uma homenagem à Diretoria do Sindjus-MA e também aos funcionários do Sindicato na tarde desta terça-feira (2). No último dia 25 de abril, foi concluído o processo administrativo no qual o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) reconheceu os direitos do servidor aposentado e corrigiu os valores de sua aposentadoria. Foram mais de cinco anos de luta processual com assistência continua do Sindicato, principalmente, do secretário-geral, Márcio Luís Andrade, do advogado Alcebíades Dantas e de Raimunda Pimentel, representante regional do Sindicato na Comarca de Codó, onde Manoel Neris vive e era lotado como oficial de justiça.Foram 26 anos de atuação como oficial de justiça e, no dia 30 de janeiro de 2013, aos 70 anos, Manoel Neris, foi aposentado compulsoriamente. A redução nos seus proventos em relação ao tempo de ativa foi superior a 50%, o que deixou o recém aposentado e sua família em situação financeira complicada. “Tinha época que vinha pra cá que o Márcio me devolvia o dinheiro do transporte e da alimentação. Ele me acompanhava como se fosse um filho bom pra mim”, lembra.
Andrade conta que Manoel Neris procurou orientação no Sindjus-MA. “Haviam informado que ele não tinha tempo suficiente para aposentadoria. Daí a gente pediu aposentadoria especial, isso não foi deferido por uma série de obstáculos jurídicos que o TJMA impôs. E como ele completou 70 anos, e teve uma aposentadoria compulsória, perdeu grande parte dos seus rendimentos... Mais da metade dos seus rendimentos”, explicou.A partir daí foi iniciada a luta para provar que Manoel Neris tinha tempo de serviço suficiente. Foi levantado período em que ele trabalhou como agente administrativo na antiga Gerência de Articulação e Desenvolvimento do Estado, mas isso levou a novo processo administrativo sobre suposto acúmulo de cargos. “Mesmo aposentado seu Manoel Neris respondeu a processo administrativo, mas esse processo comprovou que ele não teve acúmulo de cargos. E, mesmo assim, a presidência do TJMA à época emitiu parecer desfavorável informando que ele não tinha tempo suficiente”, conta Andrade.
O Sindjus-MA recorreu e o caso seguiu para análise do Pleno do TJMA e com o voto divergente do desembargador José Luiz Almeida e também do desembargador corregedor Marcelo Carvalho, que reconheceram que Manoel Neris tinha tempo suficiente para aposentar-se com todos os direitos, a decisão foi alterada e concedida a revisão da aposentadoria.
“Ele conseguiu a incorporação do tempo, conseguiu mais que dobrar o valor da aposentadoria, já recebeu os retroativos de 2019 e nós vamos atrás dos retroativos desse tempo todo desde 2013”, explicou o advogado Alcebíades Dantas, que integra o quadro do Departamento Jurídico do Sindjus-MA e acompanhou o processo de Manoel Neris durante esses cinco anos.
Durante a homenagem ao Sindjus-MA, emocionado, Manoel Neris afirmou que foi recebido no Sindicato como em uma família. “A recepção aqui foi a melhor possível, como se fosse a família da gente. Nós agradecemos primeiro a Deus, depois ao Márcio, ao Dr. Alcebíades e a Raimunda Pimentel lá em Codó”, afirmou. “O que nós queríamos é agradecer por tudo de bom que vocês nos fizeram...”, disse Joana Silva, sem conter as lágrimas.
“Foi o reconhecimento do trabalho prestado, porque nós entendemos que os servidores que entraram antes de 1988 pegaram os tempos mais difíceis do Poder Judiciário. A colaboração deles para o Poder Judiciário foi imensa; hoje nós temos mais servidores e recursos tecnológicos que facilitam nosso trabalho. Então o reconhecimento do trabalho do Seu Manoel Neris não é mais do que Justiça”, afirmou Márcio Luís Andrade.
“Foi o reconhecimento do trabalho prestado, porque nós entendemos que os servidores que entraram antes de 1988 pegaram os tempos mais difíceis do Poder Judiciário. A colaboração deles para o Poder Judiciário foi imensa; hoje nós temos mais servidores e recursos tecnológicos que facilitam nosso trabalho. Então o reconhecimento do trabalho do Seu Manoel Neris não é mais do que Justiça”, afirmou Márcio Luís Andrade.

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