Sindjus-MA lamenta o falecimento do presidente da NCST e da CNTI, José Calixto Ramos

O presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, manifesta pesar pelo falecimento do presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, de 92 anos.

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José Calixto Ramos, presidente da NCST e CNTI, ao lado de George Ferreira, presidente do Sindjus-MA, durante o IV Congresso Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)O presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, manifesta pesar pelo falecimento na manhã desta quinta-feira (04/02) do presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, de 92 anos, vítima da Covid-19.
 
Lideranças sindicais de todo o país, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, lamentaram a perda do grande representante do Movimento Sindical Brasileiro.
 
“O movimento sindical está de luto pela perda deste grande líder histórico, mas, além de saudades, ele deixa um grande legado da contribuição que prestou ao longo de sua vida às lutas e conquistas dos direitos sindicais e trabalhistas. Nós, do Sindjus-MA, nos unimos às demais entidades de classe em luto e prestamos solidariedade aos familiares, amigos e parceiros de longa caminhada deste grande líder sindical”, disse George Ferreira, presidente do Sindjus-MA.
 
Sobre o líder José Calixto Ramos
 
Pernambucano de Ipojuca, José Calixto Ramos nasceu em 14 de outubro de 1928, com formação profissional em mecânica de máquinas. Como ativista sindical foi delegado, secretário e presidente do STI Metalúrgico de Recife, fundador e secretário da Federação dos Trabalhadores na Indústria no Estado de Pernambuco, vice-presidente e presidente da CNTI, paralelamente também foi representante dos trabalhadores no Conselho Deliberativo da Sudene, no Conselho Federal de Mão de Obra, no Conselho Monetário Nacional e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi ainda Ministro classista representante dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho, no período de 1989 a 1995, quando houve a extinção da classe.
 
Sob sua coordenação, como reconhecimento à sua liderança, não apenas na luta em defesa dos industriários, mas de todo o conjunto de trabalhadores brasileiros, foram criados a Coordenação Confederativa dos Trabalhadores (CCT), em 1996; o Fórum Sindical dos  Trabalhadores (FST), em 2003; e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), em 2005, entidade presidida por ele até a data de ontem (03/02/2021).
 
Liderança histórica do movimento sindical brasileiro, Calixto Ramos percorreu uma trajetória de ativismo demarcado pela defesa permanente das conquistas das classes trabalhadoras e dos direitos sindicais e trabalhistas, em especial das disposições emanadas do artigo 8º da Constituição Federal e do modelo de organização sindical previsto na Consolidação das Leis do Trabalho-CLT. Assim, considerava a unicidade sindical, o sistema confederativo, as categorias profissionais, o custeio compulsório e a justiça do trabalho como instrumentos irrenunciáveis da estrutura sindical nacional.
 
Democrata e defensor da unidade das entidades sindicais atuou fortemente no Congresso Nacional pelos direitos de trabalhadores e trabalhadoras, imprimindo nas entidades que dirigia, a NCST e CNTI práticas sindicais voltadas para fortalecimento da unidade ação entre sindicatos, federações, confederações e centrais, buscando superar as divergências existentes em favor do objetivo maior que é a proteção sindical para todos os trabalhadores do Brasil.
 
Com informações da NCST