Maria Firmina dos Reis integra lista “Brasil em 200 nomes” para celebrar Bicentenário da Independência

Nesta segunda-feira (15), na Câmara Municipal de São Paulo, as centrais sindicais Nova Central, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB lançaram o projeto “Brasil em 200 nomes” para comemorar o bicentenário da independência, com uma seleção de 200 nomes de personalidades que tiveram impacto positivo na vida dos trabalhadores desde 1822

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 Maria Firmina dos Reis. Ilustração/reprodução

Nesta segunda-feira (15), na Câmara Municipal de São Paulo, as centrais sindicais Nova Central, CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB lançaram o projeto “Brasil em 200 nomes” para comemorar o bicentenário da independência, com uma seleção de 200 nomes de personalidades que tiveram impacto positivo na vida dos trabalhadores desde 1822.

A escritora ludovicense do século XIX, Maria Firmina dos Reis, integra a lista. Ela considerada a primeira escritora brasileira, pioneira na crítica antiescravista da nossa literatura. Negra, filha de mãe branca e pai negro, registrada sob o nome de um pai ilegítimo e nascida na Ilha de São Luis, no Maranhão, Maria Firmina dos Reis (1822 – 1917) fez de seu primeiro romance, Úrsula (1859), algo até então impensável: um instrumento de crítica à escravidão por meio da humanização de personagens escravizados.

Organizada por ordem de nascimento, a seleção constituirá um panorama dos últimos 200 anos, desde as lutas pela independência, pela República, pela abolição, passando pelo modernismo, pelo trabalhismo dos anos de 1930, pelas primeiras lutas sindicais e políticas, pela resistência à ditadura militar, pela redemocratização, construção das centrais sindicais, até os dias atuais.

Na tribuna, de amarelo, a diretora da Secretaria da Mulher da NCST, Kátia Rodrigues. Foto/NCST“Falar de independência é falar de liberdade. De fato, somos livres, mas ainda enfrentamos desafios históricos como o trabalho análogo à escravidão ou a escravidão digital pelo algoritmo e pelos aplicativos. E dessa união das centrais sindicais, da reverência a esses nomes, fica evidente que a nossa luta em defesa da classe trabalhadora nunca pode parar. Pois o que seria de nós sem a luta de outrora? ”, disse Wilson Santos, secretário-geral da NCST-SP.
Diretora suplente da Secretaria da Mulher da NCST, Kátia Rodrigues (Katita)

A diretora suplente da Secretaria da Mulher da NCST, Kátia Rodrigues (Katita), participou do grupo responsável pela leitura dos nomes selecionados. Os nomes foram pesquisados, levantados e indicados por um amplo grupo de trabalho que se formou em torno das centrais.

Segundo a organização, a ideia foi dar à seleção um caráter diversificado – contemplando diversos setores da sociedade, progressista – relacionando aqueles que de alguma forma são guiados por uma concepção progressista da sociedade, e popular – com nomes conhecidos e de grande projeção, ao lado daqueles que merecem projeção e revitalização da memória.

NCST presente na lista

José Calixto Ramos. Foto/NCSTJosé Calixto Ramos, ex-presidente da NCST, consta na lista de homenageados por sua importante contribuição ao Movimento Sindical. “Uma honra poder participar de um evento de tamanha relevância histórica e poder celebrar a inclusão de José Calixto Ramos nessa seleta lista de grandes lideranças sindicais, políticas e sociais. Calixto deixa um legado sindical incomparável que continua inspirando a mim e às novas gerações do movimento sindical brasileiro”, disse Katita.

O projeto está disponível no site do Centro de Memória Sindical.  A escritora ludovicense do século XIX, Maria Firmina dos Reis, integra a lista.

Clique aqui e confira a lista na íntegra

Com informações do Centro de Memória Sindical

Com informações do Portal da NCST