Sindjus-MA participa de homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

A diretora de Imprensa do Sindjus-MA, Leonice Medeiros, representou o Sindicato na Roda de Conversa organizada pelo Comitê de Diversidade do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) em celebração ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, na manhã desta terça-feira, 25 de julho.

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Hall do Fórum de São Luís abrigou servidoras, magistradas, colaboradoras e estagiárias do Poder Judiciário em Roda de Conversa sobre o Dia da Mulher Negra

A diretora de Imprensa do Sindjus-MA, Leonice Medeiros, representou o Sindicato na Roda de Conversa organizada pelo Comitê de Diversidade do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) em celebração ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, na manhã desta terça-feira, 25 de julho. O evento reuniu, no Hall do Fórum do Calhau, servidoras, magistradas, trabalhadoras terceirizadas e estagiárias que dialogaram sobre o significado dessa data e a condição das mulheres negras no Poder Judiciário. A Roda de Conversa contou com apoio institucional do Sindjus-MA.

Na mesma ocasião foi lançado o vídeo “Se reconhecer negra para pertencer” em que mulheres negras destacam suas vivências. O vídeo foi produzido pela equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça. Da mesma forma, a Roda de Conversa deu espaço para o relato de mulheres negras que atuam no Poder Judiciário do Maranhão.

Para a servidora e membro do Comitê de Diversidade, Joseane Cantanhede o momento foi de fortalecimento. “Nós estamos ouvindo falas, vivências de mulheres, magistradas, servidoras, trabalhadoras das empresas terceirizadas e em todas as falas tem um sentimento, tem um afeto e também tem uma denúncia de em algum momento da sua vida terem vivenciado a questão do racismo e, sendo um instituição pública, onde nós trabalhamos com essa construção do acesso à Justiça, é muito oportuno que esses momentos possam existir e que todas nós estejamos falando de uma forma muito horizontal, muito tranquila, dialogando, para que assim também possamos nos fortalecer”, afirmou.

A juíza Suely Feitosa, titular da 8º Juizado Cível de São Luís, que representou a Associação dos Magistrados do Maranhão, também ressaltou a importância da ação. “Esse evento é de grande magnitude para a mulher, a mulher negra, no sentido de que nós possamos estar conscientes de que a nossa participação, que a nossa fala, ela é cabível em todos os lugares, em todos os espaços. Então, não se intimide, cresça, venha, não se deixe influenciar de forma negativa. Você pode estar e você pode mudar toda e qualquer realidade”, aconselhou.

Diretora de Imprensa do Sindjus-MA, Leonice Medeiros (segunda da direita para esquerda) durante a Roda de Conversa promovida pelo Comitê de Diversidade do TJMA

“Nós enquanto Sindicato, estamos prontos e juntos para caminhar nesse sentido de que a mulher, a mulher filiada negra, ela se sinta representada, se sinta empoderada e feliz onde ela está. Nós viemos dizer que você, que é mulher, que é negra, mãe, filha, que nós estamos juntas e vamos continuar segurando uma na mão da outra”
, complementou a diretora de Imprensa do Sindjus-MA, Leonice Medeiros.

Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua anual (2016 a 2018) do IBGE, a média dos salários dos homens é pelo menos 100% maior que a de mulheres negras e chega a quase 160% quando a diferença é observada entre os que têm ensino superior público. A representação política feminina negra também é muito baixa no Brasil e em 2017, 66% dos homicídios femininos foram de mulheres negras. Esses dados apontam uma desigualdade que resulta do machismo e do racismo estruturados em nossa Sociedade.

Juiz Marco Adriano Fonseca, coordenador do Comitê de Diversidade do TJMA

O juiz Marco Adriano Fonseca, coordenador do Comitê de Diversidade destacou o apoio do Sindjus-MA ao evento. “Eu queria agradecer a participação do Sindjus-MA nessa homenagem promovida pelo Comitê de Diversidade com apoio institucional do Sindicato, visibilizando uma data que faz parte da História Brasileira, a história de Tereza de Benguela, e destacando o protagonismo de mulheres no Judiciário, magistradas, servidoras, colaboradoras e estagiárias. Parabéns ao Tribunal por essa iniciativa e agradecemos muito a colaboração do Sindjus-MA dentro dessa caminhada”, afirmou.

Participaram da Roda de Conversa do Comitê de Diversidade, entre outras convidadas, a juíza titular da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Oriana Gomes; a juíza titular do 8º Juizado Cível de São Luís, Suely de Oliveira Santos Feitosa; a representante do Grupo de Mulheres de Axé Mãe Andresa, Áurea Borges; a assistente social e professora do Centro universitário Estácio, Eliane Sá Amorim Berredo; as integrantes da Comissão da Verdade e da Mulher Negra da OAB-MA, Margareth Almeida; Nathusa Chaves e Marcela Tavares, e a diretora de Imprensa do Sindjus-MA, servidora da Comarca de Timon, Leonice Medeiros.

PLACA CONTRA DISCRIMINAÇÃO

Fixação da placa contra discriminação na entrada da Sede Administrativa do Sindjus-MA

À tarde, Leonice Medeiros, juntamente, com o presidente, George Ferreira, e funcionários do Sindicato fizeram a fixação de placa contra discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero na entrada da Sede Administrativa do Sindjus-MA, na Rua das Cajazeiras, Centro de São Luís; conforme a Lei Estadual nº 11.827/2022, que determina a afixação de placas contra a discriminação em ambientes públicos e privados em todo o Estado do Maranhão.

“Eu acredito que toda a Sociedade precisa fazer uma auto avaliação sobre a questão da discriminação, do machismo e do racismo. Nós do Sindjus-MA estamos fazendo isso e queremos de fato construir uma Instituição acolhedora, que respeite as diversidades, seja de cor, de raça, de gênero ou de religião”, afirmou George Ferreira.
 
Detalhe da placa contra a discriminação por orientação sexual, identidade ou gênero