Termina nesta quarta (13) o prazo de cadastramento de interessados no crachá com cordão de identificação para pessoas com deficiências ocultasSindjus-MA abre prazo para cadastramento de interessados no crachá com cordão de identificação para pessoas com deficiências ocultas
A partir desta quarta-feira (30/8) servidoras e servidores filiados ao Sindjus-MA podem se cadastrar para receber o crachá com cordão estampado por quebra cabeça e girassol que simboliza pessoas com deficiências ocultas.
A partir desta quarta-feira (30/8) servidoras e servidores filiados ao Sindjus-MA podem se cadastrar para receber os crachás com cordão estampado por quebra cabeça e girassol que simboliza pessoas com deficiências ocultas. O uso do crachá ajuda na identificação do indivíduo, fazendo com que seus direitos sejam respeitados com mais facilidade.O cordão será acompanhado por um crachá com informações úteis, sobre o portador e de seus responsáveis. O acessório de identificação pode ser usado por pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), deficiências cognitivas e auditivas.
O prazo para que servidoras e servidores filiados e seus dependentes façam cadastramento para obter os crachás com cordão vai até o dia 13 de setembro. Os interessados devem realizar cadastramento por meio do email [email protected] informando dados da servidora filiada ou do servidor filiado e de seu dependente quanto a deficiência oculta (DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO (RG do responsável e do dependente), NOMES DOS RESPONSÁVEIS, NÚMEROS DE CONTATOS para emergência e LAUDOS MÉDICOS que comprovem TEA ou TDAH). O servidor ou a servidora também deve anexar sua foto e a foto do portador para confecção dos crachás. (Será um crachá para o responsável e outro para o portador)
“O que o Sindjus-MA está fazendo é acompanhar o avanço dos direitos das pessoas com deficiência, o crachá girassol é um símbolo não só de identificação, mas também de luta pela busca da igualdade material em nossa sociedade, proporcionando uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento pleno da pessoa com deficiência”, disse o diretor jurídico do Sindjus-MA, Artur Estevam Araújo, que é pai de criança autista.LEI APROVADA
Nem sempre é possível compreender todas as condições e deficiências logo no primeiro contato. Portanto, explicar uma condição é uma parte essencial da rotina for pessoas que acompanham indivíduos que vivem com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e deficiências cognitivas e auditivas. Agora, existe um respaldo legal para garantir os direitos dessa população em locais públicos e transportes, além da adoção de um símbolo universal, o cordão com um girassol, para fins de identificação.
A Lei 14.624/2023 foi sancionada em julho deste ano pelo então presidente em exercício Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento. No que se refere ao uso do cordão com girassol, utilizado para indicar as chamadas "deficiências ocultas", originado de um movimento iniciado no Reino Unido em 2016, seu uso não é compulsório e não substitui a necessidade de apresentar documentos que comprovem a condição, caso solicitado por atendentes ou autoridades competentes. A nova legislação foi oficialmente divulgada no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de julho.
O QUE É UMA DEFICIÊNCIA OCULTA?
São deficiências que não estão visíveis aos olhos da população, como por exemplo, o AUTISMO.
Para pessoas com autismo, passar por procedimentos de segurança e rigidez, como nos aeroportos, em filas de mercados, rodoviárias, restaurantes, clinicas, postos de saúde entre outros lugares, pode ser perturbador e até mesmo gerar uma crise, já que gera tensão e nervosismo.
Criado em 2016 pelos funcionários do aeroporto Gatwick em Londres, o cordão de girassol é um item utilizado para identificar pessoas que enfrentam desafios diários relacionados à saúde mental e deficiências não visíveis ou doenças raras.
Nesse contexto, o cordão de girassol tem se destacado como um símbolo de apoio e empoderamento para aqueles que vivenciam deficiências ocultas, principalmente as pessoas autistas.
Ao usar esse cordão, as pessoas que enfrentam condições como autismo e outros transtornos e deficiências invisíveis. Desta forma, é promovida a conscientização e educa a sociedade sobre essas questões e promovendo a aceitação.
Já o cordão quebra cabeça é o cordão de padrão internacional de identificação de pessoas com a deficiência TEA (Transtorno do Espectro Autista). Bem como é utilizado em aeroportos, supermercados, estabelecimentos que adotaram um padrão de auxílio a deficientes. O cordão também funciona como um indicador que a pessoa é portadora de Autismo.
O cordão a ser confeccionado pelo Sindjus-MA traz as duas estampas (uma face terá girassóis e a outra quebra cabeças).
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