Atos nas Universidades neste 11 de agosto reforçam defesa do Estado Democrático

11/08/2022 | 14:20 - matéria visualizada 164 vezes
Pátio da Universidade de São Paul (USP)/Reprodução internet

Cerca de 21 Universidades em 12 Estados da Federação promoveram atos em defesa da Democracia e do processo eleitoral e também em repúdio ao ataques feitos pelo presidente Bolsonaro às instituições brasileiras e ao Estado de Direito, nesta quinta-feira, dia 11 de agosto.

O ato mais aguardado foi o da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, de onde partiu a iniciativa da nova versão da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito. Até as 20h desta quarta-feira (10), a nova Carta somava aproximadamente 878 mil assinaturas.

“A normalidade democrática formal é fundamental para que o Brasil retome o combate contra a destruição do Estado social e de enfrentamentos às diversas formas de discriminação, segregação e exclusão”, afirmam as duas centenas de entidades que integram a Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral.

“As eleições nacionais de 2022 devem ser marcadas pela paz e pelo livre exercício democrático, com a garantia do respeito à vontade popular manifestada nas urnas, com nosso evoluído sistema de votação e de apuração de votos, que é respeitado em todo o mundo e motivo de orgulho”, acrescentam.

A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Geras também divulgou mensagem na qual também faz a defesa da democracia e do Estado de direito.

“O ódio à democracia é o ódio à diversidade, constitutiva da nossa identidade nacional, à inteligência e à dignidade humana. O pavor da democracia é o medo agônico da liberdade como valor fundamental e das pluralidades que ela suscita e que tornam as sociedades mais fortes e humanizadas, por que menos bárbaras”, afirma o texto.

“A Democracia é o princípio básico para um sociedade mais justa. Quem chama de inimigos aqueles que possuem divergências ideológicas, quem acusa sem provas e foge do debate franco e honesto não detém os requisitos mínimos para comandar uma nação democrática e de atender o que diz a Constituição brasileira”, afirmou o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, que também assinou a Carta às Brasileiras e Brasileiros.  
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