Servidores do TJ/SC decidem manter movimento grevista em assembleia geral
Em histórica assembleia geral realizada nesta tarde, dia 29, os servidores do judiciário catarinense que estão em greve há três semanas decidiram manter o movimento paredista até que o TJSC atenda o pleito da categoria integralmente. A deliberação ocorreu de forma unânime entre 4 mil serventuários, estes representantes de 103 comarcas. Caravanas vieram de todas as regiões do Estado para participar.
Em histórica assembleia geral realizada nesta tarde, dia 29, os servidores do judiciário catarinense que estão em greve há três semanas decidiram manter o movimento paredista até que o TJSC atenda o pleito da categoria integralmente. A deliberação ocorreu de forma unânime entre 4 mil serventuários, estes representantes de 103 comarcas. Caravanas vieram de todas as regiões do Estado para participar.Durante o evento, os presentes expressaram sua indignação diante da delonga nas negociações por parte do TJSC, além de reforçar que permanecerão na greve por tempo indeterminando. Os deputados estaduais Cesar Valduga (PCdoB) e Dirceu Dresch (PT) discursaram no encontro, manifestando apoio ao movimento.
Além da decisão de manutenção da greve, a categoria deliberou por pedir à Alesc a rejeição do Projeto de Lei Complementar (PLC) 5/2015, de autoria do TJ, que concede adicional de nível superior no valor de 50% para os portadores do diploma do curso de Direito que estão em cargos de nível médio. Objetivo é que os valores orçamentários do PLC sejam aplicados no Novo Plano de Cargos e Salários (NPCS) ou no aumento real. Votaram também em transformar o abono de natal em ganho real ou adiantamento do NPCS.
A direção, então, na tentativa de falar pessoalmente sobre a proposta do PLC com o presidente do TJSC, desembargador Nelson Juliano Schaefer Martins - uma vez que as negociações só ocorriam por intermédio de comissão - se dirigiu ao gabinete da presidência com representantes do Comando de Greve.No entanto, foram informados que o chefe da corte superior não atenderia os representantes
sindicais, e que somente o desembargador Cláudio Valdyr Helfenstein poderia atendê-los. O magistrado solicitou que o pedido fosse oficializado e informou que a partir daquele momento a comissão de negociação estava desfeita.
Após a assembleia, a base se dirigiu à Alesc, onde ocorria sessão ordinária, para protestar contra o (PLC) 5/2015. Na sessão, os deputados Valduga, Dresch e Luciane Carminatti (PT) apoiaram a proposta e Carminatti pediu ainda que uma audiência pública fosse realizada para tratar do assunto. Enquanto o tema era pauta da sessão, a direção do SINJUSC protocolou e entregou ofício ao presidente da Alesc, Gelson Merisio, reiterando o pedido."Servidoras e servidores, continuemos com o movimento. Conversem com seus colegas para que a greve se fortaleça ainda mais. Unam-se. Busquem apoio uns nos outros. Porque juntos somos mais fortes", defende o secretário de política sindical, Luiz Carlos Ribeiro.

