Sindjus-MA reúne-se com assistentes sociais aprovadas para o cargo de analista judiciário no último concurso do TJMAAnalista judiciário implantou sistema que permitiu realização de mais de 120 mil audiências judiciais em 2021
Na categoria Melhor Contribuição para Prestação Jurisdicional, a Comissão Avaliadora do Prêmio Agnaldo Nunes de Oliveira escolheu como vencedora a iniciativa do analista judiciário da Divisão de Serviços de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), Gerson Oliveira Nepomuceno Júnior, que implantou um Sistema de Webconferência para a realização de audiências judiciais na Justiça de primeiro grau.

Na categoria Melhor Contribuição para Prestação Jurisdicional, a Comissão Avaliadora do Prêmio Agnaldo Nunes de Oliveira escolheu como vencedora a iniciativa do analista judiciário da Divisão de Serviços de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), Gerson Oliveira Nepomuceno Júnior, que implantou um Sistema de Webconferência para a realização de audiências judiciais na Justiça de primeiro grau.
A iniciativa de Gerson Nepomuceno foi fundamental para que servidores e magistrados da Justiça do Maranhão continuassem prestando serviços essenciais à população durante a Pandemia de Covid-19. Somente no ano de 2021, quando o sistema foi totalmente disseminado para todas as comarcas do Estado, nas Varas e Juizados Especiais, foram realizadas mais de 120 mil audiências judiciais.
A realização de audiências por meio de videoconferências já ocorria de maneira tímida nas unidades do TJMA desde 2018. Foi no início de 2020, ainda antes de a Pandemia de Covid-19 chegar ao país e alterar a rotina de todos os cidadãos brasileiros, que Gerson Nepomuceno recebeu da Divisão de Serviços de Tecnologia da Informação a missão de encontrar uma solução na Web, isto é, na rede mundial de computadores, para a realização de videoconferências. Por isso o nome Webconferência.
“A gente começou o projeto de videoconferência no segundo semestre de 2018. Naquela época nem se imaginava uma Pandemia, mas era uma exigência do Conselho Nacional de Justiça e começamos o projeto com equipamentos físicos chamados CODECs, que são dispositivos específicos para fazer videoconferência. Só que com o tempo esse sistema se mostrou desvantajoso, porque é uma tecnologia cara”, lembrou.
A solução que Gerson sugeriu é baseada em software livre, um programa de computador que pode ser executado, copiado, modificado e redistribuído sem que haja a necessidade da autorização do seu proprietário para isso. Em outras palavras, o uso, modificação e compartilhamento de software livre é gratuito. Ou seja, os custos para implantação do sistema são menores.
“O software livre tem um conceito técnico, mas o mais importante é que a gente não paga uma licença. Então, a grande vantagem é o custo. Fiz várias pesquisas, olhei, analisei softwares pagos, softwares gratuitos... Me deparei com um software livre personalizável e começamos a fazer testes”, explicou.
A essa altura Gerson descobre que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina já havia implantado sistema parecido. “Fomos lá, visitar, olhar... Eles estavam ainda em fase de implantação, mas algumas ideias que eles utilizaram, nós trouxemos e implantamos aqui também”.
Veio a Pandemia e o Sistema de Webconferência possibilitou a realização de mais de 120 mil audiências entre magistrados e partes processuais na Justiça de primeiro grau em 2021. A média de audiências do ano passado foi de mais de 10 mil audiências por mês, superando em muitas vezes o total de audiências realizadas no primeiro ano de utilização do Sistema, 2020, quando foram realizadas 9.957 audiências.
“Durante a Pandemia essa foi a única ferramenta que conseguiu fazer a ponte entre Sociedade e o Poder Judiciário Estadual”, comentou.
Gerson Nepomuceno é analista de Suporte e Rede e está no Tribunal de Justiça do Maranhão desde o concurso de 2006. “Ingressei como analista de Suporte Rígido. Trabalho hoje na Divisão de Serviços de TI, que é uma sessão da Diretoria de Informática. Sou formado em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Maranhão. Comecei desde cedo a trabalhar, com 21 anos, como escrivão de Polícia. Passei para o Ministério Público para o cargo de Técnico de Informática. E quando me formei fui para a UFMA trabalhar com sistema e depois fiz o concurso do Tribunal”, resumiu.