DESIGUALDADE | Apesar de avanços, mulheres ainda são minoria no serviço públicoDiretoria do Sindjus-MA vai a evento no Palácio do Planalto com atenção no debate sobre negociação coletiva no serviço público
A Diretoria do Sindjus-MA participou, nesta quarta-feira (18), no Palácio do Planalto, do evento em que o presidente Lula reuniu cerca de 600 sindicalista e dez dirigentes de centrais sindicais com o objetivo de definir o grupo de trabalho que irá elaborar a “Política de Valorização do Salário Mínimo”. A ideia é que esse grupo encontre uma “fórmula” permanente para o cálculo do piso nacional. Convidado pela União Geral do Trabalhadores (UGT), Central Sindical, o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, permaneceu atento aos encaminhamentos relativos aos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público brasileiro, tema que também esteve na pauta do evento.

A Diretoria do Sindjus-MA participou, nesta quarta-feira (18), no Palácio do Planalto, do evento em que o presidente Lula reuniu cerca de 600 sindicalista e dez dirigentes de centrais sindicais com o objetivo de definir o grupo de trabalho que irá elaborar a “Política de Valorização do Salário Mínimo”. A ideia é que esse grupo encontre uma “fórmula” permanente para o cálculo do piso nacional.
Convidado pela União Geral do Trabalhadores (UGT), Central Sindical, o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira, permaneceu atento aos encaminhamentos relativos aos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público brasileiro, tema que também esteve na pauta do evento.
“Para além da discussão em torno do salário mínimo, discussão essa de suma importância para a classe trabalhadora brasileira, também houve destaque para o debate acerca da negociação coletiva no setor público. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nos informou que o próximo passo será o anúncio de medidas para os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público. E o próprio presidente Lula chamou atenção para o fato de que os servidores públicos não tiveram os devidos reajustes em seus vencimentos e citou o caso da Polícia Federal que não tem aumento desde o Governo Dilma”, afirmou George Ferreira.Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho Luiz Marinho afirmou que o governo também instalará mais dois outros grupos de trabalho nos próximos 30 dias:
◼ Um para debater a "valorização da negociação coletiva" e fortalecer os sindicatos;
◼ E outro para construir uma proposta de regulamentação para trabalhadores por aplicativos.
A negociação coletiva é uma garantia que o Sindjus-MA busca há anos. No novo Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos dos Servidores e Servidoras do Poder Judiciário do Maranhão (PCCV), aprovado no início do ano passado e, atualmente, em fase de implantação dos ganhos pela Administração do Tribunal de Justiça, o Sindicato conseguiu que fosse instituída a Comissão de Avaliação e Implantação do Plano que corresponde à Comissão de Negociação Coletiva no Judiciário maranhense.
“A negociação coletiva foi o ponto chave das discussões porque é por meio deste instrumento que, nós, servidores e servidoras públicos, podemos ter garantias de que haverá discussão, por exemplo, da reposição de perdas inflacionárias e de reajustes com os gestores públicos. Essa é uma bandeira que o Sindjus-MA vem defendendo há anos”, afirmou o presidente do Sindjus-MA.
Esse instrumento de regulação das relações de trabalho foi defendido pelos sindicalistas presentes, entre eles, Miguel Torres, presidente da Força Sindical.
“É no sentido da valorização do trabalho e da conquista de salários justos e de melhores condições de trabalho e emprego dignos para todos e todas que precisamos fortalecer as negociações coletivas em todos os níveis, atividades econômicas, envolvendo sindicatos, federações e confederações, inclusive, no serviço público, com a ratificação da Convenção 151 da OIT, reafirmando a negociação coletiva como instrumento de regulação das relações de trabalho que promove o desenvolvimento econômico e socioambiental”, afirmou.
Torres afirmou ainda que não existe negociação coletiva verdadeira sem a intensa e obrigatória participação dos sindicatos. “A negociação coletiva exige sindicatos fortes e representativos, por isso estamos verdadeiramente empenhados em promover um grande processo de atualização da estrutura sindical brasileira, com o objetivo de fortalecer os sindicatos, ampliar sua representatividade; do sindicato unitário de base, passando pelas federações e confederações, chegando às centrais sindicais, preservando a autonomia em relação ao Estado e ao patronado”, acrescentou.

FOTO - Na entrada do Palácio do Planalto, da esquerda para a direita, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de São Luís, Irineu Mendes; o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) no Maranhão, Raimundo Henriques; o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos; o presidente do Sindjus-MA, George Ferreira; o diretor financeiro do Sindjus-MA, Márcio Luís Andrade; o presidente do Conselho de Ética, Lúcio Novaes, e diretor jurídico do Sindjus-MA, Artur Estevam Araújo.
Durante o evento, os sindicalistas apresentaram ainda outras demandas trabalhistas, como a regulação do trabalho em aplicativos, fortalecimento do Ministério do Trabalho, reajuste da tabela do Imposto de Renda, revogação de normas para a recuperação de direitos trabalhistas, criação de um plano nacional de formação profissional, melhoria e equilíbrio das condições de trabalho de mulheres e negros e cancelamento das privatizações.Além de participar do evento com o presidente Lula, a Diretoria do Sindjus-MA está em Brasília para tratar de demandas de interesse dos servidoras da Justiça do Maranhão. Na terça-feira, por exemplo, estiveram com equipe de advogados do Escritório Cezar Britto que representa o Sindjus-MA em diversas causas.



