Greve no TJ-RJ completa 58 dias
15/12/2010 | 00:00 - matéria visualizada 446 vezesNesta quinta-feira, dia 16 de dezembro, os serventuários do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro voltam a se reunir em Assembléia Geral, que acontece às 15h, em frente ao Fórum Central. Ela será importantíssima para definir os rumos da greve, pois é a última a ser realizada antes do recesso forense. Apesar do corte de ponto imposto pela administração, o movimento grevista prossegue firme e completou 58 dias hoje.
Na Assembleia Geral serão apresentadas as posições que foram apresentadas nas diversas assembleias regionais realizadas ao longo da última semana. De forma democrática — uma das ‘marcas registradas’ da greve — os serventuários puderam apresentar e debater suas propostas. Assim, desde o início da greve, pudemos construir a unidade entre os lutadores.
O Comando de Greve da categoria, porém, se reunirá pela manhã, às 11h, na sede do Sindicato. A reunião servirá para socializar as informações de cada local de trabalho, ajudando-o em sua definição a ser defendida na Assembleia Geral.
NA ALERJ, EMENDA FICA PIOR QUE O SONETO
As notícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não são nada boas para a categoria. Nesta terça-feira, dia 14 de dezembro, a Comissão de Negociação se reuniu com o deputado Edson Albertassi (PMDB), presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa e ‘homem’ de confiança do governador Sérgio Cabral.
No encontro, o parlamentar — o mesmo que se dispôs a ser o interlocutor das negociações entre os serventuários e o Tribunal de Justiça — disse aos presentes que a previsão orçamentária só comportaria pagar os 24% para o conjunto da categoria se fosse em 8 parcelas, cada uma de 3%, começando em janeiro de 2011. A proposta, entretanto, é pior que a anterior, que já foi retirada. A atual dobra o número de parcelas e divide pela metade o percentual de cada uma.
A nova proposta está muito distante da realidade. Todos sabem que não há problema financeiro algum para que os 24% sejam estendidos a todos os serventuários do TJ-RJ. O próprio Albertassi disse à Comissão de Negociação, no último dia 25 de novembro, que o Estado tem condições financeiras para arcar com o pagamento integral do percentual. Novamente, voltamos ao nó da questão: o problema é político!
Enquanto o assunto é a legítima reivindicação da categoria, o tratamento dispensado é muito duro. Entretanto, ninguém tem dúvidas que os interesses da magistratura serão contemplados no Orçamento a ser aprovado pela Alerj.
SERVENTUÁRIOS AGUARDAM DECISÃO DO CNJ
Como divulgamos anteriormente, no último domingo, dia 12, um ônibus com 32 serventuários saiu do Rio rumo a Brasília. O ‘busão’ da greve foi ao Conselho Nacional de Justiça, conforme deliberação de Assembleia Geral da categoria, reforçando a luta para reverter o desconto dos dias parados. Os grevistas estiveram no CNJ na segunda-feira e retornaram no dia seguinte.
“A nossa ida a Brasília foi positiva. Conseguimos furar o bloqueio dos seguranças do CNJ e conseguimos mostrar a covardia que o TJRJ está fazendo em cortar o nosso sustento, a nossa sobrevivência. Esperamos que em breve o ministro relator dê a sua decisão”, diz Renato Ferraz, coordenador jurídico do Sind-Justiça.

