Aníbal Lins e Rivelino Pereira, diretores do Sindjus, acompanhados pelo técnico judiciário Danilo Carvalho, estiveram nesta terça-feira, 25, em visita aos servidores do Fórum de Montes Altos para convidar os colegas a participarem da assembléia geral de prestação de contas da diretoria do sindicato e prestar esclarecimentos sobre diversos assuntos de interesse da classe.

 

Na oportunidade, os sindicalistas foram informados pelos colegas que a escassez de servidores no Fórum de Montes Altos está trazendo graves transtornos à prestação jurisdicional, além de gerar problemas de saúde para os dois auxiliares e dois técnicos judiciários em atividade naquela comarca.

 

Segundo a técnica judiciária Fernanda Carolina Araújo, que também é estudante de direito da UFMA, a sobrecarga de trabalho para os poucos funcionários é completamente desumana. Ela responde sozinha pelo Juizado Especial Cível e Criminal, onde tramitam mais de um mil processos.

 

“Sou responsável pela busca de certidões, por receber as reclamações, preparar as correspondências, autuar os processos, fazer as capas, cadastrar os processos no Themis, entre outras atribuições. Não me sobra tempo pra nada e minha saúde está no limite. Mas eu me esforço o máximo para dar conta do serviço para não prejudicar a população. Apesar disso, o Tribunal nunca se preocupou de pagar hora extra pra gente e nós sabemos que tem colegas nossos de São Luis que recebem hora extra com a maior facilidade. Agora, com a retirada dos servidores da prefeitura, o problema se agravou ainda”, denuncia.

 

Os funcionários da comarca informam também que o THEMIS JE não funciona. Com isso, as decisões não podem ser publicadas no Diário Eletrônico da Justiça. O resultado disso é que tudo tem que ser feito por carta ou mandado judicial, o que só atrasa a prestação jurisdicional e gera uma sobrecarga de trabalho desnecessária para os servidores.

 

Para Ranieri Martins e Itamara Oliveira, responsáveis respectivamente pelos processos criminais e da família do Fórum de Montes Altos, o quadro insuficiente de servidores efetivos é o maior problema enfrentado na comarca.  Os servidores têm que fazer o cálculo de custas de execuções e de atualização de pensões alimentícias. Embora isso não faça parte das suas atribuições, se não for feito, o serviço pára e o prejuízo maior é para as partes.

 

Para Rivelino Pereira, o tribunal ver essa situação e resolver os problemas de Montes Altos com urgência. “Até porque não existe juiz produtivo sem uma equipe de servidores dedicados por trás desse magistrado”, declarou o vice-presidente do Sindjus.

 

Para Jesus Pereira, técnica judiciária e secretária judicial substituta de Montes Altos, o pagamento das substituições precisa ser revisto com urgência também. “A responsabilidade é a mesma para quem responde pela Secretaria por uma semana ou trinta dias. Queremos que o sindicato se preocupe com isso e compre essa briga por nós”, cobrou.

 

Os servidores protestaram ainda contra a jornada de trabalho extraordinário à qual tiveram de ser submetidos durante os últimos mutirões. Os magistrados e servidores que foram deslocados para Montes Altos receberam diárias do Tribunal de Justiça. “Nós mal tínhamos horário para almoçar e não recebemos nada pelo serviço extra. Pelo contrário, nem garantia temos de que vamos poder usar o banco de horas. Isto porque o serviço pára por falta de servidores, se o banco de horas for utilizado”, declararam.

 

Sobre a GAJ condicionada ao cumprimento da jornada de trabalho de oito horas, os servidores do Fórum de Montes Altos, por unanimidade, rejeitaram o teor da Resolução 59/2010. “Eu sou mãe de família. Preciso ter disponibilidade para pelo menos acompanhar meus filhos na escola e para resolver problemas de casa. Se a GAJ não for paga com a opção de sete horas, a qualidade de vida de minha família vai ficar muito prejudicada. Eu não tenho como aceitar a jornada de oito horas. Nenhum de nós aceitou”, completou Jesus Pereira.

 

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, encerrou a visita à comarca de Montes Altos se comprometendo de levar os problemas vividos pelos servidores ao conhecimento do presidente do TJ Jamil Gedeon de ao Corregedor Antonio Guerreiro Junior. "Vamos solicitar a presença na comarca de um juiz corregedor para reunir com os servidores e a magistrada, no mais breve prazo possível, com o objetivo de encontrarmos juntos uma solução para os vários problemas que encontramos aqui", concluiu.

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Na oportunidade, os sindicalistas foram informados pelos colegas que a escassez de servidores no Fórum de Montes Altos está trazendo graves transtornos à prestação jurisdicional, além de gerar problemas de saúde para os dois auxiliares e dois técnicos judiciários em atividade naquela comarca.

 

Segundo a técnica judiciária Fernanda Carolina Araújo, que também é estudante de direito da UFMA, a sobrecarga de trabalho para os poucos funcionários é completamente desumana. Ela responde sozinha pelo Juizado Especial Cível e Criminal, onde tramitam mais de um mil processos.

 

“Sou responsável pela busca de certidões, por receber as reclamações, preparar as correspondências, autuar os processos, fazer as capas, cadastrar os processos no Themis, entre outras atribuições. Não me sobra tempo pra nada e minha saúde está no limite. Mas eu me esforço o máximo para dar conta do serviço para não prejudicar a população. Apesar disso, o Tribunal nunca se preocupou de pagar hora extra pra gente e nós sabemos que tem colegas nossos de São Luis que recebem hora extra com a maior facilidade. Agora, com a retirada dos servidores da prefeitura, o problema se agravou ainda”, denuncia.

 

Os funcionários da comarca informam também que o THEMIS JE não funciona. Com isso, as decisões não podem ser publicadas no Diário Eletrônico da Justiça. O resultado disso é que tudo tem que ser feito por carta ou mandado judicial, o que só atrasa a prestação jurisdicional e gera uma sobrecarga de trabalho desnecessária para os servidores.

 

Para Ranieri Martins e Itamara Oliveira, responsáveis respectivamente pelos processos criminais e da família do Fórum de Montes Altos, o quadro insuficiente de servidores efetivos é o maior problema enfrentado na comarca.  Os servidores têm que fazer o cálculo de custas de execuções e de atualização de pensões alimentícias. Embora isso não faça parte das suas atribuições, se não for feito, o serviço pára e o prejuízo maior é para as partes.

 

Para Rivelino Pereira, o tribunal ver essa situação e resolver os problemas de Montes Altos com urgência. “Até porque não existe juiz produtivo sem uma equipe de servidores dedicados por trás desse magistrado”, declarou o vice-presidente do Sindjus.

 

Para Jesus Pereira, técnica judiciária e secretária judicial substituta de Montes Altos, o pagamento das substituições precisa ser revisto com urgência também. “A responsabilidade é a mesma para quem responde pela Secretaria por uma semana ou trinta dias. Queremos que o sindicato se preocupe com isso e compre essa briga por nós”, cobrou.

 

Os servidores protestaram ainda contra a jornada de trabalho extraordinário à qual tiveram de ser submetidos durante os últimos mutirões. Os magistrados e servidores que foram deslocados para Montes Altos receberam diárias do Tribunal de Justiça. “Nós mal tínhamos horário para almoçar e não recebemos nada pelo serviço extra. Pelo contrário, nem garantia temos de que vamos poder usar o banco de horas. Isto porque o serviço pára por falta de servidores, se o banco de horas for utilizado”, declararam.

 

Sobre a GAJ condicionada ao cumprimento da jornada de trabalho de oito horas, os servidores do Fórum de Montes Altos, por unanimidade, rejeitaram o teor da Resolução 59/2010. “Eu sou mãe de família. Preciso ter disponibilidade para pelo menos acompanhar meus filhos na escola e para resolver problemas de casa. Se a GAJ não for paga com a opção de sete horas, a qualidade de vida de minha família vai ficar muito prejudicada. Eu não tenho como aceitar a jornada de oito horas. Nenhum de nós aceitou”, completou Jesus Pereira.

 

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, encerrou a visita à comarca de Montes Altos se comprometendo de levar os problemas vividos pelos servidores ao conhecimento do presidente do TJ Jamil Gedeon de ao Corregedor Antonio Guerreiro Junior. "Vamos solicitar a presença na comarca de um juiz corregedor para reunir com os servidores e a magistrada, no mais breve prazo possível, com o objetivo de encontrarmos juntos uma solução para os vários problemas que encontramos aqui", concluiu.

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Servidores de Montes Altos denunciam falta de condições efetivas de trabalho

26/01/2011 | 00:00 - matéria visualizada 373 vezes

Aníbal Lins e Rivelino Pereira, diretores do Sindjus, acompanhados pelo técnico judiciário Danilo Carvalho, estiveram nesta terça-feira, 25, em visita aos servidores do Fórum de Montes Altos para convidar os colegas a participarem da assembléia geral de prestação de contas da diretoria do sindicato e prestar esclarecimentos sobre diversos assuntos de interesse da classe.

 

Na oportunidade, os sindicalistas foram informados pelos colegas que a escassez de servidores no Fórum de Montes Altos está trazendo graves transtornos à prestação jurisdicional, além de gerar problemas de saúde para os dois auxiliares e dois técnicos judiciários em atividade naquela comarca.

 

Segundo a técnica judiciária Fernanda Carolina Araújo, que também é estudante de direito da UFMA, a sobrecarga de trabalho para os poucos funcionários é completamente desumana. Ela responde sozinha pelo Juizado Especial Cível e Criminal, onde tramitam mais de um mil processos.

 

“Sou responsável pela busca de certidões, por receber as reclamações, preparar as correspondências, autuar os processos, fazer as capas, cadastrar os processos no Themis, entre outras atribuições. Não me sobra tempo pra nada e minha saúde está no limite. Mas eu me esforço o máximo para dar conta do serviço para não prejudicar a população. Apesar disso, o Tribunal nunca se preocupou de pagar hora extra pra gente e nós sabemos que tem colegas nossos de São Luis que recebem hora extra com a maior facilidade. Agora, com a retirada dos servidores da prefeitura, o problema se agravou ainda”, denuncia.

 

Os funcionários da comarca informam também que o THEMIS JE não funciona. Com isso, as decisões não podem ser publicadas no Diário Eletrônico da Justiça. O resultado disso é que tudo tem que ser feito por carta ou mandado judicial, o que só atrasa a prestação jurisdicional e gera uma sobrecarga de trabalho desnecessária para os servidores.

 

Para Ranieri Martins e Itamara Oliveira, responsáveis respectivamente pelos processos criminais e da família do Fórum de Montes Altos, o quadro insuficiente de servidores efetivos é o maior problema enfrentado na comarca.  Os servidores têm que fazer o cálculo de custas de execuções e de atualização de pensões alimentícias. Embora isso não faça parte das suas atribuições, se não for feito, o serviço pára e o prejuízo maior é para as partes.

 

Para Rivelino Pereira, o tribunal ver essa situação e resolver os problemas de Montes Altos com urgência. “Até porque não existe juiz produtivo sem uma equipe de servidores dedicados por trás desse magistrado”, declarou o vice-presidente do Sindjus.

 

Para Jesus Pereira, técnica judiciária e secretária judicial substituta de Montes Altos, o pagamento das substituições precisa ser revisto com urgência também. “A responsabilidade é a mesma para quem responde pela Secretaria por uma semana ou trinta dias. Queremos que o sindicato se preocupe com isso e compre essa briga por nós”, cobrou.

 

Os servidores protestaram ainda contra a jornada de trabalho extraordinário à qual tiveram de ser submetidos durante os últimos mutirões. Os magistrados e servidores que foram deslocados para Montes Altos receberam diárias do Tribunal de Justiça. “Nós mal tínhamos horário para almoçar e não recebemos nada pelo serviço extra. Pelo contrário, nem garantia temos de que vamos poder usar o banco de horas. Isto porque o serviço pára por falta de servidores, se o banco de horas for utilizado”, declararam.

 

Sobre a GAJ condicionada ao cumprimento da jornada de trabalho de oito horas, os servidores do Fórum de Montes Altos, por unanimidade, rejeitaram o teor da Resolução 59/2010. “Eu sou mãe de família. Preciso ter disponibilidade para pelo menos acompanhar meus filhos na escola e para resolver problemas de casa. Se a GAJ não for paga com a opção de sete horas, a qualidade de vida de minha família vai ficar muito prejudicada. Eu não tenho como aceitar a jornada de oito horas. Nenhum de nós aceitou”, completou Jesus Pereira.

 

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, encerrou a visita à comarca de Montes Altos se comprometendo de levar os problemas vividos pelos servidores ao conhecimento do presidente do TJ Jamil Gedeon de ao Corregedor Antonio Guerreiro Junior. "Vamos solicitar a presença na comarca de um juiz corregedor para reunir com os servidores e a magistrada, no mais breve prazo possível, com o objetivo de encontrarmos juntos uma solução para os vários problemas que encontramos aqui", concluiu.

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