Servidores de Cururupu denunciam condições insalubres na comarca
9/02/2011 | 00:00 - matéria visualizada 483 vezesServidores da Comarca de Cururupu convivem atualmente com a poeira, o barulho e o mau cheiro das atuais condições insalubres do fórum da comarca. Todo o problema está sendo causado por uma reforma iniciada no fórum, sem aviso prévio e muito menos o deslocamento dos servidores para outro local.
A reforma já passa da previsão de entrega, que segundo os servidores seria de um mês e todos se encontram amontoados na sala de audiência, único local que ainda não passou por reforma. “As condições são tão insalubres que já sofremos duas baixas de servidores. Uma servidora não pode voltar, pois, está passando muito mal devido o agravo da sinusite, depois do inicio das obras; outra servidora que está gravida e foi levada para São Luís, pois, passou muito mal devido a reforma”, denunciou o Antônio dos Santos técnico judiciário.
“Enviamos um pedido ao TJ-MA para consertar a nossa caixa de energia, no outro dia foi iniciada uma reforma com troca de piso, construção de bancadas e pintura, mas o problema não é a reforma e sim trabalhar em local nesse estado”, explicou o servidor. “Infelizmente o TJ-MA não pensou na saúde dos servidores e nem na qualidade do atendimento a população”, completou o técnico judiciário.
A auxiliar judiciária Tânia Couto Chaves reafirmou que todos os servidores passam por sérios problemas de saúde. “Um dia de trabalho com toda a poeira, barulho e o cheiro forte de tinta nos deixa doentes, com dor de cabeça, garganta inflamada sem a menor condição de prestar um bom serviço ao público”, protestou.
A falta de iniciativa por parte da administração do TJMA é completa. Os servidores se organizaram e encaminharam ao juiz substituto da comarca, Paulo de Assis Ribeiro, uma certidão relatando os problemas que estão enfrentando.
"Nós não estamos questionando a reforma, ao contrário, ela é bem-vinda. Mas a partir do momento em que ela afeta a nossa saúde, alguma coisa urgente precisa ser feita. Por isso que procuramos a ajuda do Sindjus, para agir em nosso favor", detalhou a auxiliar judiciária Daniele Pinheiro Guedes.

