Sindjus realiza manifestação durante paralisação nacional dos servidores do Judiciário
13/04/2011 | 00:00 - matéria visualizada 461 vezes
O Sindicato dos Serviços da Justiça do Estado do Maranhão (Sindjus) realizou uma manifestação em frente ao Fórum Desembargador Sarney Costa, na manhã de hoje, 13/04, com o objetivo de chamar a atenção da população e do Congresso Nacional, na luta pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional - PEC 190/07. Por conta desta PEC, hoje houve uma paralisação nacional dos servidores da Justiça no Brasil.
No Maranhão a pauta da paralisação incluiu também a fixação da data base, a criminalização do assédio moral no serviço público, o recebimento por atividade judiciária com jornada de trabalho de 7 horas corridas, a extensão administrativa do pagamento dos 11.98% da Unidade Real de Valor (URV) e a aprovação de novo plano de cargos, carreiras e vencimentos para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça.
Quem participou da manifestação pôde acompanhar a realização de várias atividades como oferecimento de café da manhã aos servidores e à impensa, distribuição de panfletos à população e camisetas para reforçar a campanha.
É importante ressaltar que durante a palestra, Pedro Duailibe falou sobre a importância do Sindjus assinar um “termo de ajuste” com a administração do TJ-MA, garantindo o funcionamento dos serviços judiciários essenciais durante a paralisação. “Isso é inédito. É a primeira vez que ouço falar em algo assim no Brasil”, destacou o advogado.
O Maranhão todo aderiu à paralisação
De um total de 110 comarcas do Maranhão, cerca de 100 aderiram à paralisação. Hoje, desde cedo, vários municípios mandaram fotos para o Sindjus. Na comarca de Monção, por exemplo, a adesão foi de 100%. Lá, além da pauta de reivindicações nacional e estadual, os servidores também pararam por conta da falta de estrutura para trabalhar, um problema que atinge os servidores de Monção e de vários outros municípios do Estado.
Na opinião do técnico judiciário Fagner Damasceno, a imensa adesão ocorrida no Maranhão revela a insatisfação que comando do Tribunal de Justiça provoca hoje. "Afinal, existe uma pauta de reivindicações que é pública. Mas, apesar disso, não existe resposta, nem mesmo uma agenda de negociação para as questões colocadas pelos servidores", declarou.
Por conta disso, no próximo dia 30 de abril, haverá uma assembléia em São Luís onde os servidores do Maranhão irão avaliar o movimento e discutir o que pode ser feito para pressionar o TJ no sentido de atender as reivindicações da nossa categoria.

