A Comissão de Negociação ressaltou naquele momento, através de nota divulgada no site do Sind-Justiça, que o TJRJ, apesar da proximidade da data-base, não apresentava nenhuma proposta oficial de percentual ou uma data para envio do anteprojeto à Assembleia Legislativa (Alerj). Pior: a Administração sequer teria agendado com o chefe do Executivo para negociar a liberação do crédito suplementar necessário.

 

Mas, fazendo prevalecer o dito que ‘desgraça pouca é bobagem’, na reunião de 20 de abril um dos juízes auxiliares ventilou que o percentual “pode ser 2,5%”. Ainda que isso não seja oficial, para bom entendedor meia palavra basta. Então, não é difícil chegar à conclusão de que a intenção dos Poderes é rebaixar ao máximo a reposição da categoria, somente concedendo um valor simbólico.

 

A procrastinação da Administração, por outro lado, atinge o seu clímax de crueldade quando se trata de devolver os salários ilegalmente cortados na última greve. Mesmo sabendo que há disponibilidade orçamentária para repor o que foi descontado, o TJ insiste em atrelar o pedido de Crédito Suplementar à verba suplementar necessária para pagar a data-base. Tem um objetivo político claro: dificultar a construção da campanha salarial.

 

Pelo andar da carruagem, fica mais claro que a intenção do Tribunal é seguir à risca a cartilha de cortes de gastos do governo federal. Além disso, a demora no envio do anteprojeto demonstra que, ao contrário do discurso, a preocupação do TJ com a data-base não é tão grande assim. Quanto aos que tiveram seus salários cortados na greve, não nos resta outra alternativa senão a da mobilização. Portanto, para toda a categoria, é necessário aderir à Campanha Salarial. Vamos resistir juntos!”, afirma Marília Macedo, coordenadora do Sind-Justiça e integrante da Comissão de Negociação.

 

2,5% é piada de mau gosto

 

Diante de uma defasagem salarial de 28,5% (6,5% de perdas inflacionárias + 21% de perdas salariais), da inflação de 6,5%, da disparada geral dos preços, do último reajuste de 62% dos parlamentares e da presidente da República e das várias benesses concedidas à magistratura nos últimos anos, o percentual de 2,5%, cogitado por um dos juízes auxiliares, soa aos nossos ouvidos como verdadeira piada de mau gosto.

 

Só para se ter uma ideia do que estes 2,5% representam, um técnico e um analista judiciário receberiam R$ 64,58 e R$ 106,37 de reposição, respectivamente. Estes valores são calculados sobre os vencimentos básicos e não considerando os descontos em folha. Com a incidência dos descontos os valores caem, respectivamente, para aproximadamente R$ 40 e R$ 70. O que se compra com isso, diante de uma inflação do período de 6,5% prevista pelo IPCA?

 

A perda do poder aquisitivo, a queda na qualidade de vida e a disparada dos preços dos alimentos, aluguéis, combustíveis, transportes e muitos outros itens não são nem um pouco simbólicas. São muito concretas e sangram nossos bolsos todo mês...

 

Assim não dá!

 

Por essa e outras é que os serventuários, reunidos no dia 26 de abril em Assembleia Geral, deliberaram pela realização de um ato no próximo dia 12 de maio, batizado de “sem pressão nada muda!”. Atividade acontecerá às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após terá início mais uma Assembleia Geral. Outra deliberação foi a de realizar um debate sobre a ampliação do horário de atendimento do balcão.

 

PARTICIPE DO ATO NO DIA 12 DE MAIO!

 

Quinta-feira, às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após tem Assembleia Geral da categoria. E lembre-se: sem pressão nada muda!

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A Comissão de Negociação ressaltou naquele momento, através de nota divulgada no site do Sind-Justiça, que o TJRJ, apesar da proximidade da data-base, não apresentava nenhuma proposta oficial de percentual ou uma data para envio do anteprojeto à Assembleia Legislativa (Alerj). Pior: a Administração sequer teria agendado com o chefe do Executivo para negociar a liberação do crédito suplementar necessário.

 

Mas, fazendo prevalecer o dito que ‘desgraça pouca é bobagem’, na reunião de 20 de abril um dos juízes auxiliares ventilou que o percentual “pode ser 2,5%”. Ainda que isso não seja oficial, para bom entendedor meia palavra basta. Então, não é difícil chegar à conclusão de que a intenção dos Poderes é rebaixar ao máximo a reposição da categoria, somente concedendo um valor simbólico.

 

A procrastinação da Administração, por outro lado, atinge o seu clímax de crueldade quando se trata de devolver os salários ilegalmente cortados na última greve. Mesmo sabendo que há disponibilidade orçamentária para repor o que foi descontado, o TJ insiste em atrelar o pedido de Crédito Suplementar à verba suplementar necessária para pagar a data-base. Tem um objetivo político claro: dificultar a construção da campanha salarial.

 

Pelo andar da carruagem, fica mais claro que a intenção do Tribunal é seguir à risca a cartilha de cortes de gastos do governo federal. Além disso, a demora no envio do anteprojeto demonstra que, ao contrário do discurso, a preocupação do TJ com a data-base não é tão grande assim. Quanto aos que tiveram seus salários cortados na greve, não nos resta outra alternativa senão a da mobilização. Portanto, para toda a categoria, é necessário aderir à Campanha Salarial. Vamos resistir juntos!”, afirma Marília Macedo, coordenadora do Sind-Justiça e integrante da Comissão de Negociação.

 

2,5% é piada de mau gosto

 

Diante de uma defasagem salarial de 28,5% (6,5% de perdas inflacionárias + 21% de perdas salariais), da inflação de 6,5%, da disparada geral dos preços, do último reajuste de 62% dos parlamentares e da presidente da República e das várias benesses concedidas à magistratura nos últimos anos, o percentual de 2,5%, cogitado por um dos juízes auxiliares, soa aos nossos ouvidos como verdadeira piada de mau gosto.

 

Só para se ter uma ideia do que estes 2,5% representam, um técnico e um analista judiciário receberiam R$ 64,58 e R$ 106,37 de reposição, respectivamente. Estes valores são calculados sobre os vencimentos básicos e não considerando os descontos em folha. Com a incidência dos descontos os valores caem, respectivamente, para aproximadamente R$ 40 e R$ 70. O que se compra com isso, diante de uma inflação do período de 6,5% prevista pelo IPCA?

 

A perda do poder aquisitivo, a queda na qualidade de vida e a disparada dos preços dos alimentos, aluguéis, combustíveis, transportes e muitos outros itens não são nem um pouco simbólicas. São muito concretas e sangram nossos bolsos todo mês...

 

Assim não dá!

 

Por essa e outras é que os serventuários, reunidos no dia 26 de abril em Assembleia Geral, deliberaram pela realização de um ato no próximo dia 12 de maio, batizado de “sem pressão nada muda!”. Atividade acontecerá às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após terá início mais uma Assembleia Geral. Outra deliberação foi a de realizar um debate sobre a ampliação do horário de atendimento do balcão.

 

PARTICIPE DO ATO NO DIA 12 DE MAIO!

 

Quinta-feira, às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após tem Assembleia Geral da categoria. E lembre-se: sem pressão nada muda!

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Serventuários do Rio de Janeiro retornam às ruas por reposição das perdas salariais

5/05/2011 | 00:00 - matéria visualizada 347 vezes

A última reunião para tratar do assunto foi no dia 20 de abril e, até agora, nada! Vale a pena lembrar que nesta mesma reunião foram debatidas, além da data-base, outras importantes reivindicações, como a devolução dos salários dos grevistas, o pagamento dos 24% aos aposentados e pensionistas e o reajuste dos auxílios. Entretanto, somente a volta das licenças sindicais — as mesmas que foram cassadas na última greve — foi atendida parcialmente, pois nem todas retornaram.

 

A Comissão de Negociação ressaltou naquele momento, através de nota divulgada no site do Sind-Justiça, que o TJRJ, apesar da proximidade da data-base, não apresentava nenhuma proposta oficial de percentual ou uma data para envio do anteprojeto à Assembleia Legislativa (Alerj). Pior: a Administração sequer teria agendado com o chefe do Executivo para negociar a liberação do crédito suplementar necessário.

 

Mas, fazendo prevalecer o dito que ‘desgraça pouca é bobagem’, na reunião de 20 de abril um dos juízes auxiliares ventilou que o percentual “pode ser 2,5%”. Ainda que isso não seja oficial, para bom entendedor meia palavra basta. Então, não é difícil chegar à conclusão de que a intenção dos Poderes é rebaixar ao máximo a reposição da categoria, somente concedendo um valor simbólico.

 

A procrastinação da Administração, por outro lado, atinge o seu clímax de crueldade quando se trata de devolver os salários ilegalmente cortados na última greve. Mesmo sabendo que há disponibilidade orçamentária para repor o que foi descontado, o TJ insiste em atrelar o pedido de Crédito Suplementar à verba suplementar necessária para pagar a data-base. Tem um objetivo político claro: dificultar a construção da campanha salarial.

 

Pelo andar da carruagem, fica mais claro que a intenção do Tribunal é seguir à risca a cartilha de cortes de gastos do governo federal. Além disso, a demora no envio do anteprojeto demonstra que, ao contrário do discurso, a preocupação do TJ com a data-base não é tão grande assim. Quanto aos que tiveram seus salários cortados na greve, não nos resta outra alternativa senão a da mobilização. Portanto, para toda a categoria, é necessário aderir à Campanha Salarial. Vamos resistir juntos!”, afirma Marília Macedo, coordenadora do Sind-Justiça e integrante da Comissão de Negociação.

 

2,5% é piada de mau gosto

 

Diante de uma defasagem salarial de 28,5% (6,5% de perdas inflacionárias + 21% de perdas salariais), da inflação de 6,5%, da disparada geral dos preços, do último reajuste de 62% dos parlamentares e da presidente da República e das várias benesses concedidas à magistratura nos últimos anos, o percentual de 2,5%, cogitado por um dos juízes auxiliares, soa aos nossos ouvidos como verdadeira piada de mau gosto.

 

Só para se ter uma ideia do que estes 2,5% representam, um técnico e um analista judiciário receberiam R$ 64,58 e R$ 106,37 de reposição, respectivamente. Estes valores são calculados sobre os vencimentos básicos e não considerando os descontos em folha. Com a incidência dos descontos os valores caem, respectivamente, para aproximadamente R$ 40 e R$ 70. O que se compra com isso, diante de uma inflação do período de 6,5% prevista pelo IPCA?

 

A perda do poder aquisitivo, a queda na qualidade de vida e a disparada dos preços dos alimentos, aluguéis, combustíveis, transportes e muitos outros itens não são nem um pouco simbólicas. São muito concretas e sangram nossos bolsos todo mês...

 

Assim não dá!

 

Por essa e outras é que os serventuários, reunidos no dia 26 de abril em Assembleia Geral, deliberaram pela realização de um ato no próximo dia 12 de maio, batizado de “sem pressão nada muda!”. Atividade acontecerá às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após terá início mais uma Assembleia Geral. Outra deliberação foi a de realizar um debate sobre a ampliação do horário de atendimento do balcão.

 

PARTICIPE DO ATO NO DIA 12 DE MAIO!

 

Quinta-feira, às 17h, em frente ao Fórum Central. Logo após tem Assembleia Geral da categoria. E lembre-se: sem pressão nada muda!

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