O Grupo de Trabalho (GT) instituído pela Portaria nº 2539/11 para analisar a recuperação do Vale-Refeição dos servidores do Judiciário mineiro voltou a se reunir na manhã desta terça-feira, 10/5/2011, após o insucesso das discussões na reunião anterior, na qual o Tribunal não se mostrou receptivo a negociar. Dessa vez, o Grupo definiu dois reajustes de 7,5% em 2012, sendo o primeiro em janeiro e o segundo em julho. A decisão foi tomada com base na explanação dos representantes do Tribunal de Justiça (TJMG) sobre os limites impostos pela alocação de recursos à verba de custeio.
O argumento central do Tribunal é que o relatório final do Grupo deve estar respaldado na “viabilidade técnica” – o que significa dizer que qualquer mudança está limitada ao orçamento disponível para verba de custeio. Os sindicalistas foram firmes na defesa de suas propostas, mas, após longas discussões, perceberam que a melhor alternativa neste momento seria negociar os percentuais para 2012. Assim, o parecer do GT será favorável aos reajustes no próximo ano. O acordo está vinculado a uma política a ser estabelecida, cujo objetivo é alcançar 75% do salário referente ao PJ01 (que corresponderia, segundo os valores atuais, a um Vale-Refeição de R$611,25), de forma a recuperar as perdas e garantir ganho real do benefício.
O SINJUS-MG reitera que este acordo está aquém do previsto na Pauta de Reivindicações da categoria e também da média dos valores pagos nos judiciários estaduais e federal. Contudo, a decisão foi uma forma de garantir um ganho imediato para os servidores. Os representantes sindicais afirmaram que não irão ceder no cumprimento da meta de 75% estipulada, especialmente porque esse índice está abaixo da proposta original dos sindicalistas, que previa atingir 100% do PJ01. Eles reiteraram, ainda, a disposição em discutir a proposta orçamentária do Tribunal para 2012, quando poderão retomar as discussões sobre o Vale-Refeição.
Argumentos dos Sindicatos
Para embasar o argumento em favor dos servidores, os sindicalistas reforçaram alguns aspectos. “Queremos aproveitar este momento de criação do GT para darmos início a uma recuperação do benefício. Não é possível considerar apenas o aspecto técnico/orçamentário; deve ser levado em conta, também, o político. A gente espera que haja vontade política de fato para dar um ganho real ao Vale-Refeição. Esta é a expectativa de todos os servidores”, destacou o representante do SINJUS-MG no Grupo de Trabalho, Renato Charchar.
Também foram apresentados dados sobre o Vale-Refeição em outros Tribunais, além de um estudo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o tema, no qual são feitas análises sobre os valores e os reajustes do benefício entre 2008 e 2011, comparativamente à variação do salário mínimo, da cesta básica e do item ‘alimentação fora do domicílio’ que compõe o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial). Esses documentos serão anexados ao parecer, de forma a fornecer informações sobre a média nacional dos valores do benefício pagos aos servidores dos Judiciários estaduais e federal, em comparação com a situação em Minas Gerais
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O Grupo de Trabalho (GT) instituído pela Portaria nº 2539/11 para analisar a recuperação do Vale-Refeição dos servidores do Judiciário mineiro voltou a se reunir na manhã desta terça-feira, 10/5/2011, após o insucesso das discussões na reunião anterior, na qual o Tribunal não se mostrou receptivo a negociar. Dessa vez, o Grupo definiu dois reajustes de 7,5% em 2012, sendo o primeiro em janeiro e o segundo em julho. A decisão foi tomada com base na explanação dos representantes do Tribunal de Justiça (TJMG) sobre os limites impostos pela alocação de recursos à verba de custeio.
O argumento central do Tribunal é que o relatório final do Grupo deve estar respaldado na “viabilidade técnica” – o que significa dizer que qualquer mudança está limitada ao orçamento disponível para verba de custeio. Os sindicalistas foram firmes na defesa de suas propostas, mas, após longas discussões, perceberam que a melhor alternativa neste momento seria negociar os percentuais para 2012. Assim, o parecer do GT será favorável aos reajustes no próximo ano. O acordo está vinculado a uma política a ser estabelecida, cujo objetivo é alcançar 75% do salário referente ao PJ01 (que corresponderia, segundo os valores atuais, a um Vale-Refeição de R$611,25), de forma a recuperar as perdas e garantir ganho real do benefício.
O SINJUS-MG reitera que este acordo está aquém do previsto na Pauta de Reivindicações da categoria e também da média dos valores pagos nos judiciários estaduais e federal. Contudo, a decisão foi uma forma de garantir um ganho imediato para os servidores. Os representantes sindicais afirmaram que não irão ceder no cumprimento da meta de 75% estipulada, especialmente porque esse índice está abaixo da proposta original dos sindicalistas, que previa atingir 100% do PJ01. Eles reiteraram, ainda, a disposição em discutir a proposta orçamentária do Tribunal para 2012, quando poderão retomar as discussões sobre o Vale-Refeição.
Argumentos dos Sindicatos
Para embasar o argumento em favor dos servidores, os sindicalistas reforçaram alguns aspectos. “Queremos aproveitar este momento de criação do GT para darmos início a uma recuperação do benefício. Não é possível considerar apenas o aspecto técnico/orçamentário; deve ser levado em conta, também, o político. A gente espera que haja vontade política de fato para dar um ganho real ao Vale-Refeição. Esta é a expectativa de todos os servidores”, destacou o representante do SINJUS-MG no Grupo de Trabalho, Renato Charchar.
Também foram apresentados dados sobre o Vale-Refeição em outros Tribunais, além de um estudo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o tema, no qual são feitas análises sobre os valores e os reajustes do benefício entre 2008 e 2011, comparativamente à variação do salário mínimo, da cesta básica e do item ‘alimentação fora do domicílio’ que compõe o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial). Esses documentos serão anexados ao parecer, de forma a fornecer informações sobre a média nacional dos valores do benefício pagos aos servidores dos Judiciários estaduais e federal, em comparação com a situação em Minas Gerais
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TJ e Sinjus-MG assinam documento que prevê dois reajustes do Vale Alimentação em 2012
16/05/2011 | 00:00 - matéria visualizada 384 vezes
O Grupo de Trabalho (GT) instituído pela Portaria nº 2539/11 para analisar a recuperação do Vale-Refeição dos servidores do Judiciário mineiro voltou a se reunir na manhã desta terça-feira, 10/5/2011, após o insucesso das discussões na reunião anterior, na qual o Tribunal não se mostrou receptivo a negociar. Dessa vez, o Grupo definiu dois reajustes de 7,5% em 2012, sendo o primeiro em janeiro e o segundo em julho. A decisão foi tomada com base na explanação dos representantes do Tribunal de Justiça (TJMG) sobre os limites impostos pela alocação de recursos à verba de custeio.
O argumento central do Tribunal é que o relatório final do Grupo deve estar respaldado na “viabilidade técnica” – o que significa dizer que qualquer mudança está limitada ao orçamento disponível para verba de custeio. Os sindicalistas foram firmes na defesa de suas propostas, mas, após longas discussões, perceberam que a melhor alternativa neste momento seria negociar os percentuais para 2012. Assim, o parecer do GT será favorável aos reajustes no próximo ano. O acordo está vinculado a uma política a ser estabelecida, cujo objetivo é alcançar 75% do salário referente ao PJ01 (que corresponderia, segundo os valores atuais, a um Vale-Refeição de R$611,25), de forma a recuperar as perdas e garantir ganho real do benefício.
O SINJUS-MG reitera que este acordo está aquém do previsto na Pauta de Reivindicações da categoria e também da média dos valores pagos nos judiciários estaduais e federal. Contudo, a decisão foi uma forma de garantir um ganho imediato para os servidores. Os representantes sindicais afirmaram que não irão ceder no cumprimento da meta de 75% estipulada, especialmente porque esse índice está abaixo da proposta original dos sindicalistas, que previa atingir 100% do PJ01. Eles reiteraram, ainda, a disposição em discutir a proposta orçamentária do Tribunal para 2012, quando poderão retomar as discussões sobre o Vale-Refeição.
Argumentos dos Sindicatos
Para embasar o argumento em favor dos servidores, os sindicalistas reforçaram alguns aspectos. “Queremos aproveitar este momento de criação do GT para darmos início a uma recuperação do benefício. Não é possível considerar apenas o aspecto técnico/orçamentário; deve ser levado em conta, também, o político. A gente espera que haja vontade política de fato para dar um ganho real ao Vale-Refeição. Esta é a expectativa de todos os servidores”, destacou o representante do SINJUS-MG no Grupo de Trabalho, Renato Charchar.
Também foram apresentados dados sobre o Vale-Refeição em outros Tribunais, além de um estudo do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o tema, no qual são feitas análises sobre os valores e os reajustes do benefício entre 2008 e 2011, comparativamente à variação do salário mínimo, da cesta básica e do item ‘alimentação fora do domicílio’ que compõe o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial). Esses documentos serão anexados ao parecer, de forma a fornecer informações sobre a média nacional dos valores do benefício pagos aos servidores dos Judiciários estaduais e federal, em comparação com a situação em Minas Gerais