Servidores das comarcas da Região do Munim reafirmam apoio à greve da categoria
30/08/2011 | 00:00 - matéria visualizada 490 vezesNesta terça-feira, 30, aconteceu em Morros o "arrastão contra o calote" dos servidores da Justiça das comarcas da Região do Munim. O evento se iniciou com uma concentração em frente ao fórum da cidade, com a presença de servidores de Humberto de Campos, Morros, Icatu e Barreirinhaas.
Participaram servidores lotados nos fóruns de Humberto de Campos, Morros, Icatu e Barreirinhas, que reafirmaram sua firme união em torno da luta do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus) pelo pagamento das perdas inflacionárias da categoria, pela fixação do dia 01 de março como data base para a revisão geral e anual da remuneração dos servidores do TJMA e pelo tratamento igualitário para todos os servidores na questão dos 11.98% da URV.
Os servidores foram unânimes em afirmar que são contrários ao encerramento da greve, sem que seja garantida uma resposta concreta por parte da administração do Tribunal de Justiça do Maranhão para as reivindicações do movimento paredista, que completou hoje vinte e um dias. Na região, há servidores com apenas três meses de atividade no TJ e que já estão em greve desde o primeiro dia do movimento paredista da categoria.
Anibal Lins, presidente do Sindjus, fez uma explanação aos presentes sobre o impasse nas negociações com o atual presidente do Judiciário maranhense, desembargador Jamil Gedeon, como também expôs todas as medidas administrativas, políticas e judiciais que estão sendo tomadas pelo sindicato para garantir o atendimento das demandas da classe.
Na oportunidade, Anibal Lins convidou todos os servidores presentes para que organizem uma caravana para participarem da assembléia geral extraordinária, que acontece na próxima quinta-feira, 01/09, em Bacabal (MA). Os representantes da comarca de Barreirinhas confirmaram que vão em comitiva de cinco pessoas para a assembléia geral, em carro próprio.
Para Carlos Muniz, oficial de justiça de Morros, a greve está sendo penosa, mas os servidores têm que se manter unidos até se fazerem ouvir e respeitar pela atual administração do Tribunal de Justiça. "Eu não poderei ir à assembléia geral em Bacabal. Mas qualquer que seja a decisão que a categoria lá tomar, saibam que estaremos aqui, de prontidão, para seguirmos juntos com o sindicato. O que não podemos é sair dessa greve sem nada", concluiu.

