SINDJUS e SINPOJUD juntos contra o fechamento de 50 comarcas pelo TJBA
31/10/2011 | 00:00 - matéria visualizada 345 vezesA presidente do SINPOJUD - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia, Maria José Silva ‘Zezé’, recebeu nesta segunda feira, 31, a solidariedade dos maranhenses, através do presidente do Sindjus-MA Anibal Lins, contra a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia de fechar cinquenta comarcas, sob a alegação de que são deficitárias e têm baixa litigiosidade
Os servidores do Judiciário baiano realizaram uma ampla mobilização da categoria, em protesto contra essa decisao, que foi aprovada com o apoio da Assembléia Legislativa e do Governador Jackson Wagner, trazendo sérios prejuízos para a prestação jurisdicional a uma população de mais 700 mil cidadãos residentes no interior daquele estado.
Na última quinta-feira, 27, o Sinpojud realizou uma assembléia geral extraordinária que deliberou pela mobilização, que teve início em frente à sede do Tribunal de Justiça, a partir das 9 horas, e que se estendeu até a Assembléia Legislativa da Bahia.
No Tribunal de Justiça, a desembargadora presidente Telma Britto reuniu-se com os prefeitos dos municípios afetados pela medida, com dirigentes da União dos Municípios Baianos e com alguns deputados solidários à luta dos trabalhadores e da população contra o fechamento das comarcas.
Para Zeze, presidente do Sinpojud, a medida é um retrocesso histórico sem precedentes para o Judiciário baiano e foi tomada sem transparência, porque não contou com a participação da sociedade."Entendemos que se trata de um assunto que deve ter a participação de todos. A categoria decidiu que o Sinpojud deve ingressar com ação de inconstitucionalidade contra o ato da presidente do TJBA, Telma Britto”, informou a sindicalista.
Para o presidente do Sindjus, Anibal Lins, os trabalhadores baianos podem contar com a solidariedade irrestrita dos maranhenses. "Louvamos a atitude do Sinpojud, através da sua presidente Zezé, de se articular com a sociedade civil para reverter esse retrocesso social e por decidir recorrer aos tribunais superiores. Precisamos barrar isto, até para que não sirva como precedente seguido no futuro por outros estados", declarou.
Caso as comarcas sejam fechadas, centenas de trabalhadores podem ser postos em disponibilidade, ou até exonerados, se não aceitarem ser removidos para outras comarcas.

