Seis servidores em um universo de onze lotados no 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís resolveram paralisar suas atividades, na manhã de hoje, 18, com o objetivo de alertar o Tribunal de Justiça do Maranhão para a falta de condições de trabalho, a que estão submetidos há pelo menos três anos. Os servidores que paralisaram as atividades comunicaram o ato ao SINDJUS-MA. Estiveram no local Fagner Damasceno, vice-presidente do Sindicato e Márcio Luís Souza, tesoureiro da entidade.

Exposto em um cartaz afixado na porta do 2º Juizado (confeccionado de maneira manuscrito por não terem impressora funcionando) os servidores denunciaram aos usuários os motivos da paralisação. No cartaz os servidores expressaram suas insatisfações, enumerando os principais problemas do Juizado. A reclamação principal é com relação aos computadores com configuração defasada e obsoleta, e impressoras com defeito, o que impede que as certidões sejam juntadas e assinadas digitalmente, além da quantidade insuficiente de aparelhos eletrônicos, queda constante da conexão de internet, problemas freqüentes com assinaturas digitais do PROJUD, e número de scanners insuficientes, com relação à demanda.

Os servidores relatam que, desde 2009, o Juizado tem um problema sério com o PROJUD,  o que ainda perdura em 2013. “Há mais de quatro anos o mesmo problema persiste, mesmo com todas as solicitações feitas e o setor de informática do Tribunal de Justiça tendo tentado resolver o problema. No final de 2012 a reforma estrutural do prédio foi concluída. No entanto, a parte física não é tudo. Junto com a reforma vieram móveis novos, mas continuamos a (tentar) trabalhar com computadores antigos, o que não nos permite executar as atividades mais básicas do Juizado”, disse Adriana Moraes, técnica judiciária lotada no 2º Juizado.

“Basicamente quando chega o horário de onze horas da manhã o PROJUD não funciona mais, aí a demanda acumula”, completou a fala de Adriana Moraes, a servidora Gesselma Quadros, que também entende ser necessária a paralisação.

Usuários apóiam paralisação

Para Dr. Fernando Veras, advogado e usuário do Juizado, “nós, como advogados, apoiamos essa iniciativa tendo em vista que todas as reivindicações postuladas são necessárias para o bom atendimento dos usuários do Poder Judiciário”. Ele completou dizendo que “a gente tem muita dificuldade quanto à consulta processual devido justamente a problemas em computadores e quedas constantes no sistema . Até falta de papel para imprimir as atas de audiência eu já vi acontecer aqui , porque apesar de ser utilizado o PROJUD alguns usuários exigem a ata e, às vezes, não levam por falta de papel. Então é justo que apoiemos a paralisação desses servidores”, disse ele.

No Juizado tramitam mais de 4000 processos virtuais, o que evidencia o grande contingente de pessoas atendida pelo Juizado que tem uma jurisdição de mais de 33 bairros, indo do bairro Cidade Operária até Juçatuba, área rural de São Luís.

Para Márcio Luís Souza, diretor do SINDJUS-MA, o que está acontecendo no 2º Juizado Cível e das Relações de Consumo age em contrário senso à principal característica dos Juizados Especiais que é a garantia da celeridade processual. Ele disse ainda que a atitude dos servidores é louvável, porque está quebrando com o paradigma de que servidor público não quer trabalhar.

“Vocês estão demonstrando que querem trabalhar e por isso estão reivindicando melhorias, isso é gratificante de se ver”, enfatizou ele na presença dos companheiros que paralisaram as atividades hoje (18).

Segundo os servidores afirmaram existem nove (9) computadores parados no setor de Patrimônio do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, esperando por tombamento, previstos para chegarem no Juizado, mas sempre a entrega é adiada.Segundo o servidor do Juizado, Elisafer Carvalho, “já foram contabilizados pelo menos três adiamentos de datas com relação a essas entregas dos computadores. Então o jeito de chamarmos a atenção do TJ foi esse”, disse ele.

“Nós estamos atendendo casos prioritários para não prejudicar a população. Dos doze computadores três estão funcionando para assinatura. E os que estão assinando apresentam freqüentes problemas com assinatura digital. É impossível trabalhar assim”, disse o servidor Heber Queiros.É unânime a posição dos servidores que paralisaram as atividades em dizerem que a paralisação foi a única alternativa que eles viram já que já tentaram todo tipo de diálogo para resolver a situação melhorar.

“O Sindicato dará todo o apoio necessário para que o problema seja resolvido e vai levar ao Tribunal de Justiça a legítima reclamação dos companheiros no sentido de achar solução, porque vemos que os servidores lotados no Juizado só estão exercendo um direito de reivindicar condições de trabalho”,disse Fagner Damasceno, vice-presidente do SINDJUS-MA

Eles denunciaram também que estão trabalhando em sistema de revezando de computadores para que os prazos sejam cumpridos, para isso tem servidor que sacrifica seu horário de almoço. Os servidores pediram ao longo da manhã que os jurisdicionados ligassem para o TELEJUDICIÁRIO para denunciar a situação que os impede de trabalhar e para isso disponibilizaram os números de contato do serviço.

O diretor sindical Fagner Damasceno, marcou para amanhã às 9h30, uma reunião com a juíza Márcia Cristina Coelho Chaves, coordenadora dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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Exposto em um cartaz afixado na porta do 2º Juizado (confeccionado de maneira manuscrito por não terem impressora funcionando) os servidores denunciaram aos usuários os motivos da paralisação. No cartaz os servidores expressaram suas insatisfações, enumerando os principais problemas do Juizado. A reclamação principal é com relação aos computadores com configuração defasada e obsoleta, e impressoras com defeito, o que impede que as certidões sejam juntadas e assinadas digitalmente, além da quantidade insuficiente de aparelhos eletrônicos, queda constante da conexão de internet, problemas freqüentes com assinaturas digitais do PROJUD, e número de scanners insuficientes, com relação à demanda.

Os servidores relatam que, desde 2009, o Juizado tem um problema sério com o PROJUD,  o que ainda perdura em 2013. “Há mais de quatro anos o mesmo problema persiste, mesmo com todas as solicitações feitas e o setor de informática do Tribunal de Justiça tendo tentado resolver o problema. No final de 2012 a reforma estrutural do prédio foi concluída. No entanto, a parte física não é tudo. Junto com a reforma vieram móveis novos, mas continuamos a (tentar) trabalhar com computadores antigos, o que não nos permite executar as atividades mais básicas do Juizado”, disse Adriana Moraes, técnica judiciária lotada no 2º Juizado.

“Basicamente quando chega o horário de onze horas da manhã o PROJUD não funciona mais, aí a demanda acumula”, completou a fala de Adriana Moraes, a servidora Gesselma Quadros, que também entende ser necessária a paralisação.

Usuários apóiam paralisação

Para Dr. Fernando Veras, advogado e usuário do Juizado, “nós, como advogados, apoiamos essa iniciativa tendo em vista que todas as reivindicações postuladas são necessárias para o bom atendimento dos usuários do Poder Judiciário”. Ele completou dizendo que “a gente tem muita dificuldade quanto à consulta processual devido justamente a problemas em computadores e quedas constantes no sistema . Até falta de papel para imprimir as atas de audiência eu já vi acontecer aqui , porque apesar de ser utilizado o PROJUD alguns usuários exigem a ata e, às vezes, não levam por falta de papel. Então é justo que apoiemos a paralisação desses servidores”, disse ele.

No Juizado tramitam mais de 4000 processos virtuais, o que evidencia o grande contingente de pessoas atendida pelo Juizado que tem uma jurisdição de mais de 33 bairros, indo do bairro Cidade Operária até Juçatuba, área rural de São Luís.

Para Márcio Luís Souza, diretor do SINDJUS-MA, o que está acontecendo no 2º Juizado Cível e das Relações de Consumo age em contrário senso à principal característica dos Juizados Especiais que é a garantia da celeridade processual. Ele disse ainda que a atitude dos servidores é louvável, porque está quebrando com o paradigma de que servidor público não quer trabalhar.

“Vocês estão demonstrando que querem trabalhar e por isso estão reivindicando melhorias, isso é gratificante de se ver”, enfatizou ele na presença dos companheiros que paralisaram as atividades hoje (18).

Segundo os servidores afirmaram existem nove (9) computadores parados no setor de Patrimônio do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, esperando por tombamento, previstos para chegarem no Juizado, mas sempre a entrega é adiada.Segundo o servidor do Juizado, Elisafer Carvalho, “já foram contabilizados pelo menos três adiamentos de datas com relação a essas entregas dos computadores. Então o jeito de chamarmos a atenção do TJ foi esse”, disse ele.

“Nós estamos atendendo casos prioritários para não prejudicar a população. Dos doze computadores três estão funcionando para assinatura. E os que estão assinando apresentam freqüentes problemas com assinatura digital. É impossível trabalhar assim”, disse o servidor Heber Queiros.É unânime a posição dos servidores que paralisaram as atividades em dizerem que a paralisação foi a única alternativa que eles viram já que já tentaram todo tipo de diálogo para resolver a situação melhorar.

“O Sindicato dará todo o apoio necessário para que o problema seja resolvido e vai levar ao Tribunal de Justiça a legítima reclamação dos companheiros no sentido de achar solução, porque vemos que os servidores lotados no Juizado só estão exercendo um direito de reivindicar condições de trabalho”,disse Fagner Damasceno, vice-presidente do SINDJUS-MA

Eles denunciaram também que estão trabalhando em sistema de revezando de computadores para que os prazos sejam cumpridos, para isso tem servidor que sacrifica seu horário de almoço. Os servidores pediram ao longo da manhã que os jurisdicionados ligassem para o TELEJUDICIÁRIO para denunciar a situação que os impede de trabalhar e para isso disponibilizaram os números de contato do serviço.

O diretor sindical Fagner Damasceno, marcou para amanhã às 9h30, uma reunião com a juíza Márcia Cristina Coelho Chaves, coordenadora dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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Parte dos servidores do Juizado da UEMA paralisam atividades

18/07/2013 | 00:00 - matéria visualizada 465 vezes

Seis servidores em um universo de onze lotados no 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís resolveram paralisar suas atividades, na manhã de hoje, 18, com o objetivo de alertar o Tribunal de Justiça do Maranhão para a falta de condições de trabalho, a que estão submetidos há pelo menos três anos. Os servidores que paralisaram as atividades comunicaram o ato ao SINDJUS-MA. Estiveram no local Fagner Damasceno, vice-presidente do Sindicato e Márcio Luís Souza, tesoureiro da entidade.

Exposto em um cartaz afixado na porta do 2º Juizado (confeccionado de maneira manuscrito por não terem impressora funcionando) os servidores denunciaram aos usuários os motivos da paralisação. No cartaz os servidores expressaram suas insatisfações, enumerando os principais problemas do Juizado. A reclamação principal é com relação aos computadores com configuração defasada e obsoleta, e impressoras com defeito, o que impede que as certidões sejam juntadas e assinadas digitalmente, além da quantidade insuficiente de aparelhos eletrônicos, queda constante da conexão de internet, problemas freqüentes com assinaturas digitais do PROJUD, e número de scanners insuficientes, com relação à demanda.

Os servidores relatam que, desde 2009, o Juizado tem um problema sério com o PROJUD,  o que ainda perdura em 2013. “Há mais de quatro anos o mesmo problema persiste, mesmo com todas as solicitações feitas e o setor de informática do Tribunal de Justiça tendo tentado resolver o problema. No final de 2012 a reforma estrutural do prédio foi concluída. No entanto, a parte física não é tudo. Junto com a reforma vieram móveis novos, mas continuamos a (tentar) trabalhar com computadores antigos, o que não nos permite executar as atividades mais básicas do Juizado”, disse Adriana Moraes, técnica judiciária lotada no 2º Juizado.

“Basicamente quando chega o horário de onze horas da manhã o PROJUD não funciona mais, aí a demanda acumula”, completou a fala de Adriana Moraes, a servidora Gesselma Quadros, que também entende ser necessária a paralisação.

Usuários apóiam paralisação

Para Dr. Fernando Veras, advogado e usuário do Juizado, “nós, como advogados, apoiamos essa iniciativa tendo em vista que todas as reivindicações postuladas são necessárias para o bom atendimento dos usuários do Poder Judiciário”. Ele completou dizendo que “a gente tem muita dificuldade quanto à consulta processual devido justamente a problemas em computadores e quedas constantes no sistema . Até falta de papel para imprimir as atas de audiência eu já vi acontecer aqui , porque apesar de ser utilizado o PROJUD alguns usuários exigem a ata e, às vezes, não levam por falta de papel. Então é justo que apoiemos a paralisação desses servidores”, disse ele.

No Juizado tramitam mais de 4000 processos virtuais, o que evidencia o grande contingente de pessoas atendida pelo Juizado que tem uma jurisdição de mais de 33 bairros, indo do bairro Cidade Operária até Juçatuba, área rural de São Luís.

Para Márcio Luís Souza, diretor do SINDJUS-MA, o que está acontecendo no 2º Juizado Cível e das Relações de Consumo age em contrário senso à principal característica dos Juizados Especiais que é a garantia da celeridade processual. Ele disse ainda que a atitude dos servidores é louvável, porque está quebrando com o paradigma de que servidor público não quer trabalhar.

“Vocês estão demonstrando que querem trabalhar e por isso estão reivindicando melhorias, isso é gratificante de se ver”, enfatizou ele na presença dos companheiros que paralisaram as atividades hoje (18).

Segundo os servidores afirmaram existem nove (9) computadores parados no setor de Patrimônio do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, esperando por tombamento, previstos para chegarem no Juizado, mas sempre a entrega é adiada.Segundo o servidor do Juizado, Elisafer Carvalho, “já foram contabilizados pelo menos três adiamentos de datas com relação a essas entregas dos computadores. Então o jeito de chamarmos a atenção do TJ foi esse”, disse ele.

“Nós estamos atendendo casos prioritários para não prejudicar a população. Dos doze computadores três estão funcionando para assinatura. E os que estão assinando apresentam freqüentes problemas com assinatura digital. É impossível trabalhar assim”, disse o servidor Heber Queiros.É unânime a posição dos servidores que paralisaram as atividades em dizerem que a paralisação foi a única alternativa que eles viram já que já tentaram todo tipo de diálogo para resolver a situação melhorar.

“O Sindicato dará todo o apoio necessário para que o problema seja resolvido e vai levar ao Tribunal de Justiça a legítima reclamação dos companheiros no sentido de achar solução, porque vemos que os servidores lotados no Juizado só estão exercendo um direito de reivindicar condições de trabalho”,disse Fagner Damasceno, vice-presidente do SINDJUS-MA

Eles denunciaram também que estão trabalhando em sistema de revezando de computadores para que os prazos sejam cumpridos, para isso tem servidor que sacrifica seu horário de almoço. Os servidores pediram ao longo da manhã que os jurisdicionados ligassem para o TELEJUDICIÁRIO para denunciar a situação que os impede de trabalhar e para isso disponibilizaram os números de contato do serviço.

O diretor sindical Fagner Damasceno, marcou para amanhã às 9h30, uma reunião com a juíza Márcia Cristina Coelho Chaves, coordenadora dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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