Servidores das Comarcas do Sul do Maranhão dizem NÃO à Rescisória 36.586/2014
10/07/2015 | 17:51 - matéria visualizada 9549 vezes
Na última quinta-feira (09/07), os servidores das comarcas de Balsas,São Raimundo das Mangabeiras e Riachão, receberam a visita do Secretário de Imprensa do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (SINDJUS-MA) Artur Araújo Filho, que esteve reunido com os servidores para tratar principalmente da mobilização da categoria que irá ocorrer durante o julgamento da Ação Rescisória n° 36.586/2014 que visa a retirada dos 21,7% do contracheque dos servidores.
Na oportunidade, Artur Filho prestou esclarecimentos também sobre os encaminhamentos adotados pelo SINDJUS-MA para garantir o pagamento das perdas inflacionárias, o concurso de remoção, o abono das faltas da última greve e a aprovação do Novo PCCV. O diretor de imprensa do SINDJUS-MA fez ainda a entrega de uma TV Led 32' ganha pelo pelo servidor Arildo Carlos Pereira, lotado na 2ª vara da comarca de Balsas, referente ao sorteio entre os associados das comarcas do interior do estado, realizado pelo sindicato em homenagem ao Dia do Trabalhador. "Estou muito feliz. Sou filiado ao SINDJUS-MA, desde que entrei no Tribunal de Justiça e acompanhei ao longo dos anos as nossas lutas e conquistas. Precisamos de mais momentos desses, que nos permita confraternizarmos".
Para o técnico da distribuição da comarca de Balsas Relton Dias "A retirada dos 21,7% dos nossos salários, vai acarretar a inviabilidade de pagar a minha faculdade de Direito, bem como estar em dias com as prestações do meu veículo, além de comprometer a segurança alimentar da minha família. Tenho esperança que os desembargadores não voltarão atrás do seu próprio entendimento quanto ao nosso direito sobre os 21,7%".

Para Artur Filho, é unânime a apreensão dos servidores diante da possibilidade da retirada dos 21,7% dos seus salários, pois afirmam que tal percentual já está incluso no planejamento orçamentário familiar, o que causaria um enorme prejuízo nesse momento para todos, chegando até mesmo a afirmarem que não saberiam como iriam fazer para cumprir com as suas obrigações financeiras. “A categoria está ciente dos possíveis danos que podem ser gerados, dependo da decisão tomada pelos desembargadores no dia 17/07 e estão dispostos a aderir qualquer manifestação de repúdio à possibilidade da retirada dos 21,7%, agora vamos nos mobilizar e fazer valer o nosso direito de sobrevivência”, concluiu o sindicalista.

