Questão de Justiça debate a Greve Geral do Judiciário pelas Perdas Inflacionárias

19/10/2015 | 11:14 - matéria visualizada 2078 vezes
Artur Filho, Márcio Luís e Aidil Neto durante apresentação do programa Questão de Justiça.
O programa de rádio do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (SINDJUS-MA) Questão de Justiça a Voz do Servidor, deste último sábado 17/10, fez uma análise dos quatro dias da GREVE GERAL dos servidores públicos do Judiciário do Tribunal de Justiça (TJMA) pelas Perdas Inflacionárias de 2015 no índice de 6,3% deflagrada no dia 13/10.

O programa apresentado pelo Secretário de Imprensa Artur Filho, contou com a presença do Secretário Geral Márcio Luís Andrade e do servidor Aidil Neto.

Os convidados relembraram que na sexta-feira 16/10, no 4° dia de Greve Geral, foi concedida a liminar pelo desembargador Jorge Rachid, que absteve o corte de ponto dos servidores durante o movimento grevista. O mandado de segurança foi impetrado pela Assessoria Jurídica do SINDJUS-MA.“Tivemos uma semana movimentada pela Greve Geral com conquista e avanços”, avaliou Artur Filho.

E a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhense, através do seu Presidente Mário Macieira, solicitou à Desembargadora Cleonice Silva Freire, Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, a suspensão dos prazos processuais, em razão da deflagração da greve geral dos servidores do Judiciário Estadual, em todas as comarcas maranhenses.

Aidil Neto também falou da mobilização realizada pelo SINDJUS-MA pelas comarcas do interior do Estado. “Viajamos nesses dias e passamos pelas comarcas de Timon, Codó, Timbiras, Coroatá e Pedreiras. Alguns servidores ainda tinham dúvidas em relação à Greve, e nesses dias conversamos e esclarecemos todas as dúvidas sobre o movimento. Agora os servidores estão mobilizados e convictos da nossa luta”, disse.

“Começamos com uma adesão massiva na capital e no interior e mantemos o quantitativo de 30% em lei, dialogando com a sociedade e buscando um entendimento com o Tribunal de Justiça, que é o reajuste de 6,3%, que não é aumento salarial, é uma recomposição de direito de todos os trabalhadores, mas só pode ocorrer com o encaminhamento do Projeto de lei à Assembleia Legislativa pedindo o pagamento  a implantação dos ativos e inativos. Esse percentual é calculado de acordo com a desvalorização salarial causada pela inflação. E como o Tribunal ainda não sinalizou sobre o projeto a Greve Geral continua”, disse Márcio Luís Andrade.

 “Os servidores estão encorajados e de parabéns com a participação e adesão em várias comarcas e na capital. Agradecemos aos companheiros e companheiras que aderiram ao nosso movimento e o SINDJUS-MA está junto dos servidores para lutarmos", disse Artur Filho.
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