Servidores fazem mega carreata e continuam em Greve Geral até a decisão da audiência de conciliação

11/11/2015 | 15:09 - matéria visualizada 4600 vezes
Os servidores do Poder Judiciário que completam no dia 13 de Novembro um mês de Greve Geral pelas Perdas Inflacionárias no índice de 6,3%, realizaram na manhã desta quarta-feira, 11, uma mega carreata pelas ruas de São Luís.

Os servidores, muitos de várias Comarcas do interior do Estado que vieram em Caravanas, saíram do Fórum de São Luís em carreata em direção ao Tribunal de Justiça do Estado (TJMA). 

Assim que chegaram na Avenida Beira Mar, barreiras militares, por ordem da Presidente do Tribunal de Justiça desembargadora Cleonice Freire ainda tentaram impedir a passagem da categoria que estava indo em direção a Praça D. Pedro II. 

Ao término da carreata, os servidores participaram de Ato Público em protesto ao auxílio moradia para juízes e desembargadores, pela nomeação de novos concursados, por eleições diretas nos cargos do Tribunal, pelo imediato cumprimento da Resolução 88 do Conselho Nacional de Justiça, e pelo respeito ao direito de Greve dos servidores públicos do Estado.

Em seguida, os servidores conseguiram do Secretário de Governo Márcio Jerry e Jeferson Portela, por autorização do Governador Flávio Dino, subir a rampa do Palácio dos Leões, rumo à Praça Benedito Leite.

Os servidores realizaram Assembleia Geral Extraordinária no auditório da Associação Comercial do Maranhão e decidiram, por unanimidade, pela continuidade do movimento paredista até o dia 20 de novembro, quando será realizada a Audiência de Conciliação convocada pelo Desembargador Jamil Gedeon com representantes do Governo do Estado, da Procuradoria Geral do Estado-PGE, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB/MA, da Secretaria de Planejamento do Estado-Seplan, do Tribunal de Justiça e do SINDJUS-MA para tentar um consenso que ponha fim à Greve Geral dos servidores. “Realizamos a Assembleia e a categoria decidiu continuar em Greve até que tenhamos um acordo satisfatório, e esperamos que esse acordo seja concretizado na Audiência de Conciliação e com a garantia de que nenhum servidor será punido por ter participado da greve para garantir o seu direito constitucional que é o pagamento das perdas inflacionárias de 2014”, disse Aníbal Lins, Presidente do SINDJUS-MA.


A categoria já enfatizou e deixou claro que estão abertos ao diálogo, desde que o Tribunal de Justiça se comprometa a realizar a implantação do índice de 6,3% que correspondem às Perdas Inflacionárias.


O SINDJUS-MA, nesta quinta-feira 12 de novembro, a partir das 8 horas da manhã, darão continuidade às atividades da Greve Geral no Fórum de São Luís.  
Os servidores também estão realizando uma campanha voluntária de arrecadação de alimentos não perecíveis com os servidores em Greve, que serão revertidos para instituições de caridade. O ponto de recebimento dos alimentos são os locais de concentração do movimento paredista, em frente ao Tribunal de Justiça ou no Fórum do Calhau, em São Luís, e nos fóruns das comarcas do interior do Estado, durante os dias de paralisação, ou então na sede do SINDJUS-MA.  

Mensário da Greve Geral 

O SINDJUS-MA convida a todos os servidores para no dia 13 de Novembro - dia em que o movimento grevista estará completando 1 mês – para juntos se unirem em protesto e cortarem um bolo de 30 metros e 30 velinhas na porta do TJMA. 

Carreata em Imperatriz

Na próxima terça-feira 17 de novembro os servidores em Greve realizarão uma nova carreta em Imperatriz com todas as comarcas da região Tocantina. Em breve será divulgada a programação.

Greve de 2014

Foi julgada hoje Ação Civil Pública ajuizada pela Procuradoria Geral do Estado-PGE a pedido da desembargadora Cleonice Freire, que pedia a confirmação da ilegalidade da Greve dos servidores do Poder Judiciário ocorrida em novembro de 2014 pelo pagamento dos 21,7% e pela reposição inflacionária de 4,3%.

Em represália à carreata dos servidores do Judiciário, realizada na manhã de hoje, o órgão especial confirmou a ilegalidade da greve de novembro de 2014, acompanhando o voto divergente da desembargadora Angela Salazar.

Votou pela extinção do processo e acompanhando o parecer do Ministério Público, apenas o Desembargador relator Marcelino Everton, único voto favorável aos servidores.

O SINDJUS-MA recorrerá imediatamente da decisão ao Supremo Tribunal Federal-STF.
 
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