Centrais sindicais mantém mobilização para a Greve Geral marcada para o próximo dia 30 de junho

21/06/2017 | 09:54 - matéria visualizada 2681 vezes
Apesar da derrota do Governo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que rejeitou o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) à reforma trabalhista-sindical (PLC 38/17), continua em todo o país a mobilização para a Greve Geral marcada para o próximo dia 30 de junho. A greve foi definida no último dia 5, em São Paulo, durante reunião de lideranças das centrais sindicais brasileiras. A avaliação predominante é que, diante do cenário de crise no país, com graves ameaças à população brasileira, o Brasil deve parar novamente para exigir a saída imediata de Michel Temer e o fim da tramitação de propostas que acabam com direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.

A Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud) enviou um comunicado no dia 8 aos sindicatos da base no qual conclama as entidades filiadas a convocar os trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário Estadual para que possam paralisar suas atividades na data proposta e pedir “Diretas Já”.

Participaram da reunião que alinhou a Greve Geral: a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Força Sindical (Força), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CONLUTAS) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical - Central da Classe Trabalhadora e A Pública - Central do Servidor.

Genebra

A Fenajud também protocolou na última quarta-feira (14) dois ofícios em Genebra, na Suíça, em defesa dos trabalhadores contra a retirada de direitos por parte de governos ultraliberais. Os documentos tratam do mesmo tema e são direcionados a duas entidades distintas.

No documento, endereçado à Confederação Latino-Americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais (CLATE) e à Confederação Latino-Americana dos Trabalhadores do Judiciário, a Fenajud encaminha minuta de carta de Intenções tratada em reunião na Organização Internacional do Trabalho (OIT) na qual sugere que as entidades sindicais latinas – e todas aquelas que desejarem participar das discussões – se unam para elaboração de medidas uniformes para combater as retiradas de direitos dos trabalhadores, cuja investida atinge toda a América Latina.

No texto os dirigentes sugerem a criação de Fórum Permanente de Defesa dos Trabalhadores. O indicativo para início das atividades seria a partir do segundo semestre de 2017, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. O objetivo principal é debater temas de interesse da categoria que podem amenizar a grave crise local e internacional que ameaça os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários.
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