Organizações sindicais lamentam aprovação da Reforma Trabalhista no Senado
12/07/2017 | 12:07 - matéria visualizada 3577 vezes
Entidades representativas dos trabalhadores, como a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a Confederação dos Trabalhadores Públicos do Brasil (CSPB) lamentaram, na manhã desta quarta-feira (12), que a maioria dos senadores tenha aprovado a Reforma Trabalhista (PCL 38/2017) que segue agora para a sanção de Michel Temer.
No portal da NCST, o presidente José Calixto Ramos, que participou, na terça-feira (11), da vigília no Senado Federal contra o texto da reforma trabalhista, denunciou a postura antidemocrática da Casa Legislativa que tentou impedir o acesso às dependências do Senado.
A NCST protocolou documento no Ministério do Trabalho contra a aprovação do texto do PLC 38 e contra a Medida Provisória (MP) sobre novo modelo de financiamento das entidades sindicais. “Encaminhamos o documento para o Ministro Ronaldo Nogueira, com todo o respeito que ele nos merece, mas, em relação à reforma trabalhista, destacamos vários pontos em que divergimos, desde o início, do posicionamento do Governo... Faremos todo esforço de resistência a qualquer ataque à legislação trabalhista consagrada no nosso texto constitucional”, afirmou.
No portal da CSPB, o presidente da Confederação, José Domingos Gomes dos Santos, se referiu à data da aprovação da reforma no Senado como “O dia mais triste da história dos trabalhadores brasileiros. Décadas, século de conquistas se foram num único golpe”. A partir de agora, segundo José Domingos, a CSPB vai buscar minorar, ou mesmo reparar, o efeitos da reforma, a qual chamou de “desastre”.
Em São Luís, o presidente do Sindjus-MA, Aníbal Lins, que também é da direção da NCST e da CSPB, ressaltou que o trabalhador tem ainda mais direitos ameaçados. “Foi um duro golpe contra os trabalhadores! Mas o Sindjus-MA vai manter-se na luta contra esses ataques que, na verdade, são ataques aos direitos de toda a classe trabalhadora brasileira e que ainda não cessaram”, afirmou Aníbal Lins, lembrando que, além da reforma trabalhista aprovada nesta terça, há ainda a reforma previdenciária, que não foi esquecida pelo Governo, e que está em curso no Congresso Nacional.

