PDV será uma armadilha para os servidores públicos, diz presidente da CSPB
26/07/2017 | 08:49 - matéria visualizada 2322 vezesPor Hélio de Albuquerque
Edição de Grace Maciel
O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, explicou nesta terça-feira (25), a jornalista Denise Campos da rádio Jovem Pan News, o "grande perigo" do programa de demissão voluntária (PDV), anunciado pelo governo federal. A jornalista tentou frisar que PDV pode ser uma importante oportunidade para o crescimento econômico do país. Porém, o presidente da CSPB explicou que a maioria dos servidores públicos não tem esse perfil empreendedor, e relembrou o fracasso do programa implantado no governo Collor.
Na primeira pergunta a jornalista Denise Campos, quis saber a visão da CSPB em relação ao PDV : “Antes de falar sobre adesão temos que identificar que essa medida de PDV é uma armadilha para os servidores e principalmente para os usuários do serviço público de extrema precariedade em quantidade e qualidade. A propaganda que o governo faz para os funcionários é trocar o emprego com estabilidade financeira, para arriscar por um negócio próprio num país em crise econômica, principalmente o comércio”.
O João Domingos lembrou: “O governo quer que a adesão ao PDV seja em média de 5 mil Funcionários Públicos. Porém, só mês de junho de 2017, foram criados mais de 25 mil cargos comissionados e vai aumentar mais. Cadê, o corte de orçamento anunciado essa semana? E reforçou o grande perigo para o servidor público que aderir ao plano. " Temos que proteger os funcionários públicos do Estado com as armadilhas orquestradas pelo governo".
Ao término da entrevista, a apresentadora perguntou sobre a “reforma” trabalhista, e João mostrou mais uma vez que " Temer, quer aniquilar o movimento sindical, a última barreira". Ele disse, ainda, que agora a reforma vem enfraquecendo o poder do trabalhador contra o patrão. " E, principalmente, o projeto do governo em acabar com o Estado na prestação do serviço público. Não podemos deixar que isso aconteça!", destacou o líder sindical.

Confira aqui a entrevista em áudio

