O PMDB encaminhou hoje à tarde ao presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, documento denunciando as liberações extemporâneas de recursos feitas pelo governador Jackson Lago (PDT) após sua cassação no último dia 4. Chama a atenção no documento a informação sobre a liberação, pelo Executivo, de R$ 8,519 milhões aos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão a título de “auxílio-moradia”.

O partido teve acesso ao Diário Oficial do dia 9 passado, que deve circular somente amanhã, com o inteiro do Decreto 25.295 abrindo ao TJ a primeira de cinco parcelas de R$ 8,519 milhões para o pagamento do auxílio-moradia a desembargadores e juízes. Segundo apurou o PMDB, o dinheiro foi depositado hoje na conta dos magistrados. Cada desembargador recebeu R$ 45 mil. O restante foi depositado na conta dos juízes de primeiro-grau.

A legenda informa ao presidente que cada dia de atraso do TSE, em julgar os embargos de declaração do governador cassado, implica em mais sangria ao erário estadual. Lembra ter pedido a suspeição do desembargador Jaime Ferreira de Araújo em ação que ele cassou decisão do conselheiro do TSE Yedo Lobão sobre as liberações feitas pelo governo, extensivo a todos os membros da Corte, por causa do repasse de cerca de R$ 60 milhões feito por Jackson Lago ao TJ.

Jaime Araújo não só cassou a decisão do TCE como a julgou “inepta” por falta de “legitimidade” a exceção de suspeição do PMDB contra ele apontado como “sócio-administrador” da Clínica Eldorado no Turu. “Eis que surge agora decreto assinado pelo governador que abre crédito suplementar para pagamento de ‘auxílio-moradia’ para os magistrados maranhenses, benefício criado pelo próprio tribunal via resolução interna. Dentre os beneficiários está, naturalmente, o desembargador que ‘liberou’ a gastança extraordinária”, relata o partido.

Diz mais: “A imoralidade vai além. Hoje, 14 de abril, cada um dos 24 desembargadores teve depositado em sua conta bancária R$ 45 mil, num total de R$ 8.519.888,00, como parte do ‘acordo’ celebrado entre o Executivo e o Judiciário. Entretanto, somente amanhã, 15 de abril, será publicado no Diário Oficial do Estado o decreto 25.295, de 9 de abril de 2009, que abre o respectivo crédito suplementar autorizado pelo governador. Ou seja, fez-se o depósito como quem mete a mão no próprio bolso e dele retira o necessário a efetuar negócio privado.

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O partido teve acesso ao Diário Oficial do dia 9 passado, que deve circular somente amanhã, com o inteiro do Decreto 25.295 abrindo ao TJ a primeira de cinco parcelas de R$ 8,519 milhões para o pagamento do auxílio-moradia a desembargadores e juízes. Segundo apurou o PMDB, o dinheiro foi depositado hoje na conta dos magistrados. Cada desembargador recebeu R$ 45 mil. O restante foi depositado na conta dos juízes de primeiro-grau.

A legenda informa ao presidente que cada dia de atraso do TSE, em julgar os embargos de declaração do governador cassado, implica em mais sangria ao erário estadual. Lembra ter pedido a suspeição do desembargador Jaime Ferreira de Araújo em ação que ele cassou decisão do conselheiro do TSE Yedo Lobão sobre as liberações feitas pelo governo, extensivo a todos os membros da Corte, por causa do repasse de cerca de R$ 60 milhões feito por Jackson Lago ao TJ.

Jaime Araújo não só cassou a decisão do TCE como a julgou “inepta” por falta de “legitimidade” a exceção de suspeição do PMDB contra ele apontado como “sócio-administrador” da Clínica Eldorado no Turu. “Eis que surge agora decreto assinado pelo governador que abre crédito suplementar para pagamento de ‘auxílio-moradia’ para os magistrados maranhenses, benefício criado pelo próprio tribunal via resolução interna. Dentre os beneficiários está, naturalmente, o desembargador que ‘liberou’ a gastança extraordinária”, relata o partido.

Diz mais: “A imoralidade vai além. Hoje, 14 de abril, cada um dos 24 desembargadores teve depositado em sua conta bancária R$ 45 mil, num total de R$ 8.519.888,00, como parte do ‘acordo’ celebrado entre o Executivo e o Judiciário. Entretanto, somente amanhã, 15 de abril, será publicado no Diário Oficial do Estado o decreto 25.295, de 9 de abril de 2009, que abre o respectivo crédito suplementar autorizado pelo governador. Ou seja, fez-se o depósito como quem mete a mão no próprio bolso e dele retira o necessário a efetuar negócio privado.

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Desembargadores recebem auxílio-moradia antes da publicação do decreto com créditos no Diário Oficial

14/04/2009 | 00:00 - matéria visualizada 450 vezes

O PMDB encaminhou hoje à tarde ao presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, documento denunciando as liberações extemporâneas de recursos feitas pelo governador Jackson Lago (PDT) após sua cassação no último dia 4. Chama a atenção no documento a informação sobre a liberação, pelo Executivo, de R$ 8,519 milhões aos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão a título de “auxílio-moradia”.

O partido teve acesso ao Diário Oficial do dia 9 passado, que deve circular somente amanhã, com o inteiro do Decreto 25.295 abrindo ao TJ a primeira de cinco parcelas de R$ 8,519 milhões para o pagamento do auxílio-moradia a desembargadores e juízes. Segundo apurou o PMDB, o dinheiro foi depositado hoje na conta dos magistrados. Cada desembargador recebeu R$ 45 mil. O restante foi depositado na conta dos juízes de primeiro-grau.

A legenda informa ao presidente que cada dia de atraso do TSE, em julgar os embargos de declaração do governador cassado, implica em mais sangria ao erário estadual. Lembra ter pedido a suspeição do desembargador Jaime Ferreira de Araújo em ação que ele cassou decisão do conselheiro do TSE Yedo Lobão sobre as liberações feitas pelo governo, extensivo a todos os membros da Corte, por causa do repasse de cerca de R$ 60 milhões feito por Jackson Lago ao TJ.

Jaime Araújo não só cassou a decisão do TCE como a julgou “inepta” por falta de “legitimidade” a exceção de suspeição do PMDB contra ele apontado como “sócio-administrador” da Clínica Eldorado no Turu. “Eis que surge agora decreto assinado pelo governador que abre crédito suplementar para pagamento de ‘auxílio-moradia’ para os magistrados maranhenses, benefício criado pelo próprio tribunal via resolução interna. Dentre os beneficiários está, naturalmente, o desembargador que ‘liberou’ a gastança extraordinária”, relata o partido.

Diz mais: “A imoralidade vai além. Hoje, 14 de abril, cada um dos 24 desembargadores teve depositado em sua conta bancária R$ 45 mil, num total de R$ 8.519.888,00, como parte do ‘acordo’ celebrado entre o Executivo e o Judiciário. Entretanto, somente amanhã, 15 de abril, será publicado no Diário Oficial do Estado o decreto 25.295, de 9 de abril de 2009, que abre o respectivo crédito suplementar autorizado pelo governador. Ou seja, fez-se o depósito como quem mete a mão no próprio bolso e dele retira o necessário a efetuar negócio privado.

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