Funcionárias do Sindjus-MA irão participar da Greve Internacional das Mulheres
7/03/2018 | 11:15 - matéria visualizada 1422 vezes
Neste dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, as funcionárias do Sindjus-MA irão interromper o trabalho a partir das 14h para participarem da ‘Greve Internacional das Mulheres’, movimento transnacional que deve se estender por todo o mundo – Estados Unidos e Espanha, por exemplo, também convocaram a greve – mas que será impulsionado, principalmente, no Caribe e na América Latina, inclusive no Brasil. No Maranhão, a responsabilidade é do Fórum Maranhense de Mulheres, que organizou uma caminhada que sairá do Colégio Liceu Maranhense, no Centro de São Luís, em direção à Praça Nauro Machado, na Praia Grande, onde haverá manifestações e shows musicais. O lema do movimento por aqui é ‘Eu paro, resisto e luto!’, alusão direta ao empenho diário das mulheres por mais direitos, por respeito, contra a violência e o feminicídio.
A secretária executiva do Sindicato, Edi Rocha, que é militante do Fórum das Mulheres, vai deixar o trabalho e participar da caminhada. Ela ressalta que o 8 de março é uma data especial, mas que a luta das mulheres é diária. “Nossa luta é tão maior que um único dia. Vai da hora que a gente acorda no primeiro dia do ano até o último dia do ano. Não vejo esse dia como um dia para comemorar, mas sim como um dia de luta ainda maior”, afirmou.

A concentração para a Greve Internacional vai começar às 15h30, na frente do Colégio Liceu Maranhense. Munidas de um carro de som, sindicalistas, professoras, artistas, mulheres que contribuem para sociedade de diversas maneiras irão manifestar suas ideias antes de iniciarem o percurso. A previsão de saída é às 15h40.
O trajeto seguirá pela Rua Grande, Praça João Lisboa, Rua do Egito, Beira-Mar até a Praia Grande onde haverá nova concentração na Praça Nauro Machado. Outra militante do Fórum Maranhense de Mulheres, a professora Rosana Bordalo, explicou que neste momento, integrantes do Coletivo de Mulheres com Deficiência já estarão aguardando para unirem-se ao movimento. “Na Praça nós teremos shows e novamente a manifestação de várias mulheres. Nosso movimento tem foco contra a violência e o feminicídio”, afirmou.
Ano passado, mas de 50 países aderiram à Greve Internacional, como Estados Unidos, Chile, Equador, Irlanda, Coreia do Sul, México, Peru e Itália. No Brasil, atividades relacionadas à greve internacional foram organizadas em 60 cidades, incluindo 22 capitais. A Greve Internacional das Mulheres também é chamada de Paro Internacional de Mujeres (PIM) e International Women's Strike (IWS).

