O cenário ainda é o mesmo: salas sem ventilação e sem condicionamento de ar, mofo, cupins, calor excessivo, armários enferrujados e até ratos invadindo os depósitos que guardam materiais de consumo e limpeza utilizados em todos os órgãos do Tribunal de Justiça do Maranhão. Isto foi o que constaram o presidente do Sindjus, Aníbal Lins, e o vice-presidente, Rivelino Alves, em visita ao setor de Arquivo e à Coordenação de Material e Patrimônio do Tribunal de Justiça, na manhã de hoje, 8 de julho.

 

O presidente e vice-presidente do Sindjus foram conversar com os servidores sobre suas precárias condições de trabalho, a concessão do adicional de insalubridade e, também, para ouvir reivindicações e sugestões para melhoria da qualidade de vida desses funcionários que são diariamente prejudicados pela insalubridade.  

 

Aníbal Lins e Rivelino Alves, acompanhados pelos servidores do Arquivo, visitaram as salas onde funcionam os arquivos corrente, financeiro e permanente do Tribunal de Justiça. Esses arquivos contem, entre outros documentos, pastas funcionais dos servidores, processos de juizados, documentos da folha de pagamento e do FERJ, autos cíveis (inventários, testamento, dossiês) autos criminais (habeas corpus, defloramento, homicídios), esses últimos datam do século XVIII.

 

Arquivo

 

No Arquivo, parte da equipe de 15 funcionários se dedica ao trabalho de identificação, organização e classificação de cerca de 40 mil documentos. Apesar do trabalho exaustivo, os servidores reclamam apenas das péssimas condições de trabalho. Nenhuma das salas dos arquivos tem ar condicionado ou qualquer outra ventilação. Para proteger os documentos do calor excessivo das salas, os funcionários improvisam folhas de papel pardo para cobrir as janelas de vidro na tentativa de impedir a entrada excessiva de luz.

 

Atualmente, os servidores do Arquivo utilizam como equipamentos de proteção individual: jalecos descartáveis, luvas de borracha e máscaras. Mas, de acordo com o médico perito do Estado, Antonio Calvet, que realizou uma perícia no setor em 2008, esses equipamentos não são ideais para proteger os funcionários de doenças. Além de denunciar esta situação, os servidores do Arquivo sugerem a contratação de arquivistas e historiadores, que são profissionais tecnicamente capacitados para trabalhar com a transcrição de documentos, pesquisa de fontes e dados, para ajudar os servidores na organização dos arquivos em geral.

 

Coordenação de Material e Patrimônio

 

Na Coordenação de Material e Patrimônio os problemas são parecidos. Os depósitos são apertados e as salas não têm ventilação adequada, fato que faz proliferar a presença de mofo no ambiente e compromete a conservação dos materiais e a saúde dos funcionários. Os servidores também reclamaram que os armários estão enferrujados e as paredes estão infestadas de cupins. Quando chove, há ainda outro problema: a água inunda as salas do setor administrativo da Coordenação de Material e Patrimônio.

 

Nos depósitos localizados na parte externa do prédio a situação é ainda mais precária. Botijões de gás são guardados junto a materiais inflamáveis como álcool e produtos de limpeza. No mesmo local, também são guardados papéis, copos plásticos, equipamentos elétricos e transformadores. Os funcionários que trabalham diretamente no local temem o risco de um incêndio. O acidente provocaria um desastre irreparável em toda estrutura do prédio e, principalmente, à vida dos funcionários.

 

Adicional de Insalubridade

 

Desde o dia 20 de maio corre o prazo de 60 dias estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça para que o Tribunal de Justiça termine as inspeções nos setores insalubres e conceda o adicional de insalubridade para os servidores. Porém, mesmo com o fim deste prazo há uma situação extraordinária no Conselho Nacional de Justiça que compromete a apreciação do cumprimento dessa determinação pelo TJMA.

 

 “Todas as atividades do CNJ estão paradas. A última sessão aconteceu no dia 09 de junho. Mas o Senado Federal ainda não ratificou os novos conselheiros que irão compor o Conselho Nacional de Justiça para o biênio 2009 a 2011. A previsão é que o Conselho volte a funcionar de forma normal somente em agosto, mas ainda não existe uma data certa para isso”, explicou o presidente do Sindjus, Aníbal Lins.

 

Depois de explicar a situação para os servidores, o presidente do Sindjus garantiu que vai falar sobre a situação da insalubridade na próxima sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, marcada para o próximo dia 15 de julho. Nessa sessão, o Pleno apreciará várias reivindicações dos servidores. “É a saúde de vocês que está em risco. Isto fere um direito fundamental de vocês: o direito à saúde e à vida. Além de ser um desrespeito à condição humana”, destacou o presidente.

 

 

*** A próxima edição do jornal impresso do Sindjus traz em seu suplemento especial todas as fotografias, informações e dados colhidos durante a visita da diretoria do Sindjus ao setor de Arquivo e a Coordenação de Material e Patrimônio. O suplemento especial também publicará um diagnóstico dos demais ambientes insalubres do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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O presidente e vice-presidente do Sindjus foram conversar com os servidores sobre suas precárias condições de trabalho, a concessão do adicional de insalubridade e, também, para ouvir reivindicações e sugestões para melhoria da qualidade de vida desses funcionários que são diariamente prejudicados pela insalubridade.  

 

Aníbal Lins e Rivelino Alves, acompanhados pelos servidores do Arquivo, visitaram as salas onde funcionam os arquivos corrente, financeiro e permanente do Tribunal de Justiça. Esses arquivos contem, entre outros documentos, pastas funcionais dos servidores, processos de juizados, documentos da folha de pagamento e do FERJ, autos cíveis (inventários, testamento, dossiês) autos criminais (habeas corpus, defloramento, homicídios), esses últimos datam do século XVIII.

 

Arquivo

 

No Arquivo, parte da equipe de 15 funcionários se dedica ao trabalho de identificação, organização e classificação de cerca de 40 mil documentos. Apesar do trabalho exaustivo, os servidores reclamam apenas das péssimas condições de trabalho. Nenhuma das salas dos arquivos tem ar condicionado ou qualquer outra ventilação. Para proteger os documentos do calor excessivo das salas, os funcionários improvisam folhas de papel pardo para cobrir as janelas de vidro na tentativa de impedir a entrada excessiva de luz.

 

Atualmente, os servidores do Arquivo utilizam como equipamentos de proteção individual: jalecos descartáveis, luvas de borracha e máscaras. Mas, de acordo com o médico perito do Estado, Antonio Calvet, que realizou uma perícia no setor em 2008, esses equipamentos não são ideais para proteger os funcionários de doenças. Além de denunciar esta situação, os servidores do Arquivo sugerem a contratação de arquivistas e historiadores, que são profissionais tecnicamente capacitados para trabalhar com a transcrição de documentos, pesquisa de fontes e dados, para ajudar os servidores na organização dos arquivos em geral.

 

Coordenação de Material e Patrimônio

 

Na Coordenação de Material e Patrimônio os problemas são parecidos. Os depósitos são apertados e as salas não têm ventilação adequada, fato que faz proliferar a presença de mofo no ambiente e compromete a conservação dos materiais e a saúde dos funcionários. Os servidores também reclamaram que os armários estão enferrujados e as paredes estão infestadas de cupins. Quando chove, há ainda outro problema: a água inunda as salas do setor administrativo da Coordenação de Material e Patrimônio.

 

Nos depósitos localizados na parte externa do prédio a situação é ainda mais precária. Botijões de gás são guardados junto a materiais inflamáveis como álcool e produtos de limpeza. No mesmo local, também são guardados papéis, copos plásticos, equipamentos elétricos e transformadores. Os funcionários que trabalham diretamente no local temem o risco de um incêndio. O acidente provocaria um desastre irreparável em toda estrutura do prédio e, principalmente, à vida dos funcionários.

 

Adicional de Insalubridade

 

Desde o dia 20 de maio corre o prazo de 60 dias estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça para que o Tribunal de Justiça termine as inspeções nos setores insalubres e conceda o adicional de insalubridade para os servidores. Porém, mesmo com o fim deste prazo há uma situação extraordinária no Conselho Nacional de Justiça que compromete a apreciação do cumprimento dessa determinação pelo TJMA.

 

 “Todas as atividades do CNJ estão paradas. A última sessão aconteceu no dia 09 de junho. Mas o Senado Federal ainda não ratificou os novos conselheiros que irão compor o Conselho Nacional de Justiça para o biênio 2009 a 2011. A previsão é que o Conselho volte a funcionar de forma normal somente em agosto, mas ainda não existe uma data certa para isso”, explicou o presidente do Sindjus, Aníbal Lins.

 

Depois de explicar a situação para os servidores, o presidente do Sindjus garantiu que vai falar sobre a situação da insalubridade na próxima sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, marcada para o próximo dia 15 de julho. Nessa sessão, o Pleno apreciará várias reivindicações dos servidores. “É a saúde de vocês que está em risco. Isto fere um direito fundamental de vocês: o direito à saúde e à vida. Além de ser um desrespeito à condição humana”, destacou o presidente.

 

 

*** A próxima edição do jornal impresso do Sindjus traz em seu suplemento especial todas as fotografias, informações e dados colhidos durante a visita da diretoria do Sindjus ao setor de Arquivo e a Coordenação de Material e Patrimônio. O suplemento especial também publicará um diagnóstico dos demais ambientes insalubres do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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Diretoria do Sindjus visita servidores prejudicados pela insalubridade

8/07/2009 | 00:00 - matéria visualizada 380 vezes

O cenário ainda é o mesmo: salas sem ventilação e sem condicionamento de ar, mofo, cupins, calor excessivo, armários enferrujados e até ratos invadindo os depósitos que guardam materiais de consumo e limpeza utilizados em todos os órgãos do Tribunal de Justiça do Maranhão. Isto foi o que constaram o presidente do Sindjus, Aníbal Lins, e o vice-presidente, Rivelino Alves, em visita ao setor de Arquivo e à Coordenação de Material e Patrimônio do Tribunal de Justiça, na manhã de hoje, 8 de julho.

 

O presidente e vice-presidente do Sindjus foram conversar com os servidores sobre suas precárias condições de trabalho, a concessão do adicional de insalubridade e, também, para ouvir reivindicações e sugestões para melhoria da qualidade de vida desses funcionários que são diariamente prejudicados pela insalubridade.  

 

Aníbal Lins e Rivelino Alves, acompanhados pelos servidores do Arquivo, visitaram as salas onde funcionam os arquivos corrente, financeiro e permanente do Tribunal de Justiça. Esses arquivos contem, entre outros documentos, pastas funcionais dos servidores, processos de juizados, documentos da folha de pagamento e do FERJ, autos cíveis (inventários, testamento, dossiês) autos criminais (habeas corpus, defloramento, homicídios), esses últimos datam do século XVIII.

 

Arquivo

 

No Arquivo, parte da equipe de 15 funcionários se dedica ao trabalho de identificação, organização e classificação de cerca de 40 mil documentos. Apesar do trabalho exaustivo, os servidores reclamam apenas das péssimas condições de trabalho. Nenhuma das salas dos arquivos tem ar condicionado ou qualquer outra ventilação. Para proteger os documentos do calor excessivo das salas, os funcionários improvisam folhas de papel pardo para cobrir as janelas de vidro na tentativa de impedir a entrada excessiva de luz.

 

Atualmente, os servidores do Arquivo utilizam como equipamentos de proteção individual: jalecos descartáveis, luvas de borracha e máscaras. Mas, de acordo com o médico perito do Estado, Antonio Calvet, que realizou uma perícia no setor em 2008, esses equipamentos não são ideais para proteger os funcionários de doenças. Além de denunciar esta situação, os servidores do Arquivo sugerem a contratação de arquivistas e historiadores, que são profissionais tecnicamente capacitados para trabalhar com a transcrição de documentos, pesquisa de fontes e dados, para ajudar os servidores na organização dos arquivos em geral.

 

Coordenação de Material e Patrimônio

 

Na Coordenação de Material e Patrimônio os problemas são parecidos. Os depósitos são apertados e as salas não têm ventilação adequada, fato que faz proliferar a presença de mofo no ambiente e compromete a conservação dos materiais e a saúde dos funcionários. Os servidores também reclamaram que os armários estão enferrujados e as paredes estão infestadas de cupins. Quando chove, há ainda outro problema: a água inunda as salas do setor administrativo da Coordenação de Material e Patrimônio.

 

Nos depósitos localizados na parte externa do prédio a situação é ainda mais precária. Botijões de gás são guardados junto a materiais inflamáveis como álcool e produtos de limpeza. No mesmo local, também são guardados papéis, copos plásticos, equipamentos elétricos e transformadores. Os funcionários que trabalham diretamente no local temem o risco de um incêndio. O acidente provocaria um desastre irreparável em toda estrutura do prédio e, principalmente, à vida dos funcionários.

 

Adicional de Insalubridade

 

Desde o dia 20 de maio corre o prazo de 60 dias estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça para que o Tribunal de Justiça termine as inspeções nos setores insalubres e conceda o adicional de insalubridade para os servidores. Porém, mesmo com o fim deste prazo há uma situação extraordinária no Conselho Nacional de Justiça que compromete a apreciação do cumprimento dessa determinação pelo TJMA.

 

 “Todas as atividades do CNJ estão paradas. A última sessão aconteceu no dia 09 de junho. Mas o Senado Federal ainda não ratificou os novos conselheiros que irão compor o Conselho Nacional de Justiça para o biênio 2009 a 2011. A previsão é que o Conselho volte a funcionar de forma normal somente em agosto, mas ainda não existe uma data certa para isso”, explicou o presidente do Sindjus, Aníbal Lins.

 

Depois de explicar a situação para os servidores, o presidente do Sindjus garantiu que vai falar sobre a situação da insalubridade na próxima sessão do Pleno do Tribunal de Justiça, marcada para o próximo dia 15 de julho. Nessa sessão, o Pleno apreciará várias reivindicações dos servidores. “É a saúde de vocês que está em risco. Isto fere um direito fundamental de vocês: o direito à saúde e à vida. Além de ser um desrespeito à condição humana”, destacou o presidente.

 

 

*** A próxima edição do jornal impresso do Sindjus traz em seu suplemento especial todas as fotografias, informações e dados colhidos durante a visita da diretoria do Sindjus ao setor de Arquivo e a Coordenação de Material e Patrimônio. O suplemento especial também publicará um diagnóstico dos demais ambientes insalubres do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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