Sindjus pede nova audiência ao Corregedor Jamil Gedeon
10/08/2009 | 00:00 - matéria visualizada 248 vezesApesar de ter sido proposta pelo Corregedor Jamil Gedeon Neto e discutida na sessão do Pleno Administrativo, que se realizou na última quarta-feira, 5, a incorporação dos 11,98% não está garantida para todos os servidores do Tribunal de Justiça. A proposta foi retirada de pauta pelo presidente Raimundo Freire Cutrim para análise e emissão de pareceres da assessoria técnica.
Os 11,98% não fazem parte da pauta da greve dos servidores do TJMA, ora em andamento em todo estado do Maranhão. Porém, por unanimidade, a classe decidiu apoiar a proposta do corregedor Jamil Gedeon Neto e solicitar ao presidente Raimundo Cutrim que aprove a medida, que beneficiaria todos os servidores do Judiciário Estadual.
Os servidores do TJMA continuam em greve pela mudança de escolaridade dos auxiliares judiciários, sem alteração da tabela de vencimentos, e pelo realinhamento dos vencimentos dos oficiais de justiça, comissários e técnicos judiciários. O pagamento dos adicionais de insalubridade também consta da pauta da greve dos trabalhadores da Justiça. Quanto ao reconhecimento da jornada de trabalho de 30 horas semanais para os motoristas efetivos, esta reivindicação foi atendida pelo presidente Raimundo Freire Cutrim no terceiro dia da paralisação.
A audiência solicitada pelo Sindjus ao Corregedor Jamil Gedeon Neto visa também buscar canais adicionais de negociação para uma solução rápida, tranqüila e satisfatória para a greve dos trabalhadores do TJMA, que, hoje, entra no seu 6º dia. Quanto aos demais pontos da pauta de reivindicações, os trabalhadores decidiram em assembléia geral deixar para encaminhá-los por outras vias, inclusive através de pedidos de providências ao Conselho Nacional de Justiça.
PROGRAMAÇÃO – Além de tentar a audiência com o corregedor Jamil Gedeon Neto, uma comissão de militantes do Sindjus visitará, nesta segunda-feira, as diversas unidades administrativas e Juizados Especiais de São Luis, visando ampliar o grau de adesão dos trabalhadores da capital ao movimento. Um segundo grupo estará concentrado na porta do Fórum do Calhau, de onde, às 09:30 horas, seguirá até o Tribunal de Justiça.
Após o almoço, que será servido na Praça Pedro II aos manifestantes, os servidores realizarão uma nova assembléia geral extraordinária para avaliação do movimento, da evolução das negociações e para decidir os novos rumos da paralisação. “A participação de todos é fundamental para o êxito de nossa luta”, disse Anibal Lins, presidente do Sindjus.

