Imperatriz lidera com entusiamo e unidade greve no sul do Maranhão
22/08/2009 | 00:00 - matéria visualizada 282 vezesDepois de 17 dias de paralisação, o ânimo dos grevistas na comarca de Imperatriz só tem aumentado. Todos os dias os servidores daquela comarca, ou vindos de fóruns de comarcas vizinhas,-se concentram em frente ao Fórum "Ministro Henrique de La Roque", movidos pela fé na vitória.
Nem mesmo o anunciado corte do ponto dos grevistas, ato abusivo da administração do Tribunal de Justiça, conseguiu abater a alegria e disposição visível de luta dessa gente. Com criatividade e participação de todos, os servidores realizaram várias atividades nesses últimoas dias, dentre os quais um café da manhã e um almoço coletivo no restaurante popular da cidade, como formas de estreitar ainda mais os laços de integração e solidaridade entre os os servidores.
A adesão massiva dos servidores do Fórum de Justiça da segunda maior cidade do Maranhão tem chamado a atenção da população local e da imprensa, que faz a cobertura diária de todos os eventos promovidos por esses incansáveis guerreiros e guerreiras.
"Todas as emissoras de televisão e rádio já nos entrevistaram, inclusive ao vivo para todas as comarcas do sul do estado. A direção local da Ordem dos Advogados do Brasil já manifestou sua solidariedade ao nosso movimento e se comprometeu a pedir ao presidente estadual da OAB, José Caldas Goes, para que pressione o presidente Raimundo Cutrim a cumprir suas promessas de mudança da escolaridade dos auxiliares judiciários e do realinhamento dos oficiais de justiça, comissários e técnicos. Sem isso, ou pelo menos diante de uma alternativa razoável, ninguém daqui está disposto a desistir da greve", avisa Rivelino Pereira, vice-presidente do SINDJUS e oficial de justiça da comarca de Imperatriz.
Na próxima terça-feira, 25, uma caravana de servidores de Imperatriz e de outras comarcas da região tocantina deverá retornar a São Luis para participar da assembléia geral extraordinária, que vai avaliar o movimento e decidir pela continuidade, ou não, da greve.
"Se for para suspender a greve sem ganho algum, ou em troca de meras promessas, seria melhor nem termos começado tudo isso. Temos que continuar firmes e garantir o atendimento de nossas reivindicações. Só de pensar, tenho vergonha que possa haver na assembléia geral quem defenda o fim da greve, caso o Tribunal de Justiça continue querendo nos enrolar com falsas promessas. Portanto, coragem, minha gente. Mirem-se no exemplo dos servidores das comarcas do interior", completa a técnica judiciária Railene Cardim.

