Reunidas em Brasília na sede da FENAJUD, nesta terça-feira,  6, entidades representativas dos trabalhadores do Judiciário reafirmaram a deliberação para que no dia 21 de Outubro todas as unidades da federação paralisem suas atividades em protesto contra a Resolução nº 88 do CNJ que determinou aos Tribunais de Justiças a majoração da jornada de trabalho de 6 para 8 horas diárias, apesar da maioria absoluta dos estados já ter garantida por lei jornada de 30 horas semanais.

Nesse dia 21 de outubro, eleito como o DIA NACIONAL DE LUTA DO JUDICIÁRIO, todos os trabalhadores do Judiciário estarão interrompendo suas atividades e as entidades promoverão atos públicos com sua categoria em seus respectivos estados. Paralelo a isso, representações sindicais estarão participando de ato político em Brasília. Além da FENAJUD e das entidades estaduais, a FENAJUFE – Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal e Ministério Público da União - também participará do ato em Brasília.

Carga horária

 As entidades representativas entendem que o jurisdicionado merece atendimento amplo e irrestrito. Por isso defendem 12 horas de atendimento ao público em dois turnos de 6 horas ininterruptas, garantindo a prestação jurisdicional à população sem prejuízo dos direitos já conquistados pela classe trabalhadora.

Todos os estudos demonstram benefícios com a redução da jornada de trabalho ininterrupta, que aumenta a concentração, amplia o tempo para qualificação dos servidores que, consequentemente se reverte em qualidade do serviço prestado à população, além de evitar afastamento e doenças provenientes de atividades repetitivas (LER/DORT).

Ressalte-se que a jornada de trabalho menor de 8 horas (fixada como jornada máxima pela Constituição Federal) já é praticada em outras categorias como dos jornalistas (5 horas), bancários, médicos, operadores de telemarketing, digitadores, enfermeiros, etc. (6 horas). Logo, não há que se falar em imoralidade e “cinismo” dos servidores do Poder Judiciário como apregoou recente editorial do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas, sim, adequar a carga horária à função exercida.

No âmbito do Judiciário, por exemplo, o TRT/RS se viu obrigado a reduzir de 8 para 6 horas, após o aumento da jornada e a consequente queda na produtividade. Em muitos estados da federação a justiça especializada trabalhista também por ato administrativo mantém a carga horária de 6 horas para seus trabalhadores.

Horas extras

Ao contrário do que a mídia tem propalado e o Conselheiro Relator da resolução do CNJ, Ministro Ives Gandra Filho, registrou, levantamento preliminar da FENAJUD junto aos sindicatos nos estados, demonstrou que somente 7 estados prevêem o pagamento de hora extra e mesmo assim de forma restrita. Por isso não há fundamento na alegação de que os servidores estariam na defesa intransigente de privilégios e na defesa das horas extras.

Acrescente-se que o pagamento da hora extra é um direito do trabalhador, mas na prática a sua maioria absoluta não a recebe. No Judiciário, a hora extra só se aplica em casos excepcionais. Os abusos é que devem ser objeto de controle do CNJ e das corregedorias gerais de justiça respectivas, e não objeto de generalizações descabidas a denegrir a imagem dos trabalhadores.

Por fim, os trabalhadores do Judiciário Nacional reafirmam a necessidade de tornar-se o Judiciário mais próximo do cidadão, atendendo-o com agilidade, eficiência e eficácia. O cumprimento de metas deve ser prioridade para todos os integrantes do Judiciário, e não apenas como carga de responsabilidade tão somente dos trabalhadores. Os servidores já  cumprem com zelo o seu papel, sendo a função precípua do Estado-Juiz a prestação jurisdicional por meio da sentença judicial que põe fim à lide.

O Sindjus foi representado por seu presidente, Anibal Lins, na reunião plenária realizada nesta terça-feira, em Brasília, na sede da FENAJUD. O engajamento dos servidores da Justiça maranhense na mobilização nacional da categoria em defesa da jornada de trabalho de trinta horas semanais é um dos temas da assembléia geral do próximo sábado, 10, a partir das 10 horas, no auditório do Hotel Dunas do Araçagy, em São Luis.

" /> Reunidas em Brasília na sede da FENAJUD, nesta terça-feira,  6, entidades representativas dos trabalhadores do Judiciário reafirmaram a deliberação para que no dia 21 de Outubro todas as unidades da federação paralisem suas atividades em protesto contra a Resolução nº 88 do CNJ que determinou aos Tribunais de Justiças a majoração da jornada de trabalho de 6 para 8 horas diárias, apesar da maioria absoluta dos estados já ter garantida por lei jornada de 30 horas semanais.

Nesse dia 21 de outubro, eleito como o DIA NACIONAL DE LUTA DO JUDICIÁRIO, todos os trabalhadores do Judiciário estarão interrompendo suas atividades e as entidades promoverão atos públicos com sua categoria em seus respectivos estados. Paralelo a isso, representações sindicais estarão participando de ato político em Brasília. Além da FENAJUD e das entidades estaduais, a FENAJUFE – Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal e Ministério Público da União - também participará do ato em Brasília.

Carga horária

 As entidades representativas entendem que o jurisdicionado merece atendimento amplo e irrestrito. Por isso defendem 12 horas de atendimento ao público em dois turnos de 6 horas ininterruptas, garantindo a prestação jurisdicional à população sem prejuízo dos direitos já conquistados pela classe trabalhadora.

Todos os estudos demonstram benefícios com a redução da jornada de trabalho ininterrupta, que aumenta a concentração, amplia o tempo para qualificação dos servidores que, consequentemente se reverte em qualidade do serviço prestado à população, além de evitar afastamento e doenças provenientes de atividades repetitivas (LER/DORT).

Ressalte-se que a jornada de trabalho menor de 8 horas (fixada como jornada máxima pela Constituição Federal) já é praticada em outras categorias como dos jornalistas (5 horas), bancários, médicos, operadores de telemarketing, digitadores, enfermeiros, etc. (6 horas). Logo, não há que se falar em imoralidade e “cinismo” dos servidores do Poder Judiciário como apregoou recente editorial do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas, sim, adequar a carga horária à função exercida.

No âmbito do Judiciário, por exemplo, o TRT/RS se viu obrigado a reduzir de 8 para 6 horas, após o aumento da jornada e a consequente queda na produtividade. Em muitos estados da federação a justiça especializada trabalhista também por ato administrativo mantém a carga horária de 6 horas para seus trabalhadores.

Horas extras

Ao contrário do que a mídia tem propalado e o Conselheiro Relator da resolução do CNJ, Ministro Ives Gandra Filho, registrou, levantamento preliminar da FENAJUD junto aos sindicatos nos estados, demonstrou que somente 7 estados prevêem o pagamento de hora extra e mesmo assim de forma restrita. Por isso não há fundamento na alegação de que os servidores estariam na defesa intransigente de privilégios e na defesa das horas extras.

Acrescente-se que o pagamento da hora extra é um direito do trabalhador, mas na prática a sua maioria absoluta não a recebe. No Judiciário, a hora extra só se aplica em casos excepcionais. Os abusos é que devem ser objeto de controle do CNJ e das corregedorias gerais de justiça respectivas, e não objeto de generalizações descabidas a denegrir a imagem dos trabalhadores.

Por fim, os trabalhadores do Judiciário Nacional reafirmam a necessidade de tornar-se o Judiciário mais próximo do cidadão, atendendo-o com agilidade, eficiência e eficácia. O cumprimento de metas deve ser prioridade para todos os integrantes do Judiciário, e não apenas como carga de responsabilidade tão somente dos trabalhadores. Os servidores já  cumprem com zelo o seu papel, sendo a função precípua do Estado-Juiz a prestação jurisdicional por meio da sentença judicial que põe fim à lide.

O Sindjus foi representado por seu presidente, Anibal Lins, na reunião plenária realizada nesta terça-feira, em Brasília, na sede da FENAJUD. O engajamento dos servidores da Justiça maranhense na mobilização nacional da categoria em defesa da jornada de trabalho de trinta horas semanais é um dos temas da assembléia geral do próximo sábado, 10, a partir das 10 horas, no auditório do Hotel Dunas do Araçagy, em São Luis.

">

Sindicatos confirmam paralisação no dia 21 em defesa das 6 horas

6/10/2009 | 00:00 - matéria visualizada 215 vezes

Reunidas em Brasília na sede da FENAJUD, nesta terça-feira,  6, entidades representativas dos trabalhadores do Judiciário reafirmaram a deliberação para que no dia 21 de Outubro todas as unidades da federação paralisem suas atividades em protesto contra a Resolução nº 88 do CNJ que determinou aos Tribunais de Justiças a majoração da jornada de trabalho de 6 para 8 horas diárias, apesar da maioria absoluta dos estados já ter garantida por lei jornada de 30 horas semanais.

Nesse dia 21 de outubro, eleito como o DIA NACIONAL DE LUTA DO JUDICIÁRIO, todos os trabalhadores do Judiciário estarão interrompendo suas atividades e as entidades promoverão atos públicos com sua categoria em seus respectivos estados. Paralelo a isso, representações sindicais estarão participando de ato político em Brasília. Além da FENAJUD e das entidades estaduais, a FENAJUFE – Federação Nacional dos Trabalhadores da Justiça Federal e Ministério Público da União - também participará do ato em Brasília.

Carga horária

 As entidades representativas entendem que o jurisdicionado merece atendimento amplo e irrestrito. Por isso defendem 12 horas de atendimento ao público em dois turnos de 6 horas ininterruptas, garantindo a prestação jurisdicional à população sem prejuízo dos direitos já conquistados pela classe trabalhadora.

Todos os estudos demonstram benefícios com a redução da jornada de trabalho ininterrupta, que aumenta a concentração, amplia o tempo para qualificação dos servidores que, consequentemente se reverte em qualidade do serviço prestado à população, além de evitar afastamento e doenças provenientes de atividades repetitivas (LER/DORT).

Ressalte-se que a jornada de trabalho menor de 8 horas (fixada como jornada máxima pela Constituição Federal) já é praticada em outras categorias como dos jornalistas (5 horas), bancários, médicos, operadores de telemarketing, digitadores, enfermeiros, etc. (6 horas). Logo, não há que se falar em imoralidade e “cinismo” dos servidores do Poder Judiciário como apregoou recente editorial do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas, sim, adequar a carga horária à função exercida.

No âmbito do Judiciário, por exemplo, o TRT/RS se viu obrigado a reduzir de 8 para 6 horas, após o aumento da jornada e a consequente queda na produtividade. Em muitos estados da federação a justiça especializada trabalhista também por ato administrativo mantém a carga horária de 6 horas para seus trabalhadores.

Horas extras

Ao contrário do que a mídia tem propalado e o Conselheiro Relator da resolução do CNJ, Ministro Ives Gandra Filho, registrou, levantamento preliminar da FENAJUD junto aos sindicatos nos estados, demonstrou que somente 7 estados prevêem o pagamento de hora extra e mesmo assim de forma restrita. Por isso não há fundamento na alegação de que os servidores estariam na defesa intransigente de privilégios e na defesa das horas extras.

Acrescente-se que o pagamento da hora extra é um direito do trabalhador, mas na prática a sua maioria absoluta não a recebe. No Judiciário, a hora extra só se aplica em casos excepcionais. Os abusos é que devem ser objeto de controle do CNJ e das corregedorias gerais de justiça respectivas, e não objeto de generalizações descabidas a denegrir a imagem dos trabalhadores.

Por fim, os trabalhadores do Judiciário Nacional reafirmam a necessidade de tornar-se o Judiciário mais próximo do cidadão, atendendo-o com agilidade, eficiência e eficácia. O cumprimento de metas deve ser prioridade para todos os integrantes do Judiciário, e não apenas como carga de responsabilidade tão somente dos trabalhadores. Os servidores já  cumprem com zelo o seu papel, sendo a função precípua do Estado-Juiz a prestação jurisdicional por meio da sentença judicial que põe fim à lide.

O Sindjus foi representado por seu presidente, Anibal Lins, na reunião plenária realizada nesta terça-feira, em Brasília, na sede da FENAJUD. O engajamento dos servidores da Justiça maranhense na mobilização nacional da categoria em defesa da jornada de trabalho de trinta horas semanais é um dos temas da assembléia geral do próximo sábado, 10, a partir das 10 horas, no auditório do Hotel Dunas do Araçagy, em São Luis.

Ícone de ImpressãoVersão para Impressão