Servidores de Timon ratificam apoio à luta contra aumento da jornada sem aumento dos salários
19/01/2010 | 00:00 - matéria visualizada 349 vezesNesta terça-feira, 19, Anibal Lins e Rivelino Pereira, respectivamente, presidente e vice-presidente do Sindjus, acompanhados pelo vice-presidente do Sindjud-PE, Murilo Noronha, estiveram reunidos coms servidores do Fórum da comarca de Timon, onde discutiram temas como a Resolução 88 do CNJ, que extinguiu a jornada de trabalho de seis horas nos tribunais brasileiros, a correção do valor do auxílio alimentação e do auxílio saúde previstos no planejamento estratégico do TJ do Maranhão, entre outros assuntos de interesse da classe. O encontro reuniu comissários, oficiais de justiça, analistas, técnicos, auxiliares judiciários.
Anibal Lins abriu o encontro, fazendo um resumo da luta dos sindicatos do Maranhào e de outros estados contra a Resoluçao 88 do CNJ, ressaltando o exemplo do Tribunal de Justiça do Mato Grosso que corrigiu os salários dos servidores em 33% junto com a alteração da jornada de trabalho para 7 horas corridas e a postura do Sindjus do Maranhão de se contrapor a qualquer tentativa da administração local não fazer o mesmo. Além disso, ratificou um convite aos presentes para que participem da assembléia geral ordinária anual de prestação de contas, referente ao exercício de 2009,e de planejamento das açoes do sindicato para 2010, que contará com a participação de um especialista do DIEESE, que apresentará um relatório pormenorizado sobre a situação financeira e orçamentária do TJMA.
O sindicalista Murilo Noronha fez um breve relato da experiência dos servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco, onde a administraçao tentou aumentar a jornada de trabalho da categoria, sem aumento proporcional dos salários. Contudo esse intento da presidência do TJ-PE fracassou, em razão da firme resistência do Sindjus-PE, que contou ainda com o apoio da maioria dos desembargadores daquele estado, que votaram no Pleno Administrativo pela rejeição da proposta do fim da jornada de seis horas diárias.
O vice-presidente do Sindjus, Rivelino Pereira, informou só ter participado de uma das reuniões com o presidente Jamil Gedeon Neto. Mas que saiu desse encontro com a impressão de que a administração está determinada a aumentar a jornada de trabalho. “Por isso é importante que os servidores não se acomodem. No Piauí, por exemplo, os servidores não reagiram e a jornada foi alterada, desde outubro passado, de seis para sete horas diárias de trabalho sem qualquer correção salarial. Hoje, nossos colegas piauienses sentem-se muito incomodados com essa situação. Nós precisamos fazer diferente e seguir o exemplo da Bahia, de Pernambuco, de Minas Gerais, de Alagoas, do Mato Grosso, e reagir enquanto há tempo para evitar o pior”, afirmou.
Para o analista judiciário Luiz Toscani, “o sindicato está no rumo certo se antecipando às manobras da administração quanto à alteração da jornada de trabalho e questionando, com o acompanhamento do DIEESE, os números possivelmente maquiados do orçamento do Tribunal de Justiça”. Já o técnico judiciário David Liart confirmou sua presença na assembléia geral do dia 30, com uma delegação da comarca de Timon. “Podem contar com nossa presença mais uma vez, pois precisamos ficar alertas contra qualquer manobra da administração visando alterar a jornada de trabalho que seja prejudicial aos servidores”, declarou.
COLONIA DE FÉRIAS - Ao final do encontro, que lotou o auditório do Fórum de Timon, Anibal Lins anunciou que, em 2010, além das lutas reivindicatórias, a diretoria do sindicato pretende dar início à construção de uma Colônia de Férias para os associados. “Nós recebemos uma proposta de permuta do terreno que o sindicato tem no bairro da Maiobinha, em São Luís, por outro na Praia de Panaquatira, ao lado de um Pesque-Pague. “É uma proposta muito vantajosa, mas que estamos avaliando com cautela. Se o negócio for fechado, beneficiará principalmente aqueles associados das comarcas do interior que queiram passar férias com suas famílias num ambiente tranquilo, onde poderemos construir chalés e áreas de uso comum para os hóspedes praticarem esportes”, concuiu o sindicalista.

