Em entrevista concedida ao jornal O Estado do Maranhão no último domingo, 24, o presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon falou sobre as medidas tomadas pela atual administração durante o primeiro mês do seu mandato, comentou temas polêmicos como a alteração da jornada de trabalho dos servidores e destacou a importância do planejamento estratégico do Tribunal de Justiça do Maranhão aprovado em dezembro de 2009. 

Agilidade, transparência e compromisso foram as palavras usadas pelo desembargador para simbolizar o judiciário maranhense durante sua passagem pela presidência. Um dado que chama a atenção na entrevista é a afirmação de que menos de 15% dos cargos comissionados do Tribunal de Justiça são ocupados por servidores não efetivos. Pois, apesar de ser garantida a destinação de 35% dos cargos comissionados para servidores efetivos, de ser recomendada pela Corregedoria do CNJ e determinada pela Resolução 88 a cota de 50% dos cargos comissionados para servidores efetivos este é ainda um espaço de difícil acesso para o servidor. 

Desde o dia 15 de dezembro de 2009, por exemplo, dezenas de servidores aguardam uma resposta formal do presidente Jamil Gedeon sobre a indicação de servidores efetivos para os cargos de coordenador do Setor Médico e coordenador do Núcleo de Atividades Especiais do Tribunal de Justiça. Os servidores elaboraram listas tríplices com a indicação dos servidores efetivos, capacitados e experientes para ocupar as coordenações e encaminharam para avaliação do presidente.  Mas, até o momento, o desembargador ainda não se pronunciou formalmente a respeito das indicações. Na última audiência do presidente com o Sindjus, a diretoria do sindicato mais uma vez pediu para o presidente uma resposta sobre as indicações e o presidente respondeu apenas que não vai abrir mão do direito de escolher os membros de sua assessoria.

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, concorda que o presidente Jamil Gedeon tem o direito de escolher os nomes para ocupar os cargos de livre nomeação para sua assessoria. Mas defende que, dentro do percentual destinado aos servidores efetivos, o presidente Jamil Gedeon observe a adoção dos procedimentos sugeridos pelo Sindjus para o preenchimento dos cargos: indicação por listas tríplices, análise curricular ou seletivo interno. Esses procedimentos foram sugeridos pelo sindicato durante as reuniões do planejamento estratégico.

Para o servidor Fernando Reis, analista judiciário e um dos indicados para a coordenação do Núcleo de Atividades Especiais, a escolha de servidores não efetivos para os cargos de chefia pode comprometer as ações do planejamento estratégico. “Na minha opinião, a nomeação de servidores temporários para ocupação dos cargos de chefia pode vir a comprometer a continuidade das ações do planejamento estratégico elaborado para os próximos 5 anos”, disse o servidor.

A preocupação da diretoria do Sindjus com essa situação diz respeito também aos problemas enfrentados pelos servidores quando submetidos a chefias despreparadas. O desrespeito aos percentuais destinados aos servidores efetivos e a grande quantidade de funcionários não efetivos ocupando os cargos de chefia resultam na formação de chefes assediadores e despreparados que hoje ocupam boa parte dos cargos comissionados de chefia e assessoramento do TJMA. Chefes despreparados causam problemas de ordem estrutural, organizacional e até mesmo psicológica para os servidores que vivenciam situações de humilhação e assédio moral. Como é o caso dos servidores do setor médico do TJMA que, por diversas vezes, já denunciaram o problema.

A diretoria do Sindjus espera que o novo presidente do TJMA Jamil Gedeon dê mais atenção a essas situações, leve em consideração a iniciativa dos servidores para que a agilidade, a transparência e o compromisso sejam realmente palavras de ordem na sua passagem pela presidência.

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Agilidade, transparência e compromisso foram as palavras usadas pelo desembargador para simbolizar o judiciário maranhense durante sua passagem pela presidência. Um dado que chama a atenção na entrevista é a afirmação de que menos de 15% dos cargos comissionados do Tribunal de Justiça são ocupados por servidores não efetivos. Pois, apesar de ser garantida a destinação de 35% dos cargos comissionados para servidores efetivos, de ser recomendada pela Corregedoria do CNJ e determinada pela Resolução 88 a cota de 50% dos cargos comissionados para servidores efetivos este é ainda um espaço de difícil acesso para o servidor. 

Desde o dia 15 de dezembro de 2009, por exemplo, dezenas de servidores aguardam uma resposta formal do presidente Jamil Gedeon sobre a indicação de servidores efetivos para os cargos de coordenador do Setor Médico e coordenador do Núcleo de Atividades Especiais do Tribunal de Justiça. Os servidores elaboraram listas tríplices com a indicação dos servidores efetivos, capacitados e experientes para ocupar as coordenações e encaminharam para avaliação do presidente.  Mas, até o momento, o desembargador ainda não se pronunciou formalmente a respeito das indicações. Na última audiência do presidente com o Sindjus, a diretoria do sindicato mais uma vez pediu para o presidente uma resposta sobre as indicações e o presidente respondeu apenas que não vai abrir mão do direito de escolher os membros de sua assessoria.

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, concorda que o presidente Jamil Gedeon tem o direito de escolher os nomes para ocupar os cargos de livre nomeação para sua assessoria. Mas defende que, dentro do percentual destinado aos servidores efetivos, o presidente Jamil Gedeon observe a adoção dos procedimentos sugeridos pelo Sindjus para o preenchimento dos cargos: indicação por listas tríplices, análise curricular ou seletivo interno. Esses procedimentos foram sugeridos pelo sindicato durante as reuniões do planejamento estratégico.

Para o servidor Fernando Reis, analista judiciário e um dos indicados para a coordenação do Núcleo de Atividades Especiais, a escolha de servidores não efetivos para os cargos de chefia pode comprometer as ações do planejamento estratégico. “Na minha opinião, a nomeação de servidores temporários para ocupação dos cargos de chefia pode vir a comprometer a continuidade das ações do planejamento estratégico elaborado para os próximos 5 anos”, disse o servidor.

A preocupação da diretoria do Sindjus com essa situação diz respeito também aos problemas enfrentados pelos servidores quando submetidos a chefias despreparadas. O desrespeito aos percentuais destinados aos servidores efetivos e a grande quantidade de funcionários não efetivos ocupando os cargos de chefia resultam na formação de chefes assediadores e despreparados que hoje ocupam boa parte dos cargos comissionados de chefia e assessoramento do TJMA. Chefes despreparados causam problemas de ordem estrutural, organizacional e até mesmo psicológica para os servidores que vivenciam situações de humilhação e assédio moral. Como é o caso dos servidores do setor médico do TJMA que, por diversas vezes, já denunciaram o problema.

A diretoria do Sindjus espera que o novo presidente do TJMA Jamil Gedeon dê mais atenção a essas situações, leve em consideração a iniciativa dos servidores para que a agilidade, a transparência e o compromisso sejam realmente palavras de ordem na sua passagem pela presidência.

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Listas tríplices: servidores esperam resposta formal de Jamil Gedeon

25/01/2010 | 00:00 - matéria visualizada 374 vezes

Em entrevista concedida ao jornal O Estado do Maranhão no último domingo, 24, o presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon falou sobre as medidas tomadas pela atual administração durante o primeiro mês do seu mandato, comentou temas polêmicos como a alteração da jornada de trabalho dos servidores e destacou a importância do planejamento estratégico do Tribunal de Justiça do Maranhão aprovado em dezembro de 2009. 

Agilidade, transparência e compromisso foram as palavras usadas pelo desembargador para simbolizar o judiciário maranhense durante sua passagem pela presidência. Um dado que chama a atenção na entrevista é a afirmação de que menos de 15% dos cargos comissionados do Tribunal de Justiça são ocupados por servidores não efetivos. Pois, apesar de ser garantida a destinação de 35% dos cargos comissionados para servidores efetivos, de ser recomendada pela Corregedoria do CNJ e determinada pela Resolução 88 a cota de 50% dos cargos comissionados para servidores efetivos este é ainda um espaço de difícil acesso para o servidor. 

Desde o dia 15 de dezembro de 2009, por exemplo, dezenas de servidores aguardam uma resposta formal do presidente Jamil Gedeon sobre a indicação de servidores efetivos para os cargos de coordenador do Setor Médico e coordenador do Núcleo de Atividades Especiais do Tribunal de Justiça. Os servidores elaboraram listas tríplices com a indicação dos servidores efetivos, capacitados e experientes para ocupar as coordenações e encaminharam para avaliação do presidente.  Mas, até o momento, o desembargador ainda não se pronunciou formalmente a respeito das indicações. Na última audiência do presidente com o Sindjus, a diretoria do sindicato mais uma vez pediu para o presidente uma resposta sobre as indicações e o presidente respondeu apenas que não vai abrir mão do direito de escolher os membros de sua assessoria.

O presidente do Sindjus, Aníbal Lins, concorda que o presidente Jamil Gedeon tem o direito de escolher os nomes para ocupar os cargos de livre nomeação para sua assessoria. Mas defende que, dentro do percentual destinado aos servidores efetivos, o presidente Jamil Gedeon observe a adoção dos procedimentos sugeridos pelo Sindjus para o preenchimento dos cargos: indicação por listas tríplices, análise curricular ou seletivo interno. Esses procedimentos foram sugeridos pelo sindicato durante as reuniões do planejamento estratégico.

Para o servidor Fernando Reis, analista judiciário e um dos indicados para a coordenação do Núcleo de Atividades Especiais, a escolha de servidores não efetivos para os cargos de chefia pode comprometer as ações do planejamento estratégico. “Na minha opinião, a nomeação de servidores temporários para ocupação dos cargos de chefia pode vir a comprometer a continuidade das ações do planejamento estratégico elaborado para os próximos 5 anos”, disse o servidor.

A preocupação da diretoria do Sindjus com essa situação diz respeito também aos problemas enfrentados pelos servidores quando submetidos a chefias despreparadas. O desrespeito aos percentuais destinados aos servidores efetivos e a grande quantidade de funcionários não efetivos ocupando os cargos de chefia resultam na formação de chefes assediadores e despreparados que hoje ocupam boa parte dos cargos comissionados de chefia e assessoramento do TJMA. Chefes despreparados causam problemas de ordem estrutural, organizacional e até mesmo psicológica para os servidores que vivenciam situações de humilhação e assédio moral. Como é o caso dos servidores do setor médico do TJMA que, por diversas vezes, já denunciaram o problema.

A diretoria do Sindjus espera que o novo presidente do TJMA Jamil Gedeon dê mais atenção a essas situações, leve em consideração a iniciativa dos servidores para que a agilidade, a transparência e o compromisso sejam realmente palavras de ordem na sua passagem pela presidência.

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