Pelo menos 38 municípios de Mato Grosso do Sul estão mobilizados para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quinta-feira (11). Eles anunciaram o movimento após elaboração pelo TJ/MS de projeto que aumenta a carga horária sem prever contraprestação salarial, e que deve ser votado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nos próximos dias. O apoio das comarcas do Estado foi definido em assembleia extraordinária de trabalhadores realizada na última sexta-feira (5) em vários municípios de MS.

 

Na segunda-feira passada, o SINDJUS-MS publicou comunicado oficial à sociedade e às autoridades públicas em geral, informando do início da greve na próxima quinta-feira e dando cumprimento assim às exigências da legislação. O Tribunal de Justiça também já foi oficiado da decisão da categoria em deflagrar o movimento paredista, apesar da disposição do sindicato em se manter aberto às negociações e a um acordo que permita a superação do impasses entre a administração e os trabalhadores.

 

Entenda o movimento – No dia 8 de setembro de 2009, o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução 88, para os Tribunais de Justiça de todo o País elaborarem e encaminharem às assembléias projeto de lei contendo suas determinações. Além de uma série de definições, como a mudança no percentual de cargos comissionados, o CNJ aumentou a carga horária dos trabalhadores do Judiciário para oito horas diárias, 40 semanais, podendo ser 7h ininterruptas. Foi dado prazo de 90 dias para os tribunais se adequarem.

 

No dia 13 de janeiro deste ano, o TJ/MS elaborou projeto seguindo a Resolução 88, mas não permitiu a participação da categoria. Quando conseguiu acesso ao projeto, o Sindijus-MS constatou que ele não previa contraprestação salarial aos trabalhadores correspondente ao aumento de jornada. Na sua justificativa, o desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins, presidente do TJ/MS, alegou que os valores não eram mencionados porque não havia ônus para o Tribunal. Coube apenas aos trabalhadores pagar essa conta, o que ninguém aceitou.

 

Os representantes dos trabalhadores solicitaram uma audiência para esclarecer a questão, mas não foram atendidos pelo presidente. Agora, o projeto está a alguns dias da votação na assembleia, segundo apurado pelos dirigentes sindicais. Se passar dessa forma, 3.500 trabalhadores do Judiciário terão que trabalhar duas horas a mais gratuitamente para o serviço público.

 

Para impedir essa manobra autoritária e inconstitucional, eles estão mobilizados para deflagrar greve a partir da zero hora desta quinta-feira (11), por tempo indeterminado, em defesa da manutenção das 6h de trabalho, com possibilidade de abrir negociação para que seja assegurada a remuneração proporcional em caso da aprovação da jornada de 8h.  

 

Nesta terça-feira, os diretores o SINDIJUS-MS foi recebida pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Gerson Dornelles, a quem os sindicalistas foram pedir apoio para a rejeição do projeto de lei do TJ-MS, que aumenta a jornada de trabalho sem correção dos salários. O deputado declarou sua vontade de empenhar-se na apreciação do Projeto de Lei na maior brevidade possível, com enfoque especial visando o interesse dos trabalhadores e dos jurisdicionados.

 

Amanhã, 10, os sindicalistas voltarão à Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados o atendimento das reivindicações dos servidores do Judiciário sul-matogrossense. O início da greve da categoria está confirmado para a próxima quinta-feira, 11, como forma de intensificar a pressão da classe pela manutenção da jornada de seis horas. Ou pela garantia da correção proporcional dos salários da categoria em 33%, caso seja confirmado aumento da jornada de trabalho dos servidores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

 

 

 

 

 

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Na segunda-feira passada, o SINDJUS-MS publicou comunicado oficial à sociedade e às autoridades públicas em geral, informando do início da greve na próxima quinta-feira e dando cumprimento assim às exigências da legislação. O Tribunal de Justiça também já foi oficiado da decisão da categoria em deflagrar o movimento paredista, apesar da disposição do sindicato em se manter aberto às negociações e a um acordo que permita a superação do impasses entre a administração e os trabalhadores.

 

Entenda o movimento – No dia 8 de setembro de 2009, o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução 88, para os Tribunais de Justiça de todo o País elaborarem e encaminharem às assembléias projeto de lei contendo suas determinações. Além de uma série de definições, como a mudança no percentual de cargos comissionados, o CNJ aumentou a carga horária dos trabalhadores do Judiciário para oito horas diárias, 40 semanais, podendo ser 7h ininterruptas. Foi dado prazo de 90 dias para os tribunais se adequarem.

 

No dia 13 de janeiro deste ano, o TJ/MS elaborou projeto seguindo a Resolução 88, mas não permitiu a participação da categoria. Quando conseguiu acesso ao projeto, o Sindijus-MS constatou que ele não previa contraprestação salarial aos trabalhadores correspondente ao aumento de jornada. Na sua justificativa, o desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins, presidente do TJ/MS, alegou que os valores não eram mencionados porque não havia ônus para o Tribunal. Coube apenas aos trabalhadores pagar essa conta, o que ninguém aceitou.

 

Os representantes dos trabalhadores solicitaram uma audiência para esclarecer a questão, mas não foram atendidos pelo presidente. Agora, o projeto está a alguns dias da votação na assembleia, segundo apurado pelos dirigentes sindicais. Se passar dessa forma, 3.500 trabalhadores do Judiciário terão que trabalhar duas horas a mais gratuitamente para o serviço público.

 

Para impedir essa manobra autoritária e inconstitucional, eles estão mobilizados para deflagrar greve a partir da zero hora desta quinta-feira (11), por tempo indeterminado, em defesa da manutenção das 6h de trabalho, com possibilidade de abrir negociação para que seja assegurada a remuneração proporcional em caso da aprovação da jornada de 8h.  

 

Nesta terça-feira, os diretores o SINDIJUS-MS foi recebida pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Gerson Dornelles, a quem os sindicalistas foram pedir apoio para a rejeição do projeto de lei do TJ-MS, que aumenta a jornada de trabalho sem correção dos salários. O deputado declarou sua vontade de empenhar-se na apreciação do Projeto de Lei na maior brevidade possível, com enfoque especial visando o interesse dos trabalhadores e dos jurisdicionados.

 

Amanhã, 10, os sindicalistas voltarão à Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados o atendimento das reivindicações dos servidores do Judiciário sul-matogrossense. O início da greve da categoria está confirmado para a próxima quinta-feira, 11, como forma de intensificar a pressão da classe pela manutenção da jornada de seis horas. Ou pela garantia da correção proporcional dos salários da categoria em 33%, caso seja confirmado aumento da jornada de trabalho dos servidores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

 

 

 

 

 

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Servidores do Mato Grosso do Sul prontos para greve geral

9/02/2010 | 00:00 - matéria visualizada 415 vezes

Pelo menos 38 municípios de Mato Grosso do Sul estão mobilizados para deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quinta-feira (11). Eles anunciaram o movimento após elaboração pelo TJ/MS de projeto que aumenta a carga horária sem prever contraprestação salarial, e que deve ser votado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nos próximos dias. O apoio das comarcas do Estado foi definido em assembleia extraordinária de trabalhadores realizada na última sexta-feira (5) em vários municípios de MS.

 

Na segunda-feira passada, o SINDJUS-MS publicou comunicado oficial à sociedade e às autoridades públicas em geral, informando do início da greve na próxima quinta-feira e dando cumprimento assim às exigências da legislação. O Tribunal de Justiça também já foi oficiado da decisão da categoria em deflagrar o movimento paredista, apesar da disposição do sindicato em se manter aberto às negociações e a um acordo que permita a superação do impasses entre a administração e os trabalhadores.

 

Entenda o movimento – No dia 8 de setembro de 2009, o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução 88, para os Tribunais de Justiça de todo o País elaborarem e encaminharem às assembléias projeto de lei contendo suas determinações. Além de uma série de definições, como a mudança no percentual de cargos comissionados, o CNJ aumentou a carga horária dos trabalhadores do Judiciário para oito horas diárias, 40 semanais, podendo ser 7h ininterruptas. Foi dado prazo de 90 dias para os tribunais se adequarem.

 

No dia 13 de janeiro deste ano, o TJ/MS elaborou projeto seguindo a Resolução 88, mas não permitiu a participação da categoria. Quando conseguiu acesso ao projeto, o Sindijus-MS constatou que ele não previa contraprestação salarial aos trabalhadores correspondente ao aumento de jornada. Na sua justificativa, o desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins, presidente do TJ/MS, alegou que os valores não eram mencionados porque não havia ônus para o Tribunal. Coube apenas aos trabalhadores pagar essa conta, o que ninguém aceitou.

 

Os representantes dos trabalhadores solicitaram uma audiência para esclarecer a questão, mas não foram atendidos pelo presidente. Agora, o projeto está a alguns dias da votação na assembleia, segundo apurado pelos dirigentes sindicais. Se passar dessa forma, 3.500 trabalhadores do Judiciário terão que trabalhar duas horas a mais gratuitamente para o serviço público.

 

Para impedir essa manobra autoritária e inconstitucional, eles estão mobilizados para deflagrar greve a partir da zero hora desta quinta-feira (11), por tempo indeterminado, em defesa da manutenção das 6h de trabalho, com possibilidade de abrir negociação para que seja assegurada a remuneração proporcional em caso da aprovação da jornada de 8h.  

 

Nesta terça-feira, os diretores o SINDIJUS-MS foi recebida pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Gerson Dornelles, a quem os sindicalistas foram pedir apoio para a rejeição do projeto de lei do TJ-MS, que aumenta a jornada de trabalho sem correção dos salários. O deputado declarou sua vontade de empenhar-se na apreciação do Projeto de Lei na maior brevidade possível, com enfoque especial visando o interesse dos trabalhadores e dos jurisdicionados.

 

Amanhã, 10, os sindicalistas voltarão à Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados o atendimento das reivindicações dos servidores do Judiciário sul-matogrossense. O início da greve da categoria está confirmado para a próxima quinta-feira, 11, como forma de intensificar a pressão da classe pela manutenção da jornada de seis horas. Ou pela garantia da correção proporcional dos salários da categoria em 33%, caso seja confirmado aumento da jornada de trabalho dos servidores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

 

 

 

 


 

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