São Paulo: serventuários entram em greve por reposição das perdas salariais
30/04/2010 | 00:00 - matéria visualizada 415 vezes"Servidores do Judiciário iniciam greve diante de proposta insuficiente do TJ -Reunidos na tarde do último dia 28, em Assembléia Geral na Praça João Mendes, em São Paulo, os servidores do Judiciário paulista, vindos dos Fóruns da Capital e de todas as regiões do Estado, rejeitaram unanimemente a proposta feita de última hora pelo Tribunal de Justiça. Duas horas antes da Assembléia, que teve início às 14 horas, a Comissão de Negociação dos Servidores foi chamada ao TJSP para uma reunião com o presidente Antonio Carlos Viana Santos, que mais uma vez frustrou os dirigentes das entidade representativas.

Também participaram da reunião, pelo TJSP, os desembargadores Samuel Alves de Melo Júnior, Armando Sérgio Prado de Toledo e Willian Roberto de Campos. Representaram os servidores os membros da Comissão de Negociação: Yvone Barreiros (AOJESP), José Gozze (Assetj), Hugo Coviello (Assojubs), Elisabete Borgianni (Aasptj-SP), Carlos Alberto Marcos "Alemão" (Assojuris) e Wagner José de Souza (Sindicato União).
Viana afirmou que enviará até junho o projeto de lei de reposição salarial de 4,17%, relativos ao último ano. Comunicou ainda que na próxima terça-feira, dia 4 de maio, o PLC 43/05 (Plano de Cargos e Carreiras) será votado na Assembléia Legislativa.
Na praça, durante a Assembléia, todos os dirigentes de Entidades foram unânimes em repudiar a proposta, deixando claro que em outras oportunidades, como na greve de 2004, o Plano de Cargos e Carreiras já fora usado como moeda de troca pelo Tribunal, sem resultado algum para os servidores e até hoje sem votação na ALESP. Esta tática de desmobilização dos servidores foi usada nas greves de 2001 e de 2004.
Os dirigentes também foram unânimes em afirmar que o índice de reposição proposto é insuficiente e não será aceito de forma alguma pelos servidores. No final da tarde, o TJSP publicou em seu site comunicado de seu presidente com a seguinte frase final: “O presidente do TJSP, desde a sua posse em janeiro deste ano, não tem medido esforços para viabilizar o atendimento das reivindicações dos servidores, mas atenta que a deflagração do movimento grevista, neste instante, por certo, prejudicará as medidas ora em andamento.”
Os servidores, contudo, estranharam as declarações do site do TJSP: Se havia interesse em solucionar os problemas dos servidores desde janeiro, porque só agora, no final de abril, depois de deflagrada a greve, duas horas antes da Assembléia Geral, o TJ chama as entidades de servidores para apresentar uma proposta? Por que o movimento grevista prejudicará o andamento das medidas se os próprios desembargadores não têm a garantia orçamentária? Será que a proposta do TJ não é pra valer? Ou será que o TJ só resolveu abrir negociações depois que a mídia, municiada pelas entidades, passou a denunciar a situação dos servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo?
Decisões tomadas pela Assembléia - Os servidores não aceitaram a proposta do Tribunal e dão continuidade à greve. Na próxima terça-feira, dia 4 de maio, às 14 horas, todos os servidores devem comparecer à Assembléia Legislativa para fiscalizar e acompanhar a realidade do PLC 43/05, que institui o novo PCCV dos servidores do Judiciário paulista. Uma nova asssembléia geral foi marcada para o dia 5 de maio, às 13 horas, na praça João Mendes, na Capital.

