Coordenadores do Núcleo de Combate ao Assédio Moral avaliam iniciativa do Sindjus
20/03/2011 | 00:00 - matéria visualizada 477 vezesSob a coordenação de Elisângela Evangelista Anunciação e Rivelino Pereira Alves, diretores do Sindjus, o Núcleo de Combate ao Assédio Moral entra no seu segundo mês de atividade realizando atendimento a servidores e com a entrega aos deputados estaduais de ante-projeto de lei que dispõe sobre a prevenção e a punião dessa prática no serviço público estadual.
Apesar do número de atendimentos ter sido ainda pequeno nas primeiras semanas de funcionamento, o Núcleo já despertou o interesse e a confiança de servidores que procuraram o Sindjus para relatar situações vivenciadas de assédio moral na capital e no interior do estado.
"A nossa principal dificuldade tem sido ainda encontrar pessoas que aceitem testemunhar em favor dos colegas vítimas de assédio moral. Nosso prinicpal desafio hoje é desenvolver uma cultura de solidariedade e incentivar os servidores a terem coragem de depor em favor das vítimas do assédio moral. Aqueles que se omitem de testemunhar em favor das vítimas acabam fortalecendo com sua omissão essa prática no serviço público, da qual elas mesmas podem ser vítimas no futuro", alerta Rivelino Pereira, vice-presidente do Sindjus.
Para Elisangela Evangelista Anunciação, essa iniciativa do sindicato foi muito positiva e - apesar as limitações de funcionamento do Núcleo no momento - cumpre o importante papel de estimular o espírito de companheirismo entre os servidores em geral e a auto-estima em particular das vítimas do assédio moral. "No nosso site temos uma cartilha elaborada por especialistas e que contém orientações sobre o assédio moral. Pedimos a todos que leiam e divulguem o seu conteúdo. É positivo ver que esta luta tem atraído a atenção de vários sindicatos do país e não apenas do Sindjus", avalia.
O Sindjus requereu ao presidente do TJ, Jamil Gedeon, a licença classista remunerada para Elisângela Evangelista dedicar-se ao Núcleo de Combate ao Assédio Moral. O presidente do TJ-MA, contudo, indeferiu o pedido. Um recurso ao Pleno Administrativo foi protocolado pela assessoria jurídica do sindicato desde o dia 11 de março. Mas, até o momento, não foi despachado pelo presidente do TJ para sorteio do desembargador que relatará a matéria no Pleno. "Apesar desse indeferimento, o Núcleo se consolida cada vez mais como uma iniciativa oportuna e vitoriosa, e cumprirá seu papel de fortalecer a consciência de classe e a unidade dos servidores do TJ-MA contra uma prática nefasta que precisa ser banida para sempre do serviço público", completou Anibal Lins, presidente do Sindjus.

