Servidores de Goiás rejeitam proposta do Tribunal de Justiça e mantêm greve geral
6/10/2011 | 00:00 - matéria visualizada 381 vezesMais de 800 servidores compareceram à assembleia geral do Sindustiça de Goiás para deliberar sobre a aceitação ou recusa da proposta enviada pelo Tribunal de Justiça para efeitos de continuidade ou interrupção do movimento grevista.
O documento, assinado pelo presidente do TJ-Goias, Desembargador Vitor Lenza, chegou ao local às 15hs45min. Após sua leitura, dezenas de questionamentos foram formulados aos membros da comissão especial, composta pelos servidores Fabrício Duarte, Edgar Vendramini e Irismar Dantas.
As explicações foram consideradas insuficientes, acabando por gerar descontentamentos e dificuldades na condução das votações, o que motivou o Sindjustiça-GO a interromper, às 18hs30min, a assembleia geral extraordinária e a convocar outra para a próxima quinta feira, dia 13/10, quando se espera mais consistência nas informações da administração.
Pela proposta da direção do Tribunal de Justiça de Goiás seria assegurada a equiparação salarial no estado (isonomia) entre os cargos das comarcas de entrância inicial e intermediária e a capital (final). Atualmente, os salários dos servidores são vinculados às entrâncias.
Seria concedida uma gratificação de atividade judiciária (GAJ) a todos os servidores no percentual de 10% e a reformulação da carreira nos moldes da Justiça Federal para apenas dois cargos efetivos. Ou seja, cargos de nível superior (analista judiciário e oficial de justiça) e técnico judiciário (nível médio).
Os efeitos financeiros desta proposta atingiriam percentuais que variariam entre 10% a 84% para os distintos cargos, valendo já no mês de dezembro do corrente ano, após aprovação pelo Órgão Especial do TJ, pela Assembleia Legislativa e sanção Governamental.
A proposta, contudo, foi rejeitada pela assembléia geral e os servidores aguardam nova posição da presidência do Tribunal de Justiça de Goiás.

