Baixaria toma conta da campanha em São Luís
2/10/2008 | 00:00 - matéria visualizada 599 vezesCom o intuito de contribuir para Eleições limpas no próximo dia 05, o sindjus.org.br transcreve duas matérias publicadas em vários meios de comunicação do Estado desde ontem sobre agressões pessoais feitas por candidatos.
NOVO PANFLETO FAZ FLÁVIO DINO COMPARAR CASTELO AO NAZISMO; COMUNISTA PROMETE PROCESSAR ADVERSÁRIO
O candidato do PCdoB à Prefeitura de São Luís, Flávio Dino, comparou ontem a campanha do tucano João Castelo e o próprio adversário ao nazismo. O que provocou a ira do ex-juiz federal foi um novo panfleto (reprodução ao lado) distribuído na cidade - principalmente em templos evangélicos e assinado por seis supostos pastores - onde ele é comparado a líderes comunistas apontados como “ditadores e assassinos ateus e cruéis”.
“Os maiores nomes do comunismo são na verdade ditadores ateus e cruéis. Você deixaria de votar em João Castelo, que tem compromisso com o Povo de Deus para apoiar e votar em alguém cujos ídolos são ditadores assassinos de cristãos”, diz o trecho final do panfleto assinado pelos “pastores” Nauber Braga de Meneses (Igreja Batista do Jardim Eldorado), Rivelino Sousa e Silva (Presidentes das Igrejas Batista Vida no Maranhão), Domingos Marques Viana (Presidente da FAP) e Valdemir Gomes (Igreja do Evangelho Quadrangular).
Flávio Dino disse que irá processar os pastores, o adversário tucano e sua vice Helena Duailibe (PSB) que aparecem na capa do panfleto intitulado “Mensagem aos Evangélicos”. “É uma campanha nazista porque é a escalada máxima do atraso que eles poderiam chegar. Eu responsabilizo o candidato João Castelo porque não existe algo mais nazista do que propagar uma mentira várias vezes tentando que ele se torne uma verdade”, afirmou.
O desabafo do ex-juiz federal foi feito ontem à noite, no restaurante Dona Maria (Calhau), durante evento do qual participou o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome). Ontem mesmo ele recebeu novos panfletos onde era chamado de “Dinoengana”, numa campanha parecida à feita contra a senadora Roseana Sarney (PMDB) em 2006.
“Eu não esperava que nosso adversário, na falta de argumentos para fazer o debate político, fosse recorrer a este tipo de prática tentando reviver os períodos mais trágicos de nossa história. Períodos em que as pessoas eram perseguidas e torturadas por causa daquilo que acreditavam. Não preciso fazer profissão de fé porque não sou fariseu para provar aquilo que acredito”, assinalou.
PASTOR QUE ASSINOU PANFLETO CONTRA FLÁVIO DINO É ADJUNTO DA CASA CIVIL DO GOVERNO JACKSON LAGO
Um dos “líderes religiosos” que assinaram o panfleto contra o candidato do PCdoB, Flávio Dino, é ninguém menos que o pastor Nauber Braga de Menezes, ligado à Igreja Batista e adjunto do chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago (PDT), Aderson Lago (PSDB). Segundo fontes da própria Igreja Batista, numa das reuniões promovidas por Nauber em favor do também tucano João Castelo, um dos pastores chegou a afirmar que votava em Clodomir, mas mudou de idéia porque teve uma visão em que Deus lhe orientou a votar em Castelo. Domingo passado, o pastor Eliezer Lourenço declarou no púlpito da Primeira Igreja Batista, que os pastores que indicam candidatos para os fieis de suas igrejas, estão, na verdade, querendo um mundo melhor para si próprios. Em 2006, Nauber Braga foi um dos nomes na linha de frente em favor do governador Jackson Lago. Foi “abençoado” com uma das sub-chefias da Casa Civil.
Nauber Braga de Menezes chegou a articular entre os líderes evangélicos para ser o vice na chapa de Jackson Lago, em 2006. Perdeu a indicação para o também pastor Luiz Carlos Porto (PPS), mas conseguiu uma indicação para compor o governo. Mesmo lotado na Casa Civil, no entanto, o pastor dá mais expediente no gabinete do líder do Governo na Assembléia Legislativa, o também evangélico Edivaldo Holanda (PTC).
O candidato Flávio Dino classificou de “nazista” o panfleto assinado pelos pastores. Outros líderes religiososo também classificaram a atitude de “politicalha da pior espécie, digna de canalhas”. O panfleto está sendo distribuído em igrejas evangélicas de várias denominações.

