Oficiais de justiça apóiam mobilização do SINDJUS
6/11/2008 | 00:00 - matéria visualizada 291 vezesEm pauta, a luta pela implantação das progressões e promoções, pelo pagamento do auxilio alimentação e auxílio saúde para todos os servidores, o reenvio do projeto de lei que instituiu 4% de reposição linear de perdas salariais para a categoria, retroativo a 01 de agosto passado, e o realinhamento salarial do cargo com os demais cargos de nível superior.
Após longo e exaustivo debate, os oficiais de justiça propuseram que a diretoria do SINDJUS encaminhe indicativo de greve geral por tempo indeterminado, a partir do próximo dia 13/11, quinta feira, em defesa da pauta de reivindicações gerais do conjunto dos servidores do Tribunal de Justiça.
A principal justificativa para isso é a preocupação destes servidores com a disposição da Administração de promover, no futuro próximo, novos reajustes dos subsídios da magistratura, comprometendo assim a capacidade orçamentária do Poder Judiciário, em detrimento do atendimento das reivindicações dos trabalhadores.
Além disso, pesou ainda a informação de que alguns setores da Administração se articulam para tentar aprovar um dispositivo na resolução que tratará das progressões e promoções, que ficou pendente para ser votado na próxima sessão do Pleno Administrativo, condicionando o pagamento das progressões e promoções à realização de autorização prévia da diretoria financeira, a quem caberia comprovar a existência de capacidade orçamentária para implantação desse benefício.
Caso essa tese prevaleça na resolução que tratará das progressões e promoções, isto inviabilizará o pagamento das mesmas e todos os servidores concursados do TJMA serão gravemente prejudicados.
CNJ
Os oficiais de justiça decidiram ainda recomendar ao SINDJUS manter a consulta sobre seu realinhamento salarial com os analistas feita ao Conselho Nacional de Justiça, tendo em vista que a mesma visa tão somente obter uma manifestação daquele órgão sobre a autononomia administrativa e financeira do TJMA para realizar tal medida.
Os oficiais de justiça têm plena convicção do seu direito ao realinhamento salarial com os demais ocupantes de cargos de nível superior, quendo por isso tão somente que o CNJ diga que depende apenas da existência de vontade política por parte da Admnistração do Tribunal de Justiça para promover a equiparação.
Vários oficiais defenderam a tese de realizarem greve isolada, caso a assembléia geral do SINDJUS delibere pela não-realização de greve geral. Mas, ao final, caso a decisão de greve geral não seja acatada pela assembléia geral extraordinária do próximo sábado, os presentes optaram, como alternativa, defender que o sindicato decrete assembléia geral permanente, realizando reuniões todos os sábados para avaliar as negociações e para organizar as próximas etapas da mobilização dos trabalhadores.
A realização paralelamente de outras formas de protesto contra a falta de respostas satisfatórias às demandas gerais e específicas dos servidores também foi cogitida pelos presentes.
NOVAS REUNIÕES SETORIAIS
Antes da assembléia geral, o SINDJUS realizará uma reunião plenária no Fórum de São Luis, com os auxiliares e técnicos judiciários para ouvir e encaminhar as sugestões destes.
Também nesta sexta feira, a partir das 17 horas, na sede do SINDJUS, estão sendo aguardados os comissários de justiça, convocados a tratarem de assuntos de seu interesse, durante reunião setorial da categoria, em preparação à assembléia geral do SINDJUS.

