Servidores distribuem 50 pizzas no 50º dia de greve geral da categoria no TJMA

2/12/2015 | 17:11 - matéria visualizada 2465 vezes
Os servidores do Tribunal de Justiça do Maranhão, nesta quarta-feira, 02 de dezembro, data em que a Greve Geral da categoria completa 50 dias, na luta pelo pagamento da reposição das perdas inflacionárias de janeiro a dezembro de 2014, no índice de 6,3%, distribuíram 50 pizzas em frente na Praça D. Pedro II, em frente à sede do Judiciário maranhense, em protesto pela falta de negociações.

A ação contou com a participação de servidores da capital e das comarcas do interior do Estado e também serviu para demonstrar à sociedade maranhense a falta de realização de uma auditoria no TJMA, pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ, apesar das inúmeras cobranças e denúncias do sindicato de indícios da má utilização das verbas públicas no orçamento da Corte maranhense.
 
Na administração da Desembargadora Presidente Cleonice Freire eclodiram casos como a denúncia de quebra da fila dos precatórios, no caso da Constran, mediante pagamento de propina envolvendo o doleiro Alberto Yousseff, os casos dos super contracheques pagos a magistrados e desembargadores, chegando até 700 mil reais, a título de conversão de licença prêmio em pecúnia, denúncias de obras superfaturadas em Fóruns no interior do estado, como no caso da comarca de Caxias e Balsas, mas que nunca foram investigados por uma auditoria da Corregedoria do CNJ.
 
Rafael, técnico judiciário da comarca de Alto Parnaíba, falou sobre a luta dos servidores durante esses 50 dias de movimento. “Estamos lutando desde o inicio da Greve e nossa comarca apesar de distante de São Luís hoje está junto com os demais servidores para esse movimento e continua 100% firme porque queremos o nosso direito respeitado e sairemos apenas com nossa vitória”, revelou.

Os Grevistas também decidiram acampar 24 horas por dia em frente ao Tribunal de Justiça, para distribuir o “Sopão da Conciliação” para a população carente de São Luís, a partir das 20 horas, enquanto durar a greve.
 
Apesar de todas essas ações para demonstrar que participam de uma Greve legítima e de que suas propostas apresentadas ao Tribunal de Justiça, durante a Audiência de Conciliação, são viáveis, a atual administração ainda não demonstrou qualquer vontade de conciliação com seus próprios servidores. 
 
Assembleia geral decide pela continuidade da Greve Geral
 
Ao término do protesto, os servidores dirigiram-se ao auditório da Associação Comercial do Maranhão - ACM, onde realizaram Assembleia Geral Extraordinária da categoria e decidiram por ampla maioria pela continuidade do movimento paredista até que as Perdas Inflacionárias de 6,3% dos servidores sejam pagas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.
 

Os mesmos ainda decidiram que vão realizar uma charanga carnavalesca no dia 18 de Dezembro, intitulada BYE BYE TRISTEZA, como forma de protesto contra a falta de diálogo que marcou a relação da administração do Tribunal de Justiça com a categoria ao longo do ano de 2015, que ora se encerra.
 
Por fim, a classe dos Judiciários também decidiu realizar nova Assembleia Geral na sexta-feira, 04/12, a partir das 09 horas, na Associação Comercial do Maranhão para decidir as próximas ações que serão desenvolvidas pelos grevistas.


Enquanto isso, os trabalhadores do Judiciário que aderiram ao movimento paredista, além de intensificarem as ações de convencimento dos servidores que ainda não aderiram à greve, vão aguardar o julgamento dos recursos interpostos pela assessoria jurídica do SINDJUS-MA junto ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ e ao Supremo Tribunal Federal – STF, visando garantir o respeito ao direito de greve da categoria, o impedimento dos descontos dos dias parados e a devolução dos valores já descontados arbitrariamente pela administração da Presidente Cleonice Freire.
 
Por sua vez, o TJMA formou uma comissão constituída pelos desembargadores Lourival Serejo, Ricardo Duailibe e Raimundo Barros para dialogar com o SINDJUS-MA e tentar encontrar uma solução legal, pacífica e satisfatória, que ponha fim ao movimento paredista dos servidores do Judiciário.
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