A farmacêutica Keila Lígia fala sobre a situação da Farmácia do TJMA
3/04/2009 | 00:00 - matéria visualizada 581 vezesEm entrevista ao site do Sindjus a farmacêutica e bioquímica, Keila Lígia Costa de Melo, fala sobre a situação da Farmácia do TJMA. Keila Lígia Costa de Melo, é técnica judiciária do Tribunal e, atualmente, trabalha na parte administrativa da coordenação médica do Tribunal de Justiça do Maranhão. A farmacêutica já foi responsável pela guarda de medicamentos, quando o setor funcionava na unidade do TJMA da Alemanha.
Qual é a atual situação da farmácia do TJMA? Ela ainda funciona?
Keila Lígia: A farmácia do Tribunal não funciona mais. Em 2006, os medicamentos do Tribunal eram guardados junto com equipamentos de informática e demais materiais de expediente da Coordenação de Material e Patrimônio do Tribunal. Os medicamentos não eram armazenados de maneira adequada, inclusive os remédios controlados que, por lei, deveriam estar isolados e sob a responsabilidade de um farmacêutico, estavam misturados com os demais remédios. Em 2007, nós regularizamos essa situação e o setor funcionava com a distribuição desses medicamentos. No entanto, os medicamentos acabaram e, por falta de remédios e de estrutura adequada, a farmácia do TJMA foi desativada no ano passado. A situação atual é que não temos nem remédio para dor de cabeça.
Com a falta de medicamentos, como o setor médico atende os funcionários?
Keila Lígia: O setor médico dispõe de remédios tipo amostra grátis que na verdade são doados pelos próprios médicos que recebem as amostras em seus consultórios. A maioria dos remédios é para doenças cardíacas até porque temos mais cardiologistas no quadro médico. Atualmente, o TJ adquire os medicamentos no varejo, por meio do cartão corporativo. Isto limita tanto a quantidade quanto a variedade que é comprada, pois há remédios caros que oneram e sobrecarregam o orçamento dos cartões, ou seja, não atende a nossa demanda.
Qual a posição da coordenação médica do TJMA sobre essa situação?
Keila Lígia: A coordenadora Simone Sampaio solicitou a compra dos medicamentos através do processo n° 16. 145/ 2008. O receio é que com a demora desse processo perderemos o prazo de validade do pedido de compra. Além disso, temos um projeto para a estruturação e regularização da farmácia do Tribunal e, nas próximas semanas, pretendemos nos reunir com o presidente do Tribunal para falar sobre essa situação. A expectativa é que ele entenda a necessidade e urgência do funcionamento da farmácia.
Na sua opinião, qual seria a estrutura e organização adequada da farmácia para que ela possa atender as necessidades do Tribunal?
Keila Lígia: A farmácia deveria ter medicamentos suficientes para atender os funcionários que precisarem de atendimento médico. Esses medicamentos também deveriam ser disponibilizados às coordenadorias odontológica, psicossocial e de ações especiais, que englobam a Casa da Criança, a Creche do TJ e a Casa Abrigo. Além disso, é importante um departamento adequado para armazenar os medicamentos e a presença de um farmacêutico para ser responsável pelo setor.

