Previdência: relator não permite transferir militares da reserva para funções civis
17/06/2019 | 07:29 - matéria visualizada 772 vezes
O relatório substitutivo da reforma da Previdência, apresentado na comissão especial que discute a matéria pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), retira do texto do governo a possibilidade para que órgãos públicos requisitem militares da reserva para exercer função de civis. Essa era um forma defendida pelo Executivo para preencher cargos sem precisar fazer concurso público."Acreditamos que o procedimento poderia ser questionado em razão da possível supressão de concurso público para provimento de cargos na administração, requisito moralizador que não pode ser fragilizado", diz o relator no voto.
Rombo preocupa
O rombo do servidor é maior do que o do INSS. E a maior discrepância está nas Forças Armadas. Estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional mostra que, para cobrir as aposentadorias dos servidores públicos, o governo gasta quase dez vezes o que desembolsa com trabalhadores do setor privado. De acordo com o documento, embora o rombo nas contas do INSS seja maior, o desequilíbrio per capita é mais pesado com o funcionalismo.
No caso das Forças Armadas a discrepância é ainda mais forte. O governo gasta quase 18 vezes o que desembolsa por beneficiário do INSS para cobrir a despesa com cada militar aposentado. O déficit por cabeça do sistema de proteção dos militares ficou em R$ 115 mil em 2018, o do regime dos servidores foi de R$ 63 mil. Já o registrado por aposentado pelo INSS foi de R$ 6,4 mil.
No ano passado, o rombo do regime geral atingiu R$ 194,3 bilhões. No caso dos servidores civis, ele foi de R$ 46,5 bilhões, e dos militares, R$ 43,9 bilhões.
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Fonte: Jornal Extra

