A paralisação de advertência dos servidores do poder judiciário do Maranhão alcançou adesão massiva tanto na capital como nas comarcas do interior, nesta quarta-feira, dia 5 de agosto. Dezenas de servidores  demonstraram que o movimento é forte e ganha cada vez mais adesões.

Pela manhã, os servidores que protestaram na capital e realizaram ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão e não assistiram a sessão do pleno administrativo porque foram proibidos de entrar vestidos com coletes de greve. “Já que fomos proibidos de entrar sem os nossos coletes também nos recusamos a assistir a sessão. Foi uma atitude antidemocrática da administração do TJMA até porque em um outro protesto da categoria fomos convidados pelo ministro Gilson Dipp a participar da sessão.Os servidores entraram de coletes de greve, onde fizeram uso da tribuna na presença do presidente Raimundo Cutrim, do Corregedor Jamil Gedeon e de todos os desembargadores, sem serem incomodados por causa disso”, justificou o presidente do Sindjus.

 

Estava em pauta na sessão do pleno de hoje os 11,98% propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon. Mas a proposta foi retirada de pauta pelo presidente Raimundo Cutrim, apesar de vários desembargadores demonstrarem apoio à proposta. A justificativa dele é que o projeto precisava ainda de parecer da assessoria técnica. No final da manhã, o comando de  greve também solicitou uma audiência com o presidente do TJ-MA através de Rivelino Alves Pereira, vice-presidente do Sindjus. Mas o presidente Raimundo Cutrim não quis receber a comissão de servidores para discutir suas reivindicações.

 

Em uma demonstração de coragem e perseverança, os servidores deram continuidade ao protesto em frente ao Tribunal de Justiça e no início da tarde realizaram uma assembléia geral extraordinária para avaliar o movimento. O economista Edram Teixeira, técnico do DIEESE, que está em São Luís para assessorar as negociações da categoria, aproveitou a oportunidade para apresentar o estudo salarial que comprova as condições orçamentárias para o TJMA para atender as reivindicações da categoria.

Depois, a plenária decidiu pela continuidade da paralisação de advertência por mais 24h. Também foi aprovada por unanimidade que a pauta de reivindicações deveria se concentrar em apenas quatro prioridades:

Pagamento do adicional de insalubridade;

Confirmação da jornada de trabalho de 30h semanais para os motoristas;

Realinhamento dos vencimentos dos técnicos, comissários e oficiais de justiça;

Mudança de escolaridade dos auxiliares.

Os demais pontos foram retirados de pauta porque já estão sendo avaliados pelo Conselho Nacional de Justiça e a classe preferiu aguardar a decisão final do CNJ. 

 

A assembléia deliberou que a comissão de servidores formada por Marco Aurélio (técnico judiciário), Sergio Reis (motorista), Francisco Coutinho (auxiliar judiciário) e Aníbal Lins (Oficial de Justiça) e pelo economista do Dieese, Edram Teixeira, deve solicitar uma audiência com o presidente do TJMA nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, para tratar das reivindicações.

 

Por fim, a comissão também deverá reivindicar ao presidente Raimundo Cutrim que convoque uma sessão extraordinária do pleno administrativo para votação dos 11,98%, nos termos propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon Neto.

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Pela manhã, os servidores que protestaram na capital e realizaram ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão e não assistiram a sessão do pleno administrativo porque foram proibidos de entrar vestidos com coletes de greve. “Já que fomos proibidos de entrar sem os nossos coletes também nos recusamos a assistir a sessão. Foi uma atitude antidemocrática da administração do TJMA até porque em um outro protesto da categoria fomos convidados pelo ministro Gilson Dipp a participar da sessão.Os servidores entraram de coletes de greve, onde fizeram uso da tribuna na presença do presidente Raimundo Cutrim, do Corregedor Jamil Gedeon e de todos os desembargadores, sem serem incomodados por causa disso”, justificou o presidente do Sindjus.

 

Estava em pauta na sessão do pleno de hoje os 11,98% propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon. Mas a proposta foi retirada de pauta pelo presidente Raimundo Cutrim, apesar de vários desembargadores demonstrarem apoio à proposta. A justificativa dele é que o projeto precisava ainda de parecer da assessoria técnica. No final da manhã, o comando de  greve também solicitou uma audiência com o presidente do TJ-MA através de Rivelino Alves Pereira, vice-presidente do Sindjus. Mas o presidente Raimundo Cutrim não quis receber a comissão de servidores para discutir suas reivindicações.

 

Em uma demonstração de coragem e perseverança, os servidores deram continuidade ao protesto em frente ao Tribunal de Justiça e no início da tarde realizaram uma assembléia geral extraordinária para avaliar o movimento. O economista Edram Teixeira, técnico do DIEESE, que está em São Luís para assessorar as negociações da categoria, aproveitou a oportunidade para apresentar o estudo salarial que comprova as condições orçamentárias para o TJMA para atender as reivindicações da categoria.

Depois, a plenária decidiu pela continuidade da paralisação de advertência por mais 24h. Também foi aprovada por unanimidade que a pauta de reivindicações deveria se concentrar em apenas quatro prioridades:

Pagamento do adicional de insalubridade;

Confirmação da jornada de trabalho de 30h semanais para os motoristas;

Realinhamento dos vencimentos dos técnicos, comissários e oficiais de justiça;

Mudança de escolaridade dos auxiliares.

Os demais pontos foram retirados de pauta porque já estão sendo avaliados pelo Conselho Nacional de Justiça e a classe preferiu aguardar a decisão final do CNJ. 

 

A assembléia deliberou que a comissão de servidores formada por Marco Aurélio (técnico judiciário), Sergio Reis (motorista), Francisco Coutinho (auxiliar judiciário) e Aníbal Lins (Oficial de Justiça) e pelo economista do Dieese, Edram Teixeira, deve solicitar uma audiência com o presidente do TJMA nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, para tratar das reivindicações.

 

Por fim, a comissão também deverá reivindicar ao presidente Raimundo Cutrim que convoque uma sessão extraordinária do pleno administrativo para votação dos 11,98%, nos termos propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon Neto.

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Paralisação de advertência continua por mais 24h

5/08/2009 | 00:00 - matéria visualizada 253 vezes

A paralisação de advertência dos servidores do poder judiciário do Maranhão alcançou adesão massiva tanto na capital como nas comarcas do interior, nesta quarta-feira, dia 5 de agosto. Dezenas de servidores  demonstraram que o movimento é forte e ganha cada vez mais adesões.

Pela manhã, os servidores que protestaram na capital e realizaram ato público em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão e não assistiram a sessão do pleno administrativo porque foram proibidos de entrar vestidos com coletes de greve. “Já que fomos proibidos de entrar sem os nossos coletes também nos recusamos a assistir a sessão. Foi uma atitude antidemocrática da administração do TJMA até porque em um outro protesto da categoria fomos convidados pelo ministro Gilson Dipp a participar da sessão.Os servidores entraram de coletes de greve, onde fizeram uso da tribuna na presença do presidente Raimundo Cutrim, do Corregedor Jamil Gedeon e de todos os desembargadores, sem serem incomodados por causa disso”, justificou o presidente do Sindjus.

 

Estava em pauta na sessão do pleno de hoje os 11,98% propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon. Mas a proposta foi retirada de pauta pelo presidente Raimundo Cutrim, apesar de vários desembargadores demonstrarem apoio à proposta. A justificativa dele é que o projeto precisava ainda de parecer da assessoria técnica. No final da manhã, o comando de  greve também solicitou uma audiência com o presidente do TJ-MA através de Rivelino Alves Pereira, vice-presidente do Sindjus. Mas o presidente Raimundo Cutrim não quis receber a comissão de servidores para discutir suas reivindicações.

 

Em uma demonstração de coragem e perseverança, os servidores deram continuidade ao protesto em frente ao Tribunal de Justiça e no início da tarde realizaram uma assembléia geral extraordinária para avaliar o movimento. O economista Edram Teixeira, técnico do DIEESE, que está em São Luís para assessorar as negociações da categoria, aproveitou a oportunidade para apresentar o estudo salarial que comprova as condições orçamentárias para o TJMA para atender as reivindicações da categoria.

Depois, a plenária decidiu pela continuidade da paralisação de advertência por mais 24h. Também foi aprovada por unanimidade que a pauta de reivindicações deveria se concentrar em apenas quatro prioridades:


Pagamento do adicional de insalubridade;


Confirmação da jornada de trabalho de 30h semanais para os motoristas;


Realinhamento dos vencimentos dos técnicos, comissários e oficiais de justiça;


Mudança de escolaridade dos auxiliares.


Os demais pontos foram retirados de pauta porque já estão sendo avaliados pelo Conselho Nacional de Justiça e a classe preferiu aguardar a decisão final do CNJ. 

 

A assembléia deliberou que a comissão de servidores formada por Marco Aurélio (técnico judiciário), Sergio Reis (motorista), Francisco Coutinho (auxiliar judiciário) e Aníbal Lins (Oficial de Justiça) e pelo economista do Dieese, Edram Teixeira, deve solicitar uma audiência com o presidente do TJMA nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, para tratar das reivindicações.

 

Por fim, a comissão também deverá reivindicar ao presidente Raimundo Cutrim que convoque uma sessão extraordinária do pleno administrativo para votação dos 11,98%, nos termos propostos pelo Corregedor Geral da Justiça Jamil Gedeon Neto.

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