Comissão de desembargadores se reúne com representantes do Sindjus
4/09/2009 | 00:00 - matéria visualizada 234 vezesNesta sexta-feira, 4, os desembargadores Jamil Gedeon Neto (foto) e Cleones Cunha se reuniram com a comissão de representantes do Sindjus, formada por Anibal Lins, Rivelino Pereira, Marcelo Rodrigues e Sergio Cavalcante, para retomar as negociações em torno da pauta da greve e da reposição do serviço que deixou de ser realizado durante a greve de agosto.
A reunião foi realizada no gabinete do desembargador Cleones Cunha. O desembargador Lourival Serejo não participou da reunião porque está viajando. Os sindicalistas estavam acompanhados pelo assessor jurídico do Sindjus Pedro Duailibe Mascarenhas e os desembargadores pelo diretor geral da Corregedoria Geral da Justiça, Francisco Pereira.
O encontro foi aberto pelo presidente do Sindjus, Anibal Lins, que destacou o interesse prioritário dos servidores em garantir o atendimento das pendências da pauta de reivindicações da greve, mas também negociar a reposição dos dias parados. O desembargador Cleones Cunha, destacou a sua visão de se discutir prioritariamente a reposição dos dias parados, deixando para um outro encontro a discussão das reivindicações.
Durante a reunião, o advogado Pedro Duailibe Mascarenhas defendeu a atualização do serviço atrasado, como forma de repor os dias parados, o que elevaria a produtividade dos servidores, tornando dispensável a necessidade de fixação de uma jornada de trabalho além do expediente normal. O presidente do Sindjus informou que, momentos antes, estivera com o presidente do TJ Raimundo Cutrim. Aníbal Lins informou que o presidente do TJMA já havia autorizado a diretoria financeira a proceder a imediata devolução dos dias descontados durante a greve, ressaltando, porém, que fosse feito apenas o acordo com o desembargador Jamil Gedeon sobre a reposição do serviço dos dias parados.
Durante o encontro, porém, o desembargador Cleones Cunha firmou posição de exigir o compromisso em ata a ser assinada pelos presentes de que os servidores grevistas se obrigavam a cumprir mínima de duas horas diárias de trabalho a mais, como forma de compensar os dias parados. Depois de longa discussão, ficou registrado pelo presidente do Sindjus que a assembléia geral deliberou pela suspensão da greve, mas não autorizou os representantes dos servidores na comissão a firmar qualquer acordo ratificando a reposição dos dias parados com base em horas extras, mas na reposição de serviço atrasado, na forma de mutirões e de outros procedimentos que permitam a atualização do serviço pendente.
Os sindicalistas cobraram o agendamento da reunião que discutirá a pauta reivindicatória pendente da greve, marcada para sexta-feira, 11. Os desembargadores se prontificaram a receber as reivindicações dos servidores e de submetê-las às análises de cunho orçamentário e legal. Assim que os desembargadores derem um parecer sobre as reivindicações, o Sindjus convocará uma assembleia geral para discutir a proposta com toda a categoria.
A ata do encontro não foi assinada e uma nova reunião poderá acontecer na próxima quarta-feira, 9, com o objetivo de se chegar a um entendimento em relação à reposição do serviço dos dias da greve. Quanto ao pagamento dos dias descontados, a coordenadora de folha de pagamento Claudia Rosa e o diretor financeiro Luiz Carlos Calvet informaram por telefone ao desembargador Jamil Gedeon, durante a reunião, que os procedimentos necessários para a devolução desses valores em conta corrente exigiriam mais tempo, podendo ser feito na próxima semana. O motivo alegado foi feriado prolongado e a susposta exigência do Banco do Brasil de 72 horas para liberar os referidos créditos.
Essa contradição de informações gerou protesto do Corregedor Jamil Gedeon Neto à Coordenadora de Folha de Pagamento e à Diretoria Financeira. O Corregedor se viu na situação constrangedora de negociar um acordo e depois o acordo não poder ser cumprido por culpa das informações desencontradas desses setores.
O Sindjus pede à categoria que permaneça confiante nos representantes que escolheu em assembléia geral para conduzir as negociações de forma transparente com a comissão de desembargadores, tendo em vista seu compromisso de lutar até o último instante pela concretização do melhor acordo possível para todos os trabalhadores da Justiça do Estado do Maranhão. O Sindjus pede que a categoria permaneça igualmente vigilante e pronta para reagir contra qualquer manobra que tenha intenção de desarticular o movimento e desacreditar suas lideranças.

