Bancários maranhenses propõem campanha nacional pelo fim do banco de horas

16/06/2012 | 00:00 - matéria visualizada 475 vezes

A Caixa Econômica Federal vem exigindo dos seus funcionários a compensação de 100% das horas extras existentes no Banco de Horas. O banco que lucrou em 2011 R$ 5,2 bilhões e só no primeiro trimestre de 2012 já lucrou R$ 1,2 bilhão, quer reduzir seus custos com mão-de-obra impondo uma política de rebaixamento salarial e de avanço na terceirização.

 

O banco de horas começou a ser aplicado no Brasil a partir do chamado “acordo das montadoras”,no governo Collor. Como forma de se livrar do pagamento das horas extras (com adicional de 50%), as empresas criaram o banco de horas para compensar as horas na proporção de somente 1 para 1, representando uma perda de 50% para os trabalhadores.

 

O acordo envolveu as empresas automobilísticas, direções sindicais e o governo. Na época, o principal sindicato envolvido nas negociações era dos metalúrgicos do ABC, da CUT. Seu principal dirigente era ninguém menos que Luiz Marinho, ex-presidente da CUT e ex-ministro da Previdência do governo Lula.

 

O setor automobilistico estava em crise e as montadoras se dispuseram a investir em troca da flexibilização dos direitos. O governo Collor, por sua vez, concedeu isenções de impostos. Assim, as empresas conseguiram sair da crise, porém os trabalhadores tiveram seus salários rebaixados e perderam direitos.

 

O Sindicato dos Bancários do Maranhão defende o fim do banco de horas e o pagamento de 100% das horas extras. Nesta campanha salarial esta é uma das pautas de reivindicação que os bancários do Maranhão defenderão nos encontros dos bancos públicos e nos fóruns nacionais da categoria que debatem a campanha salarial.

Ícone de ImpressãoVersão para Impressão